AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO

Conheça os vencedores das Microbolsas Maconha!

Concurso teve recorde de inscrições – saiba quem são os quatro escolhidos para ganhar as bolsas de 7 mil reais e produzir suas reportagens sobre maconha

No fim de março, a Agência Pública lançou o Concurso Microbolsas Maconha, em parceria com o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes – CESeC. O objetivo do concurso é produzir, publicar e disseminar reportagens que ampliem o conhecimento sobre os mecanismos de consumo, uso e repressão à maconha.

Durante o último mês, recebemos 197 pautas – recorde de inscrições em concursos de microbolsas. As inscrições vieram de 44 cidades brasileiras, espalhadas por 15 estados. Nesta sétima edição das microbolsas, passamos a aceitar pautas sobre outros países. Recebemos 12 inscrições vindas de fora do Brasil, propostas por repórteres baseados em países como Espanha, Argentina, Estados Unidos, Canadá e Itália.

Abaixo, apresentamos os repórteres vencedores do concurso, selecionados pelas diretoras da Agência Pública, Marina Amaral e Natalia Viana, e pela coordenadora do CESeC, Julita Lemgruber. Os escolhidos vão receber uma bolsa de 7 mil reais e a mentoria da Pública para produzir a pauta proposta.

Cadu Barcellos – É formado na Escola de Cinema Darcy Ribeiro e ESPOCC (Escola Popular de Comunicação Critica) no Observatório de Favela, onde também foi coordenador de metodologia do curso nos anos de 2012 e 2013. Dirigiu o curta “Feira da Teixeira” (2006) e o programa “Crônicas da Cidade” (2007), do Canal Futura. Foi diretor e roteirista da série “Mais X Favela” (Multishow), diretor e agumentista do episódio “Deixa Voar”, que compõe o longa “Cinco vezes favela Agora por nós mesmos” (2010), produzido por Carlos Diegues e escolhido para a Seleção Oficial do Festival de Cannes de 2010.

Gil Luiz Mendes – Jornalista recifense com dez anos de experiência e passagens por rádio, impresso e internet. Vencedor do 5º prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo, Menção Honrosa no 32º prêmio Vladmir Herzorg de Direitos humanos e finalista do 2º Prêmio Sebrae de Jornalismo.

Tarso Araújo – É jornalista desde 2004, tendo passado pelas redações do jornal Folha de S.Paulo e das revistas Superinteressante, Galileu, Placar e Men’s Health. Com reportagens sobre drogas, venceu o prêmio Gilberto Velho Mídia e Drogas 2014, o Prêmio Abril de Jornalismo 2009 na categoria Esporte e o Prêmio Esso de Criação Gráfica em Jornalismo de 2008, além de uma medalha de bronze no Malofiej 2017. É autor do livro “Almanaque das Drogas” e co-diretor do filme “Ilegal”.

Matias Maxx – É fotografo e jornalista. Começou sua carreira em 1998 publicando em revistas de entretenimento como BiZZ e Trip. Desde 2010 é correspondente da VICE Brasil, onde dentre muitas pautas destacam-se entrevista com Rafael Braga, com a prostituta que denunciou as violações perpretadas pela polícia no “prédio da caixa” em Niterói, e a reportagem “A pacificação do complexo alemão deu certo?”, contemplada com o primeiro lugar no V Prêmio Latinoamericano de Jornalismo Sobre Drogas. Também já produziu e fotografou reportagens em vídeo para agências internacionais como VICE News e Al-Jazeera. Participa da organização da Marcha da Maconha do Rio de Janeiro desde 2007 e em 2012 fundou e editou os quatro números da revista semSemente, a primeira revista impressa sobre maconha no Brasil.

O resultado dessas mentorias você confere aqui em nosso site nos próximos meses!

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Comentários

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  • Bruna De Pina Viana

    Parabéns aos vencedores! Numa próxima, espero ver uma mulher representando ai :)

  • Daniel de Andrade

    Galera da pesada, quero ler as reportagens. Só achei estranho 3 mulheres escolherem só homens.

  • Viviane Santiago

    Parabéns aos ganhadores, infelizmente, mais uma vez, a representação feminina é nula, espero que um dia isso possa mudar.

  • Steffania

    4 bolsas, record de inscrições e todas as 4 bolsas para homens? Logo num veículo como a Pública, que era de se esperar uma preocupação com representatividade. :/ Que triste.

  • Ziza da Silva

    poxa, nenhuma mulher? espero que sejam boas reportagens mas tb gostaria de deixar minha manifestação de que são atitudes como essa que não pensam em paridade que perpetuam o machismo que transforma os currículos masculinos em invejáveis e das mulheres sempre menos “premiadas” e deixadas pra trás. Seria bacana observar essa distorção do prêmio.

  • Isadora Brasil Becker

    Onde estão as mulheres afinal?

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