Agência de Jornalismo Investigativo

Repórteres vão investigar a relação das crianças com a água em cinco estados brasileiros

25 de maio de 2015
Banho na Viela. Jardim Ibirapuera, Zona Sul/SP. Foto: Joseh Sillva
Banho na Viela. Jardim Ibirapuera, Zona Sul/SP. Foto: Joseh Sillva

Desde o dia 15 de abril recebemos 77 inscrições para o Concurso de Microbolsas para Reportagens sobre Criança e Água. É a quinta edição do concurso promovido anualmente pela Pública, desta vez em parceria com o projeto Prioridade Absoluta, do Instituto Alana.

A ideia é investigar como as crianças de todo o Brasil são afetadas pela escassez e má gestão da água. Segundo o artigo 227 da Constituição, os direitos das crianças são prioritários e devem ser garantidos pela família, sociedade e Estado.

As pautas vieram de 16 estados. Desses, cinco foram contemplados pelas pautas vencedoras. Nos próximos meses, as novas microbolsistas vão realizar reportagens sobre questões relacionadas com criança e água em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Pará.

“As propostas de pautas foram bem apuradas, abordando questões essenciais, muitas delas não cobertas pela mídia tradicional, em que se percebe o engajamento do repórter em seu trabalho”, diz Marina Amaral, uma das diretoras da Agência Pública. As pautas selecionadas serão produzidas com a mentoria da Pública, que vai orientar as repórteres e editar as matérias, respeitando sempre a independência do repórter – um dos valores fundamentais da organização.

“Selecionar as cinco propostas finais foi uma tarefa árdua, já que as 77 enviadas possuíam muita qualidade. Buscamos contemplar na seleção tanto a diversidade regional quanto a amplitude do tema ‘Criança e Água’.  Acreditamos que a produção das cinco reportagens investigativas será muito proveitosa para fomentar o debate sobre o direito à água, ressaltando a prioridade absoluta das crianças salvaguardada pela Constituição”, diz Renato Godoy, do Instituto Alana.

Conheça as vencedoras do Concurso de Microbolsas para Reportagens sobre Criança e Água:

Camila Neves Camilo – Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP) com passagens pelas redações de Época e Nova Escola e pela assessoria de comunicação da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.

Cibelih Hespanhol Torres – Jornalista formada pela Universidade Federal de Viçosa foi colaboradora do Outras Palavras e trabalha atualmente no Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas, ONG de agroecologia e direitos de povos e comunidades tradicionais. Vai realizar a pauta em parceria com João Roberto Ripper, repórter e fotógrafo conhecido por seu trabalhado relacionado a direitos humanos publicado em veículos como New York Herald Tribune, Revista Caros Amigos e Revista Veja; e com Helen Santa Rosa, comunicadora social e jornalista com dez anos de atuação voltada para a comunicação comunitária e articulação de redes.

Sarah Oliveira Fernandes – Formada em Jornalismo pela PUC-SP em 2008 e em Geografia pela USP em 2013. Trabalha como repórter há seis anos, sempre cobrindo temas relacionados a direitos humanos, cidadania, saúde e educação. Passou pelas redações da ONU-Brasil, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), do Portal Aprendiz e da Rede Brasil Atual, onde trabalha desde 2012.

Thays Mariana de Oliveira Lavor – Profissional formada em 2010 em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade de Fortaleza (Unifor). Com cinco de anos de experiência profissional, já passou pela redação do Jornal Diário do Nordeste, onde um de seus trabalhos – a série Mercado do Vício – obteve terceiro lugar no Prêmio SinDH Rio de Jornalismo em Saúde. Atualmente atua como colaboradora do Jornal O Globo.

Yamini Benites – Graduanda de jornalismo pela UFRGS, tem experiência em veículos alternativos (Jornal Tabaré) e como repórter fotográfica free lancer. Atua na produção do Nação da TVE/TV Brasil. A pauta será realizada em parceria com Gabrielle de Paula e Luiz Felipe Abreu, também estudantes de jornalismo da UFRGS. Luiz, com passagem pelo Jornal do Comércio e pela assessoria do TRF, tem experiência em jornalismo cultural e jurídico. Gabrielle atuou na mídia independente pelo JornalismoB e hoje trabalha na TVE, TV pública do RS.

Já nesta semana, as vencedoras começam a conversar com as diretoras da Pública sobre as pautas, prazos e rumos das reportagens. Parabéns e boa sorte a todos!

Você precisa ser um aliado para comentar.
Fechar
Fechar
Só aliados podem denunciar comentários.
Fechar

Explore também

Os deputados Ivan Valente (PSOL-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG) discutem com Wellington Roberto (PR-PB), durante reunião do Conselho de Ética

Conselho de Ética volta à estaca zero

9 de dezembro de 2015 | por

Com escolha de novo relator, todas as manobras regimentais encampadas pela base do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, poderão ser repetidas

Laísa luta pela terra e pela memória da irmã

8 de julho de 2013 | por

Irmã de Maria, assassinada junto com Zé Cláudio, diz que o julgamento dos acusados foi pior que o assassinato: “Estão selando três caixões”

Sessão do plenário da Câmara

| De olho | PT e PSDB trocam de papel 13 anos depois

15 de maio de 2016 | por

Disputas internas na base aliada por cargos, além da tradicional divisão do PMDB, somadas à declaração de guerra da nova oposição, ameaçam o aparente cenário de tranquilidade de Temer no Congresso

Mais recentes

Diretor do WikiLeaks: “Assange pode enfrentar décadas de prisão nos EUA”

12 de abril de 2019 | por

Se condenarem Assange nos EUA, nenhum jornalista estará seguro em lugar nenhum do mundo, avalia Kristinn Hrafnsson em entrevista exclusiva à Pública

“O governo não diz que vai combater o crime organizado? Vá lá no assentamento e combata”, diz agricultor jurado de morte no Pará

12 de abril de 2019 | por

Em programa de proteção, três agricultores do Assentamento Areia falaram à Pública sobre a rotina de ameaças, mortes e trabalho escravo na comunidade dominada por madeireiros e fazendeiros

Caminho de Bolsonaro ao poder seguiu “lógica da guerra”, diz antropólogo que estuda militares

11 de abril de 2019 | por

Aos 100 dias de governo, Piero Leirner afirma que desde a campanha vivemos uma espécie de ‘guerra híbrida’ e explica os motivos que despertaram os militares para um novo ciclo de participação política