Apoie!

Seja aliada da Pública

Seja aliada

Agência de Jornalismo Investigativo

Acompanhe as repórteres da Pública em busca de respostas sobre os crimes, as marcas e as memórias da ditadura militar nas ruas do Rio de Janeiro, no terceiro episódio da série Histórias Que Ninguém te Conta

27 de maio de 2019
12:01

Era 15 de agosto de 1964. Fazia apenas três meses que um golpe instaurara uma ditadura que duraria 21 anos no Brasil. Naquela sexta-feira, Dilermano Mello do Nascimento, ex-combatente da Segunda Guerra, foi encontrado morto no pátio interno do prédio do Ministério da Justiça em pleno centro da cidade no Rio de Janeiro. Na época, os militares relataram que ele havia pulado pela janela após dias de interrogatórios. Os jornais chegaram a cobrir o caso na época, mas logo deixaram de buscar o que aconteceu por causa do peso da censura.

No episódio de hoje do podcast Histórias Que Ninguém Te Conta, as repórteres Natalia Viana e Mariana Simões vão em busca de respostas sobre a morte de Dilermano no centro do Rio. No caminho, encontram personagens, testemunhos e histórias escondidas sobre a ditadura militar que ameaçam cair no esquecimento, mas continuam assombrando a região.

Listen to “Um corpo que cai – #Ep 03” on Spreaker.

Foi ali, na Rua da Relação que funcionou o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), um centro de repressão política no qual foram presos, interrogados e torturados presos políticos em diversos momentos da história do Brasil. Mas lá não existe nenhuma placa que relembra esse passado sombrio.

“A memória está sempre em disputa”, descreve Dulce Pondolfi, historiadora e ex-militante estudantil que ficou detida no DOPS e foi torturada pelos militares – ela chegou a ser usada em uma aula de tortura em um quartel no Rio de Janeiro, depois de passar pelo Dops. “Tem várias pessoas negando que tenha tido uma ditadura aqui, como várias pessoas negam que você teve tortura no Brasil”. Para ela, recompor esse passado é necessário “para que essa história não se repita.”

Outra participante é Cecília Coimbra, uma das fundadoras do Grupo Tortura Nunca Mais, que dá assistência a vítimas da ditadura e de violência do Estado, no Rio de Janeiro.

O podcast tem como ponto de partida o aplicativo Museu do Ontem, que mistura jornalismo e gamificação para explorar a região Portuária e o centro do Rio, palco de grandes acontecimentos e transformações na história do Brasil. Saiba mais e baixe o aplicativo aqui.

Arquivo Público do Estado de São Paulo

Não se esqueça de compartilhar e dar um like no Facebook e seguir o Histórias Que Ninguém te Conta no Spotify, Google Podcast ou Apple Podcast.

Seja aliada da Pública

Faça parte do nosso novo programa de apoio recorrente e promova jornalismo investigativo de qualidade. Doações a partir de R$ 10,00/mês.

Mais recentes

Joenia Wapichana: “É inadmissível haver mortes de indígenas por estarem protegendo as florestas”

13 de dezembro de 2019 | por

Em entrevista durante a COP25, parlamentar indígena diz que Brasil perdeu a liderança e que o governo Bolsonaro não tem credibilidade junto à comunidade internacional

Como funciona um perfil “robô” no Twitter

12 de dezembro de 2019 | por

Acompanhamos a atividade de uma conta que fez 65 mil tuítes a favor do governo em dez meses

“Heliópolis quer ser tratada como bairro, não somos gueto”, diz líder comunitária

11 de dezembro de 2019 | por

Cleide Alves, presidente de entidade de moradores de Heliópolis, diz que violência é recorrente e que os bailes têm que ser tratados no âmbito da Cultura e não da Segurança Pública