Cleber Rabelo acerta número público de professores efetivos da Universidade do Estado do Pará

Segundo o Sindicato dos Docentes da Uepa, há pelo menos 100 professores com tempo de serviço para aposentadoria, mas cujos processos não são encaminhados pelo governo do Pará. Os docentes estão fora da sala de aula e suas vagas não foram preenchidas por concurso público.

educação

Guilherme Guerreiro Neto, Moises Sarraf, Ercilia Wanzeler
3 minutos

“Primeiro, que nós temos que discutir o quadro de professores, aumentar e qualificar. Hoje, de 928 professores que existem na Uepa, no mínimo teria de ter 2 mil professores”, Cleber Rabelo (PSTU), em debate na universidade.

Sobre o tema educação, Cleber Rabelo citou o corpo docente da Universidade do Estado do Pará (Uepa) para criticar a defasagem na contratação de professores. Consultamos a assessoria do candidato, a Universidade do Estado do Pará e o Sindicato dos Docentes da Uepa: a conclusão é que o candidato está certo.

Cleber Rabelo (PSTU) foi um dos três candidatos presentes no debate organizado pelo Sinduepa, ao lado de Fernando Carneiro (PSOL) e Paulo Rocha (PT). Márcio Miranda (DEM) e Helder Barbalho (MDB) não compareceram. (Foto: Aguinaldo Cabano/Sinduepa)

Procurada, a assessoria de imprensa do candidato apontou os dados disponíveis no site da Uepa como a fonte da informação. Na página, consta que a universidade tem 928 professores efetivos.

Após contato do Truco, a assessoria de imprensa da universidade informou um número ligeiramente diferente: a instituição teria 944 docentes efetivos ativos, ou seja, servidores que prestaram concurso público para ingresso na carreira. O número contabiliza auxiliares, assistentes, adjuntos e titulares. Como o total difere em apenas 1,72% do número oficial disponível publicamente, dentro da margem de 5% aceita por nossa metodologia, o Truco nos Estados atribui o selo “verdadeiro” à frase.

Ainda segundo a Uepa, a universidade possui ainda outros 324 professores temporários ativos. Contando também com estes o total seria de 1.268 docentes. Destes, há professores substitutos, que também participaram de concurso público para um contrato de dois anos, e os professores “horistas”, que são chamados livremente para ministrar uma disciplina.

Defasagem no quadro docente

O Sinduepa, porém, faz uma ressalva sobre o número de professores efetivos. Deste total, de 100 a 105 professores estão em processo de aposentadoria, o que significa que já não estão em sala de aula. Assim, seriam 1.168 professores em sala de aula, sendo 324 temporários e 844 professores efetivos na universidade.

“Pela lei, esses professores já cumpriram o tempo de serviço, mas permanecem na folha da Uepa porque o Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará (Igeprev), competente para isso, não encaminha as aposentadorias”, explica Emerson Monte, professor do curso de Educação Física e diretor adjunto do Sinduepa. Segundo ele, há docentes nessa situação desde 2004. Ao sindicato, o Igeprev alega falta de servidores para dar conta dos processos de aposentadoria, não só da Uepa, mas de outros órgãos do estado.

Para o Sinduepa, a universidade vive um processo de expansão das matrículas, cursos e campi, mas o quadro docente não acompanha o processo. “Desde 2012 não há concurso público”, ressalta Emerson. Está em curso licitação para construção do campus de Parauapebas, no sudeste do Pará, mas não há previsão para novos concursos.

Sobre o selo atribuído, a assessoria do candidato preferiu não se manifestar.

Carneiro também acertou

Durante o mesmo debate, outro candidato, Fernando Carneiro (PSOL) também falou sobre o assunto, afirmando que a Uepa teria 1.240 professores. Também acertou: além dos 928 professores, como dito, segundo o Sinduepa, há ainda 312 temporários, totalizando 1.240 professores. Ou seja, Cleber Rabelo citou o número de efetivos e, Fernando Carneiro, o total de efetivos mais os temporários.

ATUALIZAÇÃO (12/09; 12h06): Esta checagem foi atualizada por conta de um erro sobre a cidade na qual está em curso licitação para construção de campus da Uepa. Ao invés do município de Paragominas, como publicado, o certame prevê a construção de um novo campus no município de Parauapebas. O município de Paragominas já possui campus da Uepa.

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