{"id":56,"date":"2016-01-15T17:15:20","date_gmt":"2016-01-15T19:15:20","guid":{"rendered":"https:\/\/apublica.org\/tvsdaamazonia.new\/index.php\/caxias\/"},"modified":"2022-05-23T13:40:46","modified_gmt":"2022-05-23T16:40:46","slug":"caxias","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/apublica.org\/tvsdaamazonia\/caxias\/","title":{"rendered":"Caxias"},"content":{"rendered":"<p>Quinta maior cidade do Maranh\u00e3o, com 162 mil habitantes, Caxias viveu uma disputa hist\u00f3rica que envolveu a elei\u00e7\u00e3o para o governo do estado, em 2014, e a retransmiss\u00e3o do SBT na cidade.<\/p>\n<p>De um lado, estava Edison Lob\u00e3o Filho, filho do senador e ex-ministro das Minas e Energia Edison Lob\u00e3o, candidato a governador pelo PMDB e propriet\u00e1rio da TV Difusora, afiliada do SBT. Do outro, o deputado Humberto Coutinho, do PDT, propriet\u00e1rio da TV Sinal Verde, que retransmitia o SBT em Caxias pelo canal 11. Ele arrendava o canal havia dez anos, e tinha contrato at\u00e9 2017.<\/p>\n<p>Quando Coutinho se aliou ao candidato do PC do B a governador, Fl\u00e1vio Dino, em junho de 2014, Edinho Lob\u00e3o rompeu o contrato com a Sinal Verde e cortou o sinal do SBT. Os 52 funcion\u00e1rios da emissora ficaram subitamente sem ter o que fazer.<\/p>\n<p>O canal 11 passou, ent\u00e3o, a ser administrado pelo ex-deputado federal e ex-prefeito da cidade Paulo Marinho, propriet\u00e1rio da retransmissora local da Bandeirantes, canal 13, e que tamb\u00e9m j\u00e1 acumulava a administra\u00e7\u00e3o da retransmissora da Record, o canal 5.<\/p>\n<p>Humberto Coutinho, que \u00e9 tio do prefeito de Caxias, Leonardo Coutinho, decidiu usar o canal 3, da prefeitura, que estava inativo. E foi feito um acordo triangular: o prefeito cedeu o canal \u00e0 TV Cidade, da fam\u00edlia do senador Roberto Rocha, do PSB, afiliada da Record no estado, e esta repassou o direito de uso do canal \u00e0 Sinal Verde, que em agosto de 2014 voltou ao ar com a programa\u00e7\u00e3o da Record.<\/p>\n<p>Durante um ano, os dois grupos advers\u00e1rios pol\u00edticos \u2013 liderados pelo ex-prefeito Paulo Marinho e pelo deputado Humberto Coutinho e seu sobrinho Leonardo \u2013 viveram uma guerra sem tr\u00e9guas. Marinho procurou a Anatel e acusou o advers\u00e1rio de se apropriar do canal da prefeitura e de ter uma TV pirata.<\/p>\n<p>A disputa atingiu o \u00e1pice em outubro de 2014, quando a Rede Record mandou uma equipe de S\u00e3o Paulo a Caxias para investigar a den\u00fancia feita por Marinho de que um em cada tr\u00eas beb\u00eas morriam ap\u00f3s o parto na Maternidade Carmosina Coutinho. A maternidade pertence ao deputado Coutinho, que \u00e9 m\u00e9dico. O prefeito, sobrinho do deputado, respondeu que as mortes somavam 4,59% e n\u00e3o um ter\u00e7o. Uma trag\u00e9dia sob qualquer ponto de vista.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, o prefeito afirmou em nota oficial que Marinho \u00e9 seu \u201cinimigo\u201d, que perdeu o mandato de deputado federal por corrup\u00e7\u00e3o e que responderia a mais de 300 processos na Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Durante o conflito, a fiscaliza\u00e7\u00e3o da Anatel foi a Caxias, mas nada fez sobre outro ponto intrigante da hist\u00f3ria: h\u00e1 dois canais na cidade \u2013 o 5 e o 3 \u2013 com sinal da Record, o que \u00e9 ilegal.<\/p>\n<p>Com a elei\u00e7\u00e3o de Fl\u00e1vio Dino e o fortalecimento pol\u00edtico de Humberto Coutinho, que em 2015 foi eleito presidente da Assembleia Legislativa maranhense, a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as no estado mudou. E um novo acordo foi costurado para a volta do SBT \u00e0 TV Sinal Verde.<\/p>\n<p>Mas, em vez de arrendar novamente o canal, Humberto Coutinho comprou a outorga da retransmissora da fam\u00edlia Lob\u00e3o. Enquanto ele negociava o cancelamento do contrato com a TV Cidade, o SBT local ficou fora do ar. No dia 6 de setembro, a TV Sinal Verde voltou a retransmitir o SBT pelo canal 11.<\/p>\n<p>O canal 3 da prefeitura continuou retransmitindo a TV Cidade, afiliada da Record no Maranh\u00e3o, mas sem programa\u00e7\u00e3o local. E o canal 5, administrado por Paulo Marinho, continuou com a programa\u00e7\u00e3o da Record de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LbVawtoM3gs?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span><\/div>\n<h2>Rep\u00f3rter Puli\u00e7a no ar<\/h2>\n<p>O programa de maior apelo popular de Caxias \u00e9 o Rep\u00f3rter Puli\u00e7a, apresentado por Gladston Silva, de 42 anos. No dia 3 de julho de 2015, quando estive na cidade, ele chegou ao est\u00fadio do canal 13 \u2013 retransmissor da Bandeirantes, pertencente ao ex-prefeito Paulo Marinho \u2013 a poucos minutos de entrar no ar.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de apresentador, Gladston \u00e9 o pr\u00f3prio \u201crep\u00f3rter puli\u00e7a\u201d. Sai a campo de \u00f3culos escuros e uniforme cinza, e seu alvo preferido s\u00e3os os \u201cmeliantes\u201d e a administra\u00e7\u00e3o municipal de Leonardo Coutinho, advers\u00e1rio de Marinho.<\/p>\n<p>O programa come\u00e7ou em tom de suspense. A c\u00e2mera acompanhava o rep\u00f3rter e a m\u00fasica de fundo era a do filme Ca\u00e7a Fantasmas. A cena havia sido gravada na madrugada anterior. Gladston percorreu as cercanias do Mercado Central de Caxias para localizar os feirantes que haviam sido banidos da frente do mercado pela prefeitura.<\/p>\n<p>Na reportagem seguinte, ele acusou a prefeitura de pagar aluguel por um pr\u00e9dio que \u00e9 mantido vazio. Em nenhum dos dois casos a prefeitura foi procurada para se manifestar.<\/p>\n<p>Gladson \u00e9 uma esp\u00e9cie de Tiririca da televis\u00e3o local.<\/p>\n<p>Dois auxiliares ficam com ele no est\u00fadio e lhe d\u00e3o dicas sobre os assuntos. Eles falam sem parar e o apresentador repete as melhores deixas. O cinegrafista \u00e9 Paulo de Souza, de apenas 17 anos, estudante do segundo grau. Em julho, estava h\u00e1 seis meses na empresa.<\/p>\n<p>Durante um intervalo comercial, o apresentador resumiu sua hist\u00f3ria. Come\u00e7ou a trabalhar numa r\u00e1dio aos 22 anos e est\u00e1 h\u00e1 quatro anos na TV. Estudou at\u00e9 a sexta s\u00e9rie, tem seis filhos e saiu candidato a vereador pelo PR na elei\u00e7\u00e3o de 2012. N\u00e3o se elegeu por sete votos.<\/p>\n<p>Perguntei por que n\u00e3o ouviu a prefeitura sobre as den\u00fancias feitas em suas reportagens, e ele respondeu r\u00e1pido: \u201cN\u00e3o s\u00e3o loucos de me dar entrevista\u201d.<\/p>\n<p>Um jovem esguio, com voz de locutor de r\u00e1dio, apresenta o notici\u00e1rio Maranh\u00e3o Urgente do canal 13, que antecede o Rep\u00f3rter Puli\u00e7a. Ricardo Rodrigues foi not\u00edcia na imprensa nacional em 2010, quando levou um soco do ent\u00e3o presidente da C\u00e2mara Municipal de Caxias, Ant\u00f4nio Luiz Assun\u00e7\u00e3o, do PDT, que se recusava a comentar den\u00fancias sobre as falhas no sistema p\u00fablico de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Em 3 de julho de 2015, a edi\u00e7\u00e3o do Maranh\u00e3o Urgente destacou duas den\u00fancias contra a gest\u00e3o do prefeito Leonardo Coutinho, sem a vers\u00e3o da prefeitura sobre os fatos. Ricardo Rodrigues \u00e9 tamb\u00e9m o rep\u00f3rter, e ainda faz os an\u00fancios publicit\u00e1rios durante o notici\u00e1rio.<\/p>\n<p>A primeira mat\u00e9ria foi sobre as pessoas que passam a noite na fila em busca de atendimento m\u00e9dico no posto de sa\u00fade. A seguinte relatou o caso de uma jovem gr\u00e1vida que morreu na Maternidade Carmosina Coutinho.<\/p>\n<p>A emissora reprisou a reportagem sobre a mortalidade neonatal na mesma maternidade levada ao ar em outubro de 2014, que acirrou os \u00e2nimos entre o prefeito Leonardo Coutinho e Paulo Marinho.<\/p>\n<p>Rodrigues explicou por que n\u00e3o mostrou a vers\u00e3o da prefeitura sobre os dois casos: \u201cEstive na prefeitura e n\u00e3o me deram resposta. Depois sai um lado s\u00f3 e nos acusam de tendenciosos\u201d.<\/p>\n<p>O apresentador e rep\u00f3rter disse que j\u00e1 foi alvo de amea\u00e7as de morte e que sua casa foi invadida. Ricardo Rodrigues sonha alto na profiss\u00e3o: \u201cMeu foco \u00e9 S\u00e3o Paulo\u201d.<\/p>\n<h2>\u201cA democratiza\u00e7\u00e3o das comunica\u00e7\u00f5es passa pelas pequenas TVs\u201d<\/h2>\n<p>O diretor da TV Sinal Verde, <strong>Ricardo Marques<\/strong>, falou sobre a crise ocorrida em Caxias na elei\u00e7\u00e3o de 2014, na<strong> entrevista a seguir:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Pode descrever o que ocorreu durante a campanha de 2014?<\/strong><br \/>\nT\u00ednhamos um contrato de retransmiss\u00e3o com a TV Difusora, e pag\u00e1vamos R$ 10 mil por m\u00eas pelo sinal. O pre\u00e7o do arrendamento \u00e9 definido segundo a capacidade de receita publicit\u00e1ria de cada munic\u00edpio. Os equipamentos, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do decodificador, eram de Humberto Coutinho. O contrato come\u00e7ou em 2004 e no in\u00edcio de 2013 foi renovado por quatro anos. N\u00f3s fornec\u00edamos not\u00edcias locais para a Difusora em S\u00e3o Lu\u00eds. Creio que o rompimento do contrato tenha sido uma decis\u00e3o pessoal de Lob\u00e3o Filho, sem consultar o pai [o senador Edison Lob\u00e3o, ex-ministro de Minas e Energia], que sempre teve uma rela\u00e7\u00e3o muito amig\u00e1vel com Humberto Coutinho.<\/p>\n<p><strong>Como se deu o rompimento?<\/strong><br \/>\nRecebi um telefonema do superintendente da TV Difusora avisando que eles n\u00e3o tinham mais interesse na parceria, e no mesmo dia cortaram o sinal do sat\u00e9lite. T\u00ednhamos 52 funcion\u00e1rios e ficamos fora do ar durante 45 dias. O pessoal ficou produzindo conte\u00fado para o portal da Sinal Verde na internet.<\/p>\n<p><strong>As condi\u00e7\u00f5es comerciais com a TV Cidade foram nas mesmas bases das existentes com a Difusora?<\/strong><br \/>\nNas mesmas bases. Pagamos R$ 10 mil por m\u00eas pelo sinal, e passamos a gerar notici\u00e1rio local para a TV Cidade S\u00e3o Lu\u00eds. Coutinho tentou comprar a outorga do canal 57 (na mesma cidade), que est\u00e1 fora do ar, mas os propriet\u00e1rios n\u00e3o quiseram vender. Talvez por motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Em 2015, o ex-ministro Edison Lob\u00e3o ofereceu o canal 11 a Coutinho.<\/p>\n<p><strong>E como ficou o contrato que voc\u00eas tinham assinado com a TV Cidade para a retransmiss\u00e3o da Record?<\/strong><br \/>\nA rescis\u00e3o com a TV Cidade foi negociada. Havia uma cl\u00e1usula contratual que a obrigava a impedir a repeti\u00e7\u00e3o ilegal da Record pelo canal 5. Eles chegaram a notificar o Paulo Marinho, mas n\u00e3o conseguiram tirar o canal do ar. N\u00e3o tivemos escolha. Precisamos de um canal para chamar de nosso, para n\u00e3o corrermos o risco de ficar sem o canal na pr\u00f3xima elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Que conclus\u00e3o se pode tirar deste epis\u00f3dio de Caxias?<\/strong><br \/>\nQue o monop\u00f3lio das comunica\u00e7\u00f5es \u00e9 terr\u00edvel para o desenvolvimento de uma cidade.\u00a0Por muitos anos, Humberto Coutinho tentou comprar uma emissora de r\u00e1dio em Caxias, e s\u00f3 conseguiu com a derrocada do grupo Sarney. Compramos uma r\u00e1dio AM e uma FM do ex-presidente da Assembleia Legislativa Manoel Ribeiro, que \u00e9 um pol\u00edtico muito ligado ao ex-presidente Sarney. O ex-deputado Joaquim Haickel, tamb\u00e9m ligado a Sarney, tem concess\u00f5es de r\u00e1dio no estado que nunca entraram no ar. Isto foi muito ruim para o desenvolvimento do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Por que voc\u00eas n\u00e3o solicitaram uma outorga de retransmiss\u00e3o de TV ao Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nFoi o que mais se tentou, desde 2001. Mas nada conseguimos. Caxias n\u00e3o tem nenhuma geradora de TV. Todos os canais s\u00e3o simples retransmissoras que estavam com o mesmo grupo.<\/p>\n<p><strong>Cod\u00f3 e Timon, que s\u00e3o cidades pr\u00f3ximas e menores, t\u00eam geradoras. Por que Caxias n\u00e3o tem?<\/strong><br \/>\nEu acredito que Sarney n\u00e3o tinha interesse em que houvesse uma geradora aqui. A abertura que est\u00e1 acontecendo \u00e9 por conta do enfraquecimento econ\u00f4mico de alguns pol\u00edticos que integram o grupo Sarney.<\/p>\n<p><strong>Quantos jornalistas voc\u00eas empregam?<\/strong><br \/>\nCom registro profissional, temos dez, dos quais dois s\u00e3o graduados em jornalismo. Um deles sou eu.<\/p>\n<p><strong>Conte-me um pouco da sua hist\u00f3ria.<\/strong><br \/>\nSou cearense. Cheguei aqui em novembro de 90. Trabalhei em todas as capitais do Nordeste, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Lu\u00eds e de Aracaju. Fui um pouco andarilho. Aqui conheci minha esposa e me fixei. Fui diretor do sistema de televis\u00e3o de Paulo Marinho, quando retransmitia a Mirante [afiliada da Globo e propriedade da fam\u00edlia Sarney]. Falo de Marinho com conhecimento de causa. Em 1995, fui gerente regional do Sistema Mirante. Trabalhei em todos os grupos de m\u00eddia da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a qualifica\u00e7\u00e3o do jornalista na regi\u00e3o?<\/strong><br \/>\nSurgiu um fen\u00f4meno novo: os cursos de forma\u00e7\u00e3o de jornalistas de n\u00edvel t\u00e9cnico. Umas dez pessoas da minha equipe fizeram e obtiveram o registro profissional. Foi uma oportunidade surgida com o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a realidade do jornalista no interior do Maranh\u00e3o?<\/strong><br \/>\nPrec\u00e1ria. Na m\u00e9dia, \u00e9 um profissional muito carente de qualifica\u00e7\u00e3o. Mas tem boa vontade. \u00c9 um autodidata. Sou favor\u00e1vel ao diploma universit\u00e1rio porque a academia qualifica. Mas n\u00e3o temos faculdade de jornalismo aqui.<\/p>\n<p><strong>E qual o sal\u00e1rio m\u00e9dio dos jornalistas?<\/strong><br \/>\nNosso rep\u00f3rter tem sal\u00e1rio m\u00e9dio de R$ 1.500 e todos t\u00eam carteira assinada. Um editor de imagem ganha R$ 1.200. E n\u00f3s cumprimos a jornada de seis horas di\u00e1rias. O sal\u00e1rio do rep\u00f3rter est\u00e1 abaixo do piso salarial para o Maranh\u00e3o, mas s\u00f3 o grupo Mirante cumpre o piso no Estado. Tem jornalista no mercado que n\u00e3o tem sal\u00e1rio nenhum. A maioria \u00e9 jovem que est\u00e1 aprendendo na pr\u00e1tica, sem orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Apesar das car\u00eancias, voc\u00ea defende as retransmissoras locais de TV?<\/strong><br \/>\nDefendo. Mesmo as mais prec\u00e1rias ajudam a resgatar a autoestima e o amor dos cidad\u00e3os por sua cidade. As pessoas gostam de ver o que acontece em suas cidades. A democratiza\u00e7\u00e3o das comunica\u00e7\u00f5es passa pelas pequenas TVs. Hoje, todas as grandes emissoras do Estado est\u00e3o diretamente ligadas ao grupo Sarney e a seus tent\u00e1culos.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quinta maior cidade do Maranh\u00e3o, com 162 mil habitantes, Caxias viveu uma disputa hist\u00f3rica que envolveu a elei\u00e7\u00e3o para o governo do estado, em 2014, e a retransmiss\u00e3o do SBT na cidade.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":57,"parent":0,"menu_order":30,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"coauthors":[3],"class_list":["post-56","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/apublica.org\/tvsdaamazonia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/56","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/apublica.org\/tvsdaamazonia\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/apublica.org\/tvsdaamazonia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apublica.org\/tvsdaamazonia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apublica.org\/tvsdaamazonia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/apublica.org\/tvsdaamazonia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/56\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":150,"href":"https:\/\/apublica.org\/tvsdaamazonia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/56\/revisions\/150"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/apublica.org\/tvsdaamazonia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/apublica.org\/tvsdaamazonia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56"}],"wp:term":[{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/apublica.org\/tvsdaamazonia\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=56"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}