A operação Lava Jato realiza investigações no Pará? Márcio Miranda acerta durante a convenção do DEM

O Truco apurou e confirmou que dois candidatos a governador do Pará são citados na investigação

Corrupção Operação Lava Jato

Guilherme Guerreiro Neto, Moises Sarraf, Ercilia Wanzeler
2 minutos

“Ela [operação Lava Jato] tem ramificações no Pará.” – Márcio Miranda (DEM), na convenção estadual partido.

A declaração do candidato do Democratas, Márcio Miranda, vem de seu discurso na convenção do partido, que foi realizada dia 5 de agosto. A operação Lava Jato está em curso há mais de quatro anos e tem investigações na Justiça Federal do Paraná, do Rio de Janeiro e do Distrito Federal, além de inquéritos criminais no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas, de fato, tem investigações sobre obras e políticos do Pará. Assim, o Truco nos Estados – projeto de fact-checking feito, no Pará, em parceria entre Agência Pública e Outros400  considera a declaração verdadeira.

Na convenção estadual do DEM, Márcio Miranda reuniu lideranças do PSDB, seu principal aliado, incluindo o atual governador tucano Simão Jatene. Foto: divulgação.

Em março deste ano, na 49ª fase da operação em Curitiba, foram cumpridos mandados de busca e apreensão para apurar pagamentos de propina referente às obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, instalada em Altamira, sudoeste do Pará. A base da investigação são indícios de favorecimento indevido ao consórcio Norte Energia no leilão de concessão de Belo Monte.

A Norte Energia, depois, conforme a investigação, passou o contrato a outro consórcio, formado por empresas que deveriam pagar propina a representantes de partidos políticos. Segundo a assessoria do Ministério Público Federal do Paraná, as investigações envolvendo o caso Belo Monte prosseguem, parte delas sob sigilo.

Um dos inquéritos vinculados à Lava Jato no STF investigava Helder Barbalho (MDB) e Paulo Rocha (PT), ambos candidatos ao governo do Pará em 2018, sobre solicitação e recebimento de doações não contabilizadas para a campanha de Helder, em 2014, ao governo do estado. De acordo com o documento que instaurou o inquérito, cujo relator era o ministro Edson Fachin, o valor de R$ 1,5 milhão teria sido contrapartida do grupo Odebrecht, que tinha interesses em ser concessionária em obras de saneamento básico no Pará.

Naquele ano, Helder perdeu a eleição ao cargo de governador no segundo turno para o então candidato à reeleição Simão Jatene (PSDB). Paulo Rocha estava ao lado de Helder, concorrendo ao Senado, e foi eleito.

Como este ano o STF decidiu que apenas crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados a ele têm prerrogativa de foro privilegiado, o caso acabou remetido em junho para a Justiça Eleitoral do Pará, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, para quem o processo fora redistribuído.

 

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