Buscar
Reportagem

Condenado por el golpe, Ramagem impulsa ley que facilita intervención de EE.UU. en Brasil

El exdirector de la Agencia de Inteligencia Brasileña, ahora sentenciado, fue electo diputado en 2022

Reportagem
24 de setembro de 2025
14:00
Este artigo tem mais de 1 ano

Nos adicione como fonte preferencial no Google.

Ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, durante interrogatório no STF
Fellipe Sampaio/STF
Idioma Español

Semanas antes de ser condenado en Brasil a 16 años de prisión y a la pérdida de su mandato de diputado por decisión del Supremo Tribunal Federal (STF) en el juicio por el intento de golpe de Estado del 8 de enero, el diputado federal Alexandre Ramagem, del Partido Liberal, dedicó sus esfuerzos no sólo a preparar su defensa en el caso, sino también a informar sobre un proyecto de ley que se enmarca en los planes intervencionistas de la administración de Donald Trump en América del Sur.

El 19 de agosto, la Comisión de Seguridad Pública y Combate al Crimen Organizado de la Cámara de Diputados aprobó el proyecto de ley 1283/2025, gracias a la gestión del exdirector de la Agencia Brasileña de Inteligencia (Abin) como relator o miembro informante de la iniciativa. El proyecto aboga por encuadrar en el delito de “terrorismo” a las “milicias, facciones, organizaciones paramilitares, grupos o escuadrones criminales”, incluyendo aquellos vinculados al narcotráfico, como el Comando Vermelho y el Primer Comando de la Capital.

Agência Pública monitorea el proyecto desde mayo, cuando líderes del grupo de partidos conocidos como el Centrão apoyaron su tramitación urgente, lo que permite su votación en la Cámara de Diputados en cualquier momento.

El sitio web de la cámara baja muestra que Ramagem fue elegido para la relatoría el 19 de mayo, cuando ya figuraba entre los ocho acusados del “núcleo crucial” de la trama golpista. Exactamente tres meses después, el informe del exdirector de la Abin fue aprobado con el apoyo de diputados vinculados al bolsonarismo, una amplia mayoría en la Comisión de Seguridad Pública y Combate al Crimen Organizado de Diputados.

Casi al mismo tiempo que el comité de la Cámara de Representantes aprobó la propuesta, el presidente de Estados Unidos ordenó el despliegue de aviones de combate y buques de guerra de las Fuerzas Armadas en las costas de América del Sur y el Caribe por el mismo motivo que el proyecto de ley: “combatir el terrorismo” del narcotráfico y las organizaciones criminales. Desde entonces, el presidente Luiz Inácio Lula da Silva ha dicho que el terrorismo y el crimen organizado son problemas distintos y “no deben servir de excusa para intervenciones al margen del derecho internacional”.

This is America?

De autoría del diputado Danilo Forte, del partido Unión Brasil, el proyecto de ley cita específicamente a la “administración Trump” como modelo a seguir. Por otra parte, al describir la propuesta, Alexandre Ramagem, condenado desde el 11 de setiembre por intento de golpe de Estado, mencionó con frecuencia los términos “Estados Unidos” y “cooperación internacional”.

Al dar su parecer, Ramagem afirmó que la legislación estadounidense “ofrece una definición más amplia”, que “permite clasificar como terroristas a grupos vinculados al tráfico internacional”. El exdirector de la Abin también explicó que apoya la iniciativa porque “Estados Unidos ha liderado, por más de 12 años consecutivos, el ranking de los países más atractivos para la inversión extranjera”.

El 10 de setiembre, el proyecto cambió de relator, pero permaneció bajo la influencia de la extrema derecha. El relator actual es el diputado Nikolas Ferreira, del Partido Liberal, uno de los principales líderes bolsonaristas en la Cámara de Diputados.

En declaraciones a Agência Pública, el diputado Ramagem negó que la propuesta amenace la soberanía brasileña y dijo que “equiparar con terrorismo actos ejecutados por organizaciones criminales que provocan pánico en la población y una completa desestabilización social, similares a los mencionados, no sólo es una medida necesaria, sino extremadamente coherente”.

Para este artículo se intentó contactar al diputado Danilo Forte, pero no respondió a las preguntas al momento de la publicación de este informe.

Não é todo mundo que chega até aqui não! Você faz parte do grupo mais fiel da Pública, que costuma vir com a gente até a última palavra do texto. Mas sabia que menos de 1% de nossos leitores apoiam nosso trabalho financeiramente? Estes são Aliados da Pública, que são muito bem recompensados pela ajuda que eles dão. São descontos em livros, streaming de graça, participação nas nossas newsletters e contato direto com a redação em troca de um apoio que custa menos de R$ 1 por dia.

Clica aqui pra saber mais!

Leia de graça, retribua com uma doação

Na Pública, somos livres para investigar e denunciar o que outros não ousam, porque não somos bancados por anunciantes ou acionistas ricos.

É por isso que seu apoio é essencial. Com ele, podemos continuar enfrentando poderosos e defendendo os direitos humanos. Escolha como contribuir e seja parte dessa mudança.

Junte-se agora a essa luta!

Assine nossas newsletters
Fique por dentro

Artigos mais recentes

Meta bloqueia conteúdos políticos pró-Lula e contra Flávio acusando terrorismo e nudez

|

Ministério Público Federal abre investigação contra a empresa e X por violação à liberdade de expressão

Um jumento na filarmônica

|

Contrabaixista na Europa volta ao Recife e reencontra crianças de projeto social que o iniciou na música há 20 anos

Em foto, Eduardo Bolsonaro aparece cercado de apoiadores da extrema direita na festa de gala da Hispanic Heritage

Eduardo Bolsonaro vive noite de celebridade na festa da extrema direita nos EUA

|

Ao som de “La Bamba” e “Macarena”, festa teve clima de vitória de Flávio Bolsonaro e ingressos de R$ 15 mil a R$ 50 mil

A misoginia de diálogos de Vorcaro e CEO que expôs atrizes: “Mulher não pode fazer isso”

|

CEO da Globo demitido hoje fez comentários machistas sobre Deborah Secco e Sabrina Sato, e chamou prefeita de vaca

Líder da oposição no Senado, senador Rogério Marinho (PL-RN) durante entrevista

Chefe da campanha de Flávio Bolsonaro esteve no Senado mas não votou na 6×1

|

Rogério Marinho (PL-RN) fez uma reunião de 3h, se encontrou com aliados e saiu sem falar com a imprensa

Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Fred Kachar, do Grupo Globo

A linha direta de Vorcaro dentro do Grupo Globo: “Quer que peça pra corrigir?”

|

Vazamento de mensagens do ex-banqueiro a Fred Kachar expôs interferências editoriais e levou à demissão do executivo

Montagem feita por IA com imagens do presidente Lula e do candidato Flávio Bolsonaro

Meta barra mais conteúdos pró-Lula e progressistas que pró-Flávio, aponta levantamento

|

Levantamento documentou mais de mil casos de restrições e banimentos nas plataformas em outubro

Plenário do Senado Federal durante sessão que votou PEC do fim da Escala 6x1

Fim da escala 6×1 é a maior mudança na jornada do trabalhador brasileiro desde 1988

|

Com 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação, PEC aprovada garante dois dias de descanso a trabalhadores

Um quarto dos senadores que apoiam a PEC da Flexibilidade tem antepassados escravocratas

|

Levantamento da Agência Pública no Projeto Escravizadores mapeou famílias de mais de cem políticos brasileiros

Tropa do Esquadrão de Polícia Montada que atua no entorno dos estádios de futebol, passam por instrução, na sede de Itapuã em Salvador.

No meio do caminho tinha uma norma – o que explica mortes causadas por policiais da Bahia

|

Instrução normativa de 2019 dificultou investigação de policiais militares; estado é onde as polícias mais matam

Integrantes da Bancada Indígena do Congresso Nacional, Sônia Guajajara (à esquerda) e Célia Xakriabá (à direita)

Bancada indígena diminui no Congresso e lideranças se preparam para desmonte e retrocesso

|

Representantes do movimento indígena citam risco às demarcações, imposição do Marco Temporal e aparelhamento da Funai

Colagem com frames de vídeos de Lula nas redes sociais

Do susto ao mutirão: como a campanha de Lula tenta virar o jogo nas redes e nas ruas

|

Campanha tenta virar o jogo com nova abordagem nas redes, atos pelo Brasil e engajamento de influenciadores e artistas