Buscar
Da Redação

James Green é o novo colunista da Agência Pública

Às terças-feiras, professor traz análises sobre o governo de Donald Trump

Da Redação
17 de março de 2025
12:37
Este artigo tem mais de 1 ano

Nos adicione como fonte preferencial no Google.

James Green, professor emérito na Brown University, em Rhode Island
Arquivo pessoal

O segundo mandato de Donald Trump já teve deportações em massa, desmonte no campo da ciência, fechamento da Usaid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), ataques a programas de inclusão e diversidade, entre outras medidas que reverberam no mundo todo. Aqui na Agência Pública temos mostrado há algum tempo como grupos de direita se articulam pelo mundo para enfraquecer a democracia e atuar contra os direitos da população.

Sabemos que precisamos ficar de olho no governo Trump e em como ele afeta o Brasil e o mundo. Para isso, a partir desta semana, teremos um novo colunista na casa: o professor James Green. Green é professor emérito na Brown University, em Rhode Island, e seu trabalho foca a história e cultura do Brasil. 

Em sua coluna na Pública, Green vai compartilhar suas percepções sobre o governo Trump em solo americano, analisar as estratégias e ações do governo, assim como as reações a elas. Ele vai explicar também como as ações do republicano reverberam no Brasil e por que isso importa para a vida dos brasileiros. A coluna vai ao ar sempre às terças-feiras.

Green conta que, desde a eleição de Donald Trump, tem recebido perguntas constantes sobre a situação nos Estados Unidos e sua análise da nova administração. “O novo presidente está falando sério sobre a implementação de muitas de suas promessas de campanha mais escandalosas? Até que ponto Trump representa uma ameaça real à democracia nos Estados Unidos e em outros países? Como podemos entender suas posições de política externa? Depois de interagir com o Brasil por mais de cinco décadas como ativista e acadêmico, essa coluna oferece uma oportunidade única de compartilhar com vocês minha interpretação das políticas de Trump e seu impacto nos Estados Unidos, no Brasil e em outras partes do mundo”, explica. 

Hoje James Green está baseado em Nova York, mas entre 1976 e 1981 morou em São Paulo, estudou na Universidade de São Paulo (USP) e foi parte da resistência à ditadura militar. É autor dos livros Além do carnaval: a homossexualidade masculina no Brasil do século XX (Editora da Unesp); Apesar de vocês: a oposição à ditadura brasileira nos EUA, 1964-85 (Companhia das Letras, 2009); Revolucionário e gay: a vida extraordinária de Herbert Daniel (Civilização Brasileira, 2018) e Escritos de um viado vermelho: política, sociedade e solidariedade (Editora da Unesp, 2024). Green é também cocoordenador nacional da Rede nos Estados Unidos pela Democracia no Brasil e presidente do Conselho Diretivo do Washington Brazil Office.

“Este é talvez um dos momentos mais importantes para que o público brasileiro possa ler análises fundamentadas e comprometidas com a democracia sobre o governo dos EUA. Como foi prometido pelo próprio Trump, este segundo mandato tem sido ainda mais radical, com o político desafiando os limites constitucionais do país e se articulando com quem também deseja fazer o mesmo no Brasil”, comenta Bruno Fonseca, chefe de redação da Pública.

Com a chegada de James Green, a Pública passa a ter cinco colunas semanais, que contribuem com o debate público sobre diferentes temas, além de informar nossos leitores. Natalia Viana, nossa diretora executiva, fala em sua coluna sobre o poder das big techs e estratégias que vêm sendo usadas ao redor do mundo para abalar democracias. O repórter Rubens Valente esmiúça informações da política nacional que passaram batido pelo noticiário. Já Giovana Girardi, nossa chefe da cobertura socioambiental, analisa como a crise climática afeta e é agravada por diferentes esferas da sociedade, da cerveja que você toma à geopolítica. No fim da semana, Marina Amaral, diretora executiva da Pública, compartilha sua visão sobre os principais fatos dos últimos dias.

Não é todo mundo que chega até aqui não! Você faz parte do grupo mais fiel da Pública, que costuma vir com a gente até a última palavra do texto. Mas sabia que menos de 1% de nossos leitores apoiam nosso trabalho financeiramente? Estes são Aliados da Pública, que são muito bem recompensados pela ajuda que eles dão. São descontos em livros, streaming de graça, participação nas nossas newsletters e contato direto com a redação em troca de um apoio que custa menos de R$ 1 por dia.

Clica aqui pra saber mais!

Leia de graça, retribua com uma doação

Na Pública, somos livres para investigar e denunciar o que outros não ousam, porque não somos bancados por anunciantes ou acionistas ricos.

É por isso que seu apoio é essencial. Com ele, podemos continuar enfrentando poderosos e defendendo os direitos humanos. Escolha como contribuir e seja parte dessa mudança.

Junte-se agora a essa luta!

Assine nossas newsletters
Fique por dentro

Artigos mais recentes

Integrantes da Bancada Indígena do Congresso Nacional, Sônia Guajajara (à esquerda) e Célia Xakriabá (à direita)

Bancada indígena diminui no Congresso e lideranças se preparam para desmonte e retrocesso

|

Representantes do movimento indígena citam risco às demarcações, imposição do Marco Temporal e aparelhamento da Funai

Colagem com frames de vídeos de Lula nas redes sociais

Do susto ao mutirão: como a campanha de Lula tenta virar o jogo nas redes e nas ruas

|

Campanha tenta virar o jogo com nova abordagem nas redes, atos pelo Brasil e engajamento de influenciadores e artistas

Deputados federais mais votados da direita gastam o dobro com anúncios que os da esquerda

|

Os dez candidatos mais votados da direita gastaram R$ 5,3 milhões com anúncios na Meta; os da esquerda, R$ 2,6 milhões

Ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista em 2026. Manifestante segura poster contra o ministro do STF Alexandre de Moraes

STF pode ser enfraquecido por interesses políticos se Flávio for eleito, avaliam juristas

|

Para especialistas, Tribunal abusa de decisões monocráticas, mas usar crise como arma política prejudica democracia

Da sua mão para o crime organizado: o que acontece quando seu celular é roubado?

|

Quase cem celulares são subtraídos por hora no Brasil e então eles podem tomam 4 caminhos, inclusive sites de compras

Gestão Tarcísio exonera professoras com regra da ditadura

|

Três docentes contestam exonerações na justiça e uma delas morreu antes de reaver cargo

Processo da Advocacia da União contra bets tem 14 empresas que passaram impunes por CPI

|

Ação pede R$ 1 bilhão por danos coletivos; parte das empresas estava nos documentos da CPI, que “terminou em pizza”

Plataformas mantêm anúncios e recomendações políticas irregulares no dia da votação

|

Monitoramento encontrou golpes que imitavam o TSE e diziam que eleitor poderia votar pela internet

Pela 1ª vez desde redemocratização, Brasil terá 10 militares no Congresso e nos governos

|

Ex-Forças Armadas governarão dois estados e ocuparão oito cadeiras no Congresso, sendo quatro no Senado

Vânia Borges do Amaral e presidente Lula

O tempo das bets e a hora da luta: a perda familiar que não está em jogo no STF

|

Mãe que perdeu filho para bets fala de emoção por MP que proíbe apostas no Brasil na véspera da suspensão de plataformas