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Série revela irregularidades em shows e contratos da Prefeitura de SP na gestão Ricardo Nunes

Especial

Nesta série especial, a Agência Pública revela irregularidades nos shows e apresentações musicais contratadas pela prefeitura de São Paulo, durante a gestão Ricardo Nunes (MDB). As reportagens investigam contratos, licitações e outros documentos obtidos com exclusividade, que mostram um show de irregularidades no line up da cidade mais populosa do país.

Confira as reportagens abaixo:

Festival de irregularidades

1

Produtoras e funkeiro investigado receberam R$ 1,2 milhão da prefeitura de SP

5:26
2

Prefeitura de SP pagou R$ 4,2 mi por shows sem fiscalização; maioria no período eleitoral

10:3
3

Gestão Nunes triplicou gastos com shows em meio às campanhas eleitorais de 2024

9:15
4

Prefeitura de SP destina R$ 5 milhões a shows de artistas pouco conhecidos sem licitação

11:55
5

Carnaval: Prefeitura de SP paga cachês inflados a bandas gospel de igrejas aliadas a Nunes

11:44

Metodologia

Como foi a apuração que revelou problemas nas contratações de shows da cidade de São Paulo

O calendário de shows e a agitada vida cultural de São Paulo são certamente grandes atrativos da cidade. Não apenas os festivais, como o Lollapalooza, atraem um grande público, mas também as programações como a Virada Cultural, promovida pela prefeitura da cidade, que este ano prevê mais de mil atrações e 22 palcos gigantes espalhados pela cidade, em dois dias de programação (23 e 24 de maio). O município financia milhares de apresentações, todos os meses, em diversos festivais, festas locais, centros culturais e outros equipamentos da administração. São tantos eventos que é praticamente impossível acompanhar tudo pelas publicações oficiais.

Mas a Agência Pública teve acesso, com exclusividade, a documentos internos da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) que exibem a totalidade desses contratos. Pela primeira vez, um órgão de imprensa pôde colocar um holofote neles. E encontramos coisas interessantes que estavam escondidas.

O trabalho investigativo desta série de reportagens foi um mergulho em um labirinto de informações: três tabelas no Excel com quase 15 mil linhas e mais de 30 colunas, cada uma das células com informações ou links que levavam a outras páginas; processos internos com dezenas de andamentos e documentos que levavam a outros processos; centenas de páginas do Diário Oficial; e incontáveis ‘scrolladas’ em perfis no Instagram, Facebook e Youtube.

Percorremos todo esse percurso ao longo de mais de quatro meses para contar as histórias do especial “Festival de Irregularidades”, publicado nos dias 18, 19, 20 e 21 de maio.

A apuração começou com a obtenção das planilhas da SMC. Os documentos internos servem como base para a pasta controlar as contratações artísticas que realiza todo mês. Eles contêm dados como: nome dos artistas, valor do cachê, pastas com notas fiscais, termos do contrato, local do show, responsável pela fiscalização, número do processo SEI (Sistema Eletrônico de Informações), entre outros.

Mas o preenchimento das planilhas não é regular e nem uniforme. A falta de informações foi um dos desafios que precisamos contornar ao longo da apuração, buscando detalhes no mundaréu de dados dos contratos. 

Checamos e rechecamos as informações muitas vezes até ter certeza que elas eram verdadeiras. Este é, afinal, o dever ético do jornalismo.

Nós já mostramos antes que a prefeitura de SP pagou por shows de artistas religiosos em retiros católicos de igrejas aliadas de Nunes durante as festas de Carnaval. Agora, revelamos como a prefeitura destinou“R$ 5 milhões para shows de artistas pouco conhecidos sem licitação”. Na segunda reportagem, contamos como a “gestão Nunes triplicou gastos com shows em meio às campanhas eleitorais”. 

A terceira investigação explica a falta de fiscalização e transparência em “mais de 60 shows, que custaram R$ 4,2 milhões aos cofres públicos” e, por fim, a quarta reportagem da série mostra que a “prefeitura gastou R$ 1 milhão com artistas investigados por ligação com o PCC”.

Equipe

Reportagem: Amanda Audi e Rafael Custódio
Edição: Mariama Correia
Design: Matheus Pigozzi
Redes sociais e publicação: Marina Dias, Lorena Morgana, Ethieny Karen, Letícia Gouveia, Edgar Chulve, Nicolas Aquino, Vanice Christine, Raphaela Ribeiro e Guilherme Silva

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