Buscar
Vídeo

A última viagem de Ernesto

Em entrevista feita há seis anos, amigo de infância conta detalhes da personalidade e da viagem que fez pela América Latina com Che Guevara, morto há 50 anos

Vídeo
Assistir vídeo
9 de outubro de 2017
15:31
Este artigo tem mais de 9 anos

Nos adicione como fonte preferencial no Google.

Nesta semana o argentino Ernesto Guevara de la Serna, que entrou para a história simplesmente como Che, será lembrado mundo afora em razão dos 50 anos de sua morte, em 9 de outubro de 1967.

Após a Revolução Cubana, em 1959, Che tornou-se um destacado membro do governo de Cuba e logo se transformou numa espécie de embaixador guerrilheiro do país mundo afora, participando de lutas fracassadas primeiro no Congo, em 1965, e depois na Bolívia, dois anos mais tarde, quando foi preso e executado.

Em 1953, ao lado do amigo de infância Carlos Calica Ferrer, quando acabava de se formar em medicina, Ernesto Guevara fez sua segunda e última viagem pela América Latina – ao final dela, no México, ele conheceria os irmãos Fidel e Raúl Castro e, ao lado de outros barbudos, faria história.

Nascido em 14 de maio de 1928 em Rosário, Argentina, Che se mudou com a família, quando tinha apenas 4 anos, para o pequeno município de Alta Gracia, na província de Córdoba, no norte da Argentina. A razão da mudança era o excelente clima da cidade encravada nas montanhas cordobesas, ideal para tratar doenças respiratórias como a asma, que atormentaria o futuro guerrilheiro por toda a vida.

Uma das primeiras crianças que Ernesto conheceu em Alta Gracia foi Carlos, um ano mais novo, cujo pai, médico, foi o primeiro a cuidar de sua saúde. Tornaram-se amigos de escola, de travessuras e de boemia. Em 1953, quando tinham 20 e poucos anos, eles fizeram uma viagem em que cortariam juntos, de carona, Bolívia, Peru e Equador, onde se separaram. Ernesto seguiu para a América Central, enquanto Carlos se radicou na Venezuela.

O giro com o amigo cordobês foi o último pela América Latina – o primeiro, com Alberto Granado, anos antes, seria retratado no cinema no filme Diários de motocicleta, de Walter Salles. Aos 88 anos, Carlos Calica Ferrer ainda vive em Buenos Aires, onde esta entrevista foi feita, no segundo semestre de 2011. Nela, ele conta sobre sua relação com Ernesto – como ele se refere ao Che até hoje – e histórias da viagem e da personalidade do amigo que se tornaria um dos rostos mais famosos do século XX.

Não é todo mundo que chega até aqui não! Você faz parte do grupo mais fiel da Pública, que costuma vir com a gente até a última palavra do texto. Mas sabia que menos de 1% de nossos leitores apoiam nosso trabalho financeiramente? Estes são Aliados da Pública, que são muito bem recompensados pela ajuda que eles dão. São descontos em livros, streaming de graça, participação nas nossas newsletters e contato direto com a redação em troca de um apoio que custa menos de R$ 1 por dia.

Clica aqui pra saber mais!

Leia de graça, retribua com uma doação

Na Pública, somos livres para investigar e denunciar o que outros não ousam, porque não somos bancados por anunciantes ou acionistas ricos.

É por isso que seu apoio é essencial. Com ele, podemos continuar enfrentando poderosos e defendendo os direitos humanos. Escolha como contribuir e seja parte dessa mudança.

Junte-se agora a essa luta!

Assine nossas newsletters
Fique por dentro

Artigos mais recentes

Meta bloqueia conteúdos políticos pró-Lula e contra Flávio acusando terrorismo e nudez

|

Ministério Público Federal abre investigação contra a empresa e X por violação à liberdade de expressão

Um jumento na filarmônica

|

Contrabaixista na Europa volta ao Recife e reencontra crianças de projeto social que o iniciou na música há 20 anos
Em foto, Eduardo Bolsonaro aparece cercado de apoiadores da extrema direita na festa de gala da Hispanic Heritage

Eduardo Bolsonaro vive noite de celebridade na festa da extrema direita nos EUA

|

Ao som de “La Bamba” e “Macarena”, festa teve clima de vitória de Flávio Bolsonaro e ingressos de R$ 15 mil a R$ 50 mil

A misoginia de diálogos de Vorcaro e CEO que expôs atrizes: “Mulher não pode fazer isso”

|

CEO da Globo demitido hoje fez comentários machistas sobre Deborah Secco e Sabrina Sato, e chamou prefeita de vaca
Líder da oposição no Senado, senador Rogério Marinho (PL-RN) durante entrevista

Chefe da campanha de Flávio Bolsonaro esteve no Senado mas não votou na 6×1

|

Rogério Marinho (PL-RN) fez uma reunião de 3h, se encontrou com aliados e saiu sem falar com a imprensa
Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Fred Kachar, do Grupo Globo

A linha direta de Vorcaro dentro do Grupo Globo: “Quer que peça pra corrigir?”

|

Vazamento de mensagens do ex-banqueiro a Fred Kachar expôs interferências editoriais e levou à demissão do executivo
Montagem feita por IA com imagens do presidente Lula e do candidato Flávio Bolsonaro

Meta barra mais conteúdos pró-Lula e progressistas que pró-Flávio, aponta levantamento

|

Levantamento documentou mais de mil casos de restrições e banimentos nas plataformas em outubro
Plenário do Senado Federal durante sessão que votou PEC do fim da Escala 6x1

Fim da escala 6×1 é a maior mudança na jornada do trabalhador brasileiro desde 1988

|

Com 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação, PEC aprovada garante dois dias de descanso a trabalhadores

Um quarto dos senadores que apoiam a PEC da Flexibilidade tem antepassados escravocratas

|

Levantamento da Agência Pública no Projeto Escravizadores mapeou famílias de mais de cem políticos brasileiros
Tropa do Esquadrão de Polícia Montada que atua no entorno dos estádios de futebol, passam por instrução, na sede de Itapuã em Salvador.

No meio do caminho tinha uma norma – o que explica mortes causadas por policiais da Bahia

|

Instrução normativa de 2019 dificultou investigação de policiais militares; estado é onde as polícias mais matam
Integrantes da Bancada Indígena do Congresso Nacional, Sônia Guajajara (à esquerda) e Célia Xakriabá (à direita)

Bancada indígena diminui no Congresso e lideranças se preparam para desmonte e retrocesso

|

Representantes do movimento indígena citam risco às demarcações, imposição do Marco Temporal e aparelhamento da Funai
Colagem com frames de vídeos de Lula nas redes sociais

Do susto ao mutirão: como a campanha de Lula tenta virar o jogo nas redes e nas ruas

|

Campanha tenta virar o jogo com nova abordagem nas redes, atos pelo Brasil e engajamento de influenciadores e artistas