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Da Redação

Novo curso da Pública analisa como extrema direita pode influenciar as eleições em 2026

Aulas com Guilherme Casarões discutem o avanço da direita na América Latina com apoio dos EUA

Da Redação
27 de julho de 2026
08:00
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Matheus Pigozzi/Agência Pública

O ano de 2026 será decisivo para a democracia brasileira. Enquanto o país se prepara para eleger presidente, governadores, senadores e deputados, uma ampla reconfiguração geopolítica e ideológica ganha força na América Latina e promete influenciar diretamente o cenário político nacional.

Por isso, a Agência Pública promove, nos dias 25 e 27 de agosto, o curso Extrema Direita e Eleições no Brasil formato online e ao vivo. Ministrado pelo cientista político Guilherme Casarões, doutor e mestre em Ciência Política, o curso oferece uma análise aprofundada sobre o avanço da extrema direita no mundo e na América Latina e seus reflexos na política brasileira às vésperas das eleições de 2026. Serão duas aulas, com gravação disponível por 30 dias e emissão de certificado digital.

Impulsionada pelo apoio cada vez mais explícito do governo de Donald Trump, a extrema direita latino-americana vive uma sequência inédita de vitórias eleitorais. O caso mais recente foi o da Colômbia, com a eleição do outsider Abelardo de la Espriella, conhecido como “El Tigre”. Antes dele, candidatos ultraconservadores chegaram ao poder no Peru, Chile, Equador e Paraguai.

Esse movimento se soma às lideranças de Javier Milei, na Argentina, e Nayib Bukele, em El Salvador, frequentemente apontados como referências para a radicalização do discurso político no Brasil. Se antes as eleições nos países vizinhos passavam quase despercebidas pelo noticiário brasileiro, hoje elas são acompanhadas de perto. De Washington a Buenos Aires, representantes da extrema direita já sinalizam que pretendem influenciar a disputa presidencial brasileira de 2026.

Como essas conexões são construídas? Quais interesses estão em jogo? E quais os possíveis impactos para a democracia brasileira?

Essas são algumas das questões que orientam o curso Extrema Direita e Eleições no Brasil, promovido pela Agência Pública, a maior agência de jornalismo investigativo independente do Brasil. A iniciativa também íntegra a estratégia da Pública de ampliar a produção de conhecimento e aproximar o público do jornalismo investigativo.

Na primeira aula, Casarões apresentará um panorama da ascensão da extrema direita global desde o primeiro governo Trump, examinando o fortalecimento dessas forças políticas na América Latina e os mecanismos de influência dos Estados Unidos na região. Também serão discutidas as articulações entre diferentes correntes da direita internacional e seus impactos sobre a política brasileira ao longo da última década.

Já a segunda aula será dedicada às eleições de 2026. O professor analisará as estratégias da extrema direita para a disputa presidencial, os possíveis cenários de segundo turno e o que estará em jogo não apenas na corrida ao Palácio do Planalto, mas também nas eleições para o Congresso Nacional e os governos estaduais. A aula também abordará os riscos concretos à democracia brasileira, incluindo ameaças ao processo eleitoral e às instituições, além de refletir sobre os diferentes cenários possíveis para o período pós-eleitoral.

Se você quer entender, com profundidade e senso crítico, as forças que estão moldando um dos ciclos eleitorais mais importantes da história recente do país, o curso representa uma oportunidade de formação e análise qualificada.

As inscrições podem ser realizadas mediante um PIX de R$ 250 para contato@apublica.org e o preenchimento do formulário de inscrição disponível aqui.

Serviço

  • Curso: Extrema Direita e Eleições no Brasil;
  • Datas: 25 e 27 de agosto, terça e quinta-feira;
  • Horário: das 19h às 21h;
  • Formato: Online/Ao vivo;
  • Valor: R$ 250 para o pix contato@apublica.org;
  • Inscrições em apoie.apublica.org/curso

Informações para a imprensa:

Agência Pública: Marina Dias | marinadias@apublica.org

Sobre a Agência Pública

A Agência Pública foi fundada em 2011 por jornalistas mulheres e tem como missão produzir reportagens de fôlego pautadas pelo interesse público, sobre as grandes questões do país do ponto de vista da população – visando o fortalecimento do direito à informação, à qualificação do debate democrático e à promoção dos direitos humanos. Em 2022, nossas reportagens foram reproduzidas por cerca de 700 veículos, sob a licença Creative Commons. A Agência Pública é considerada a agência de notícias mais premiada do Brasil, tendo conquistado 90 prêmios nacionais e internacionais, como o Prêmio Vladimir Herzog, Prêmio República e Prêmio Gabo. https://apublica.org

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