Moradores da comunidade vizinha à Arena de Pernambuco, na área rural de Recife, perderam suas casas ou parte de seus lotes e ainda lutam para receber indenização

Moradores da comunidade vizinha à Arena de Pernambuco, na área rural de Recife, perderam suas casas ou parte de seus lotes e ainda lutam para receber indenização

23 de junho de 2014
09:00
Este texto foi publicado há mais de 7 anos.
Especial: Copa Pública

Todas as quartas-feiras a defensora pública Daniele Monteiro atende famílias impactadas por obras da Copa do Mundo no Recife. No Fórum de Camaragibe, cidade da Região Metropolitana da capital pernambucana, as famílias buscam resolver pendências de seus processos de desapropriação. Eles moravam na comunidade Loteamento de São Francisco até o final de 2013, quando suas casas foram demolidas pelo governo. No entanto, muitos ainda não receberam nenhum centavo das indenizações devido a entraves burocráticos. Hoje, a maioria vive de aluguel e teve sua vida desestruturada.

A defensora pública estima ser responsável por pelo menos 20 casos desse tipo em Loteamento de São Francisco. A comunidade teve 200 de suas famílias removidas para obras de mobilidade: a ampliação do Terminal Integrado de Camaragibe e a construção do Ramal da Copa, via rodoviária de acesso à Arena Pernambuco. A ampliação do terminal não foi iniciada e o ramal está funcionando de forma improvisada durante o torneio.

As 200 famílias removidas em Loteamento de São Francisco integram as cerca de 2 mil desapropriadas pela Copa em Recife, segundo levantamento do Comitê Popular da Copa local.

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