AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO

Um chamado aos leitores

A Reportagem Pública chega à sua terceira edição e você pode escolher o que vamos investigar nos próximos meses

Em 2015, quando publicamos a reportagem “A Nova Roupa da Direita”, recebemos centenas de leitores recém-chegados à nossa página do Facebook, ainda incrédulos com as revelações. Seguindo a trilha do dinheiro, a nossa diretora de redação Marina Amaral descobriu que grupos que na época capitaneavam os protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff se dizendo “indignados” com a corrupção, como o MBL, foram gestados por think tanks de ultradireita dos Estados Unidos.

Um deles quis desmerecer o trabalho de investigação, perguntando: afinal, QUEM financia a Agência Pública? Outro leitor foi rápido a responder: “Eu. Fui eu que doei para o crowdfunding e fui eu que votei para essa reportagem ser feita”.

É esse o espírito da Reportagem Pública, a campanha de financiamento coletivo que chega hoje à sua terceira edição. Nas duas edições anteriores, através de doações de mais de 1700 pessoas, conseguimos realizar 25 reportagens – muitas delas foram furos, como a citada acima, outras receberam prêmios nacionais e internacionais.

Temos a certeza que o futuro do bom jornalismo depende do leitor: ele tem que financiar o trabalho que fazemos, ou nossa profissão corre sério risco. Mas nós da Pública acreditamos que os leitores têm muito mais a contribuir.

Por isso, a Reportagem Pública 2017 é, acima de tudo, um chamado à participação. Queremos que os leitores nos ajudem a decidir o que deve ter prioridade para ser investigado a cada momento, que nos ajude a guiar o timão do nosso barco.

Todo mundo que doa, recebe todo mês por email três propostas de reportagem dos nossos jornalistas, e vota em qual devemos ir atrás. Nessa edição, vamos aprofundar ainda mais a participação, pedindo sugestões de pautas, a serem votadas e eleitas pela maioria. Os leitores também vão poder conversar com nossos jornalistas através de um grupo fechado no Facebook, onde todos vão trocar impressões sobre as descobertas.

Não é à toa que passamos boa parte do ano planejando essa campanha: a Reportagem Pública é um momento muito especial, que nos alegra bastante. Ela permite que se crie uma verdadeira comunidade de leitores, que nos ajuda a ser sempre melhores.

Já estávamos morrendo de saudades dessa interação.

A Pública tem até o dia 27 de outubro para arrecadar os 80 mil reais, que vão financiar oito reportagens investigativas. É tudo ou nada: se não arrecadarmos a meta, o projeto não acontece. Vamos fazer esse projeto virar realidade?

Vem com a gente!

www.catarse.me/reportagempublica2017

 

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Comentários

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  • Jônatas Zalém

    “nova direita”… quanta besteira… Essa “nova direita” que se referem esta baseada em livros liberais que tem como primeiros pensadores Frederic Bastiat (meio do século 19), Mises (começo do século 20) entre outros ou antes mesmo com Adham Smitch. Sou liberal mas não gosto do MBL. É triste ver que somente nos últimos anos que a literatura liberal, que foi o principal meio de desenvolvimento da riqueza humana como conhecemos hoje, chegou ao Brasil. Até nisso o Brasil é atrasado. O Brasil já tinha liberais desde o século passado como por exemplo Roberto Campos. Não existe “nova direita”, o que existe é a direita do campo liberal assim como existe a direita do campo conservador (liberal na economia mas conservadora na moral) e libertária (extrema direita que visa a destruição completa do estado). Vocês podem enganar alguns desavisados durante um tempo mas não pode enganar a todos. Vocês deveriam ter vergonha de falar tanta bobagem.

    • Blattoso

      misesianos são os novos deslumbrados!

    • nataliaviana

      Oi caro, recomendo a leitura da reportagem:
      http://apublica.org/2015/06/a-nova-roupa-da-direita/

    • Caravaggio

      ” literatura liberal, que foi o principal meio de desenvolvimento da riqueza humana como conhecemos hoje”

      Como??? Riqueza humana ou de alguns humanos?

  • Caravaggio

    Eu não entendi muito bem uma coisa: vcs dizem que a Oak Foundation e a Fundação Ford são financiadores de vcs. Pra q então querem crowdfunding? Podem explicar isto melhor?

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