Buscar
Da Redação

Agência Pública lança hoje campanha para investigar as bets no Brasil

Iniciativa busca apoio do público para desvendar indústria bilionária de apostas

Da Redação
14 de maio de 2025
08:00
Este artigo tem mais de 1 ano
Não deixe a Publica sumir
Nos adicione como fonte preferencial no Google.

Todo mês, os brasileiros gastam até 30 bilhões de reais com as bets, segundo dados do Banco Central. Elas estão em todo lugar: no futebol, no transporte público, nos eventos culturais, nas músicas que viralizam no TikTok, nas falas de influenciadores digitais e até nos SMS’s invasivos que chegam no celular sem parar. Por trás das inúmeras promessas de dinheiro rápido e fácil, bombardeadas nas propagandas coloridas e redes sociais, existe uma indústria bilionária que cresce à sombra da desinformação e da falta de regulação.

Mas quem está lucrando com tudo isso? Para responder esta e outras perguntas, precisamos de você.

A Agência Pública lançou hoje (14) uma campanha de financiamento coletivo para desvendar o império das bets no país. Nosso objetivo é arrecadar R$ 100 mil até o dia 30 de junho para produzir uma série de reportagens investigativas inéditas sobre o tema.

Você pode contribuir com doações recorrentes a partir de R$ 20 por mês neste link e ainda ter acesso a benefícios exclusivos. Se preferir, também é possível fazer uma doação pontual de qualquer valor via Pix para: contato@apublica.org

Você é a peça-chave desta investigação. É a sua decisão de doar que vai tirar essa apuração do papel e revelar os bastidores dessa indústria.

As bets já foram temas de debates importantes na Pública. No nosso podcast semanal, o Pauta Pública, discutimos as consequências psicológicas e financeiras do vício em apostas online e como ele é comparável a epidemia de saúde pública. Também revelamos como as casas de apostas ganharam terreno no Carnaval de 2025, patrocinando as festas de Recife, Olinda, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo – algumas das maiores do Brasil – com valores que não são divulgados nem pelas prefeituras, nem pelas empresas.

Com a sua ajuda, vamos aprofundar nossas investigações e detalhar como esse mercado influencia o esporte, a cultura e a política no Brasil. Também vamos mostrar quais são as consequências para quem se endivida em busca de lucros rápidos — e os mecanismos que alimentam esse sistema. Além, claro, de dar nome aos bois e revelar quem lucra com o vício em apostas.

Os veículos de comunicação que lucram e se beneficiam com mercado das bets não vão investigar esse fenômeno. Cabe ao jornalismo independente — e a quem acredita nele — quebrar o silêncio e mostrar o que está por trás da fachada lucrativa das bets.

Com você, a Pública vai revelar quem está ganhando com as bets — e quem está perdendo tudo. Doe agora em apoie.apublica.org.

Não é todo mundo que chega até aqui não! Você faz parte do grupo mais fiel da Pública, que costuma vir com a gente até a última palavra do texto. Mas sabia que menos de 1% de nossos leitores apoiam nosso trabalho financeiramente? Estes são Aliados da Pública, que são muito bem recompensados pela ajuda que eles dão. São descontos em livros, streaming de graça, participação nas nossas newsletters e contato direto com a redação em troca de um apoio que custa menos de R$ 1 por dia.

Clica aqui pra saber mais!

Se você chegou até aqui é porque realmente valoriza nosso jornalismo. Conheça e apoie o Programa dos Aliados, onde se reúnem os leitores mais fiéis da Pública, fundamentais para a gente continuar existindo e fazendo o jornalismo valente que você conhece. Se preferir, envie um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.

Vale a pena ouvir

EP 231 Lula e Trump: entre a crise e a negociação – com Celso Amorim

Ex-chanceler e Assessor especial da Presidência analisa a crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos

0:00

Leia de graça, retribua com uma doação

Na Pública, somos livres para investigar e denunciar o que outros não ousam, porque não somos bancados por anunciantes ou acionistas ricos.

É por isso que seu apoio é essencial. Com ele, podemos continuar enfrentando poderosos e defendendo os direitos humanos. Escolha como contribuir e seja parte dessa mudança.

Junte-se agora a essa luta!

Newsletter

Saiba de tudo que investigamos

Assinar
Fique por dentro

Receba conteúdos exclusivos da Pública de graça no seu email.

Assinar

Artigos mais recentes

Como a caça conservadora ao voto feminino alimenta a violência contra a mulher

|

Fragilidade, hormônios e até intelecto: movimento tenta reduzir papel da mulher em ação violenta que começa no discurso

Com auxílio-reclusão restrito, famílias de encarcerados gastam R$ 4 bi por ano em visitas

|

Enquanto uma visita a presídio chega a custar mais de mil reais, Lei Antifacção diminui o acesso a benefício

Funai revê posição adotada no governo Bolsonaro e pede suspensão da licença de Belo Sun

|

Órgão agora cobra análise de 20 comunidades ignoradas e quer suspender licença retomada na Justiça em fevereiro de 2026

Imagem mostra ícones dos aplicativos de redes sociais da Meta em celular

Meta usa influenciadores para direcionar debate sobre proteção a crianças nas redes

|

No Brasil, empresa promove ideia de que as suas ferramentas são melhor que leis que proíbam o acesso dos mais jovens

Eleitores gerados por IA fazem campanha no TikTok e põem em xeque regra do TSE

|

Vídeos criados com IA em que eleitores declaram seus votos para presidente têm 7,4 milhões de views no TikTok

O método: como a extrema direita ataca professores para engajar eleitores

|

Gravações clandestinas e ataques online evidenciam como docentes são explorados politicamente desde 2022

Investigados por desinformação e tentativa de golpe seguem ativos nas redes em 2026

|

Ao menos dez alvos de inquéritos no STF e TSE em eleições passadas continuam publicando sobre o pleito deste ano

Tingir o chão de sangue: propostas de Renan Santos para segurança vão contra Constituição

|

Candidato do MBL defende prisão, mortes e vingança em discurso emocional contra a violência

Partido da farda: número de candidatos policiais ou militares passa de 1,2 mil

|

Bancada de policiais no Legislativo direciona recursos para a Polícia Militar, enquanto resolução de crimes segue baixa