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Lula é eleito presidente do Brasil. Pela 4ª vez. Em virada histórica.

Petista virou jogo do primeiro turno contra Flávio Bolsonaro apesar da falta de ônibus e confusão no TSE

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25 de outubro de 2026
21:10

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Matheus Pigozzi/ Agência Pública - Reprodução/ Instagram/ Rovena Rosa/Agência Brasil

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente do Brasil neste domingo, dia 25 de outubro de 2026. O resultado acontece em um dia de votação extremamente conturbado pela falta de ônibus para eleitores e a ampliação tardia do horário de votação.

A vitória de Lula é histórica: é a primeira vez no período democrático atual que um presidente é reeleito para um quarto mandato. Também é a primeira vez no período recente que um candidato à presidência que estava em segundo lugar no primeiro turno consegue virar o jogo e terminar em primeiro.

Outro fato histórico — e problemático — desde domingo foi a ampliação do horário de votação em duas horas. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, tomou a decisão nos minutos finais da votação, após pedidos das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para que a votação fosse ampliada. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Kassio Nunes Marques não ampliou o horário, apesar do Tribunal ter sido acionado muitas horas antes do fim das votações.

O pedido da campanha de Lula se baseou nas inúmeras denúncias de falta de transporte público para que a população votasse em várias cidades do Brasil. Ao longo do domingo, a Agência Pública mostrou como a redução da oferta de ônibus dificultou o deslocamento dos eleitores.

Em São Paulo, a Pública encontrou pontos de ônibus lotados e eleitores enfrentando trajetos muito mais longos que o habitual. Um eleitor, ouvido pela reportagem, levou mais de duas horas para percorrer um trajeto que normalmente faria em cerca de 40 minutos e chegou a temer não conseguir votar antes do encerramento previsto para as 17h.

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A situação ocorreu apesar de uma determinação para que a cidade mantivesse 100% da frota equivalente à de um dia útil. A denúncia do PT apontou que os ônibus circulavam com cerca de 70% da frota total. A redução do transporte também afetou eleitores que conseguiram votar, mas enfrentavam dificuldades para retornar para casa.

Em Salvador, o problema foi ainda mais explícito. A Secretaria Municipal de Mobilidade confirmou que pelo menos 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens depois que foram encontrados adesivos com o número de Lula nos veículos. A apuração do governo estadual chegou a identificar 252 ônibus parados em três garagens.

A redução da frota provocou a reação do TRE-BA. O presidente do tribunal determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, que está em Paris. O tribunal também determinou a retomada de 100% dos ônibus, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora.

O prefeito Bruno Reis, responsável pela administração municipal, é aliado da candidatura de Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, Lula obteve 65,26% dos votos em Salvador, contra 27,03% de Flávio.

A situação em São Paulo tem paralelo com a de Salvador: Lula também foi o candidato que mais teve votos no 1º turno na cidade. O petista teve quase 300 mil votos a mais que Flávio Bolsonaro na capital paulista, que é o maior colegiado eleitoral do país. Lula se saiu melhor, além do centro da cidade, em bairros da periferia, em especial os mais distantes do centro.

*Reportagem em atualização

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