AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO

Vídeo: Favela Fábrica

A Pública foi até uma favela na zona leste de São Paulo. E descobriu que ela está virando uma grande fábrica.

Desde 2004 tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que visa regulamentar a terceirização do trabalho no Brasil. O PL 4330,  de autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), é criticado por sindicatos de trabalhadores, para quem ele vai aumentar a precarização do trabalho.

Já os defensores da nova lei dizem que a terceirização é uma realidade no Brasil e deve ser regulamentada. Segundo o sindicato das empresas de prestação de serviços terceirizados (Sindeprestem), a indústria é o setor que mais contrata mão de obra terceirizada: 74% das grandes indústrias no Brasil usam esse tipo de trabalho.

A Pública foi até o Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo, para conhecer de perto como funciona a terceirização de produtos industriais. E conversou com os operários dessas novas fábricas improvisadas – em sua maioria, idosos, mulheres e crianças.  Veja a reportagem em vídeo.

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Comentários

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  • Dedo na ferida. Sensível o suficiente para perceber que essa situação é a oportunidade que resta, abraçada como alternativa a … bom, não parece haver alternativa. :/

    Parabéns.

    • Luciano Onca

      Valeu Capi! é justamente o fato de haver poucas oportunidades para essa faixa de trabalhadores que propicia a contratação nestas condições de salário e precariedade pela grande industria. 

    • Diogo S.

       Capi Etheriel,

      A minha alternativa é não dar alternativa a quem ameaça as “outras formas de alternativas”. Me fiz claro? Não acredito, mas a sua inteligência superará minha garatuja… ;-)

      A única alternativa que não alternante é a de não abaixar a cabeça. ‘Eles’ estão borrando as calças de medo de nós, o povo. É esta que me parece ser uma boa alternativa entre outras, usarmos o medo deles a nosso favor. Ou usarmos o que  temos de melhor: sem o nosso labor, os palhaços de paletó, não são nada. Quem poderia ajustar todas as outras alternativas em nosso favor, então? Os colocaremos para trabalhar, para nós servir, como é dever de cada um de nós, assim lhes pagando um salário justo, demostrando-lhes como é que se trata um ser humano com dignidade. E claro, quem poderia negar o quão gostoso será o sabor de reduzir as jornadas de trabalho para 5 ou 6 horas no máximo, e ainda tirar nossas crianças da frente da “educacional” televisão ou similar?  (teremos tempo para educá-los, ora)

      Isto é uma de minhas alternativas. Pode não ser melhor. Mas, me parece muito boa.

      Qual é a sua? Tenho convicção que você está repleto delas. Me diga, por favor. Eu quero saber.

      Abraço,

      Diogo S.

      • Jornadas de trabalho de 4 horas diárias, idealmente cooperativadas ou autônomas, renda suficiente (mínimo de 2500 pra viver em São Paulo). São metas que eu procuro, mas são difíceis de alcançar. Sem acesso a educação, saneamento básico ou moradia, passam a ser impossíveis.

        Nesse sentido entendo que resolver minha vida é difícil, mas muito mais simples do que resolver uma cidade imersa em desigualdade social. Mas eu quero tentar, mesmo assim.

  • Diogo S.

     erratum:

    – Saibamos, ao invés de “saíbamos”

    – A Pública ou apublica.org, não “Apublica” como eu havia escrito em duas ocasiões.

    Um grande abraço,

    Diogo S.

    • nataliaviana

      Oi Diogo, Há algum engano no nosso sistema. Vamos buscar seu comentário original. Um abraço, Natalia Viana

  • Diogo S.

    erratum:

    – Subjuga, de “submeter ao jugo”, ao invés ‘subjulgar’ como havia escrito.

    Um dia eu vou aprender a reler meus texto antes de envergonhar a minha pessoa! :-)

    Obrigado

    Diogo S.

  • Diogo S.

    OI Gente,

    Por que meu comentário não foi postado?

    Diogo S.

  • Diogo S.

    envie um mais um texto é foi classificado como abuso!!! Que absurdo. Que censura! Meu texto não contem nada peverso. Estou enojado.

  • Diogo S.

    OI A Pública,

    Primeiro, me desculpa se o conteúdo a seguir esquiva-se do assunto tema. Mas o assunto abaixo é de extrema importância. Leia com atenção (se A Pública der a lume ao meu texto):

    Venho por via deste expressar minha enorme insatisfação com A Pública. Foi enviado a quase dois dias atrás o meu comentário, mas o mesmo não foi postado, e, muito desapontado, não consigo manejar este sentimento de ser censurado por pessoas as quais eu raramente confio (confiava). No melhor estilo fascista mussoliniano, A Pública, Senhores e Senhoras leitores, pasmem, me desfere um golpe quase que militar não postando meu comentário.
    Se o teor do meu texto não é de seu feitio, ou, talvez, de sua natureza; se o que há em seu conteúdo não faz sentido; se minhas palavras são duras, se até foi usado linguagem desadequada, chula; se qualquer outra coisa que pudesse agredir, inferiorizar, menosprezar ou atacar qualquer ser inocente; se não há decoro; Se minhas palavras denotam leviandade ou qualquer outra coisa semelhante, nunca justificaria CENSURA. Absolutamente NADA justifica censura!

    Censura é um ato vil e covarde. É também arma de quaisquer regimes ditatoriais, dos piores diabos que já se manifestaram na face desse planeta moribundo.

    MAS QUE FIQUE CLARO E NOTÓRIO QUE NÃO FOI USADA NENHUMA DESTAS FORMAS DE APELO ACIMA CITADAS (se alguém quiser o texto o passarei em tuas mãos com todo prazer). Sendo a única dureza aplicada aos ricos. Gente rica, companheiros. Os promotores da miséria e do martírio. Gente da pior espécie que não merece nenhuma afabilidade de qualquer forma. Gente a qual A Pública e todos os demais deveriam se empenhar no exercício de combatê-las.

    Mas que fique bem claro que, aqui e agora, faço valer o meu direito de manifestar um severo descontentamento com os Senhores de A Pública.

    Uma profunda mágoa já se instaurou no meu lado esquerdo do peito. Me sinto traído. Me sinto tolo por ter confiado a vocês a minha limitada inteligência e vasta energia. Vocês não as merecem.

    Eu sou um aliado, não o inimigo. Então, por quê?

    Eu gostaria de entender o porquê disto, Senhores Dops. Ou devo os chamar agora de A Pública Fleury, promotores da “chacina da palavra”? Seriam vocês o próximo Jover Telles? Refuto esta tese de pronto, mas já não tenho tanta certeza de vossa ideoneidade. Me desculpa se estou sendo duro de novo, mas desta vez com vocês. Me desculpa, contudo atentaram contra minha inteligência. O papel de vítima com certeza não me veste.

    • nataliaviana

      Oi Diogo,

      Voltei a averiguar e todos os comentários que você enviou foram postados. Deve ter havido algum engano. Um abraço, Natalia Viana

      • Diogo S.

        Espero que sim! :-)

        Obrigado,

        Diogo S.

  • Diogo S.

    parte 2:

    Gosto de fel que se espraia, deixando no sabor da saliva o azedume de quem um dia foi traído por outrem. Por outrem não: por vocês.

    Vocês não se sentem envergonhados por isso? Gente, isso é muito baixo. Se eu fosse um mané grosseiro ou um ‘troll’ destilando alguma amargura, todavia não sou nada disso. Eu sou um parceiro. Sou parte da necessária revolução. Entre minhas felicidades e desacertos, SEMPRE tento ser uma pessoa melhor, todos os dias. Eu prático o exercício de desaprender o que foi erroneamente ensinado por nossos pais. Eu sou uma daquelas “metamorfoses” citadas em músicas. Eu não merece isso. Não mesmo.

    Eu trabalho na obra. Sou peão e serviçal com muito orgulho. Eu transpiro como nenhum bichinho de escritório jamais se submeteu. Não que eu menospreze a quem trabalha em escritórios. Mas alguém tem que fazer este tipo de serviço. Eu lhes pergunto: quantos de vocês estariam afim de encarar uma jornada de 10 a 14 horas na obra comigo? A reposta é claramente axiomática. Mas eu vou a campo também. Eu faço demolição para, então, um burguesinho reconstruir se nenhum esforço, e ainda por cima lucrar com meu sangue e de meus colegas. Sangue que literalmente escorre de feridas e cortes, que estão sempre presentes em meus ombros e braços, e vão ao encontro de meu suor. Pingam. Mas não pingam em vão. Faço as coisas deitarem por terra. Com o pouco que ganho como meu intenso labor, reservo parte desta quantia para comprar minhas ferramentas de minha futura oficina de bicicleta (é que pretendo ajudar a espalhar as inigualáveis benfeitorias dos camelinhos em rodas) e a outra parte decidi por investir em gente brilhante. Gente que não dá a mínima para sabão em pó, roupitcha nova e bagatelas. Gente que não vai em ‘walmartes’ da vida e acha os ‘shoppings’ o fim do mundo. Gente que não se importa em pagar pela qualidade, não pela oferta. Investir em gente que, assim como eu, vai a luta e dá a cara a tapa, como o Lúcio Flávio do Jornal Pessoal. Gente que não faz parte dos 95% dos dorminhocos sem rumo ainda. Eu, acordado, tento com muito amor trazer meus irmãos para era do despertar. A era do amor acima de tudo. Uma nova fronteira. Meu suor vai para estes supremos seres, pois quero desconstruir para então confiar o trabalho de reconstrução nas mãos das pessoas certas. Modéstia à parte, eu também me considero uma delas.

    Mas depois deste ato vil de censura, não sei mais se quero entregar meu labor em mãos que tapam a minha boca. Minha vida é séria. E com gente séria eu tento me aliar e ser amigo, estender a mão a eles. Como eu depositaria esperança em quem me censura? Isto muito feio, A Pública. Muuuito feio mesmo.

    Especialmente para quem tanto critica e revisa os tempos de assassinato e perseguição da ditatura no doido Braziu.

    Mesmo se eu estivesse quebrando o pau aqui. Mesmo se eu irrompesse em ódio. Mesmo se eu arrojasse negatividade. Mesmo mesmo mesmo! eu não poderia ser censurado de nenhuma forma. Estou certo que vocês entendem da coisa que aqui estou a falar. Coloquem seus pezinhos em minhas botas de metal e então sentiram o peso da luta. Jamais voltariam a me censurar. Agora estou sentindo algo entre a incredulidade e o asco, embora eu continue admirando as excelentes e distintas matérias do sem igual jornalismo investigativo brasileiro de A Pública.

    Mas o que se passa aqui é demais para mim. Eu tenho peito, mas não sou tão forte ao ponto de passar por cima desse infeliz incidente.

    Estarei aqui calado de agora em diante, porque as nossas lutas e demandas são muito maiores que quaisquer atos vis.

    Agora vou me retirar. Tenho um mundo para mudar. Não sou uma ‘victima’. Me recuso. Se as pessoas estivessem a par da etimologia desta palavra, jamais se prestariam a esse papel ridículo e reducionista.

    Estarei sempre a favor das coisas boas. Se meu texto não lhes agradam, tomem vergonha na cara e sejam diligentes, me repondendo com zelo. NÃO COM CENSURA.

    Eu tenho dignidade. Minha cabeça não se curva. Se olhem no espelho da vergonha e repensem a respeito de quem vocês feriram. O mundo está atulhado de gente insana. A cura depende de gente capaz. Está nas mãos de muitos poucos bons seres que estão dispostos a ir à luta. Pergunta: estamos em condição de abrir mão de preciosas cabeças amigas e prestativas? A resposta aparentemente aguarda classificação.

    Sem mais delongas,

    Diogo S., ser humano de cabeça em erguida e coração bondoso ávido por justiça social, aquela tal que permitirá o sustento que todos precisam para perseguir felicidade (está ultima ideia foi gentilmente retirada da boca de uma pessoa que escuto muito frenqüentemente, com “qüe” mesmo).

    Voltarei a me pronunciar quando este feioso erro for corrigido e o Diogo S., eu, for chamado para lutarmos juntos. Quero minha voz de volta. Não a lhes dei. E nunca me botarão mordaças de alguma espécie. Que fique isto claro. Não que deva ser importante para vocês. Com certeza, se notarmos pelo jeito que esta carroça anda aqui.

    Mais uma última palavra. Ontem eu havia indicado apublica.org para uma pessoa que aqui não vou revelar. Esta pessoa já ocupou cargos políticos de muita importância anteriormente. Influente, poderia ser de muita ajuda para nós todos. Vou mencionar o que se passa aqui. E, ele, como bom amigo, me será solidário. Eis que as besteiras se alastram como fumaça, meus caros.

    Agora sim sem mais delongas.

  • Diogo S.

    enviei mais um texto e foi classificado como abusivo!!! Que absurdo. Que
    censura! Meu texto não contem nada perverso. Estou enojado.

    (este foi o texto que eu enviei (mais ou menos). O outro com “sem correção” é o que aparece…rascunho! Eu vou passar o ‘scanner’ no computa, mas antes lhes mandei outro texto. Este não foi postado. Espero não estar cometendo uma injustiça. Eu adoraria cometer uma injustiça agora. Como nunca em minha vida!

A jararaca vai para o pau 14

| por | 30 de novembro de 2017

À frente nas pesquisas para 2018 e condenado por Moro, Lula radicaliza discurso e pede para ser julgado pelo povo. Divórcio de Palocci, a quem considerava o homem mais inteligente do Brasil, é mais uma pedra no caminho