Apoie!

Seja aliada da Pública

Seja aliada

Agência de Jornalismo Investigativo

Na segunda parte do episódio com os Criptopunks, o debate é sobre a arquitetura da internet, a liberdade de expressão e as consequências da luta por novas políticas na web

28 de novembro de 2012
17:00

O nono episódio da série World Tomorrow continua com os Criptopunks, ativistas da liberdade de informação na internet, Jacob Appelbaum, Andy Müller-Maguhn, Jeremie Zimmerman e, claro, Julian Assange, no papel de advogado do diabo. “Trole-nos, mestre troll”, brinca Jacob.

Na luta pela liberdade na web, os Criptopunks lançam algumas luzes sobre a guerra virtual entre o compartilhamento livre e o roubo, o poder dos governos em intervir versus a liberdade de expressão – e as consequências dessa batalha.

“A arquitetura é a verdade. E isso vale para a internet em relação às comunicações. Os chamados ‘sistemas legais de interceptação’, que são só uma forma branda de dizer ‘espionar pessoas’. Certo?”, cutuca Jacob. “Você apenas coloca “legal” após qualquer coisa porque quem está fazendo é o Estado. Mas na verdade é a arquitetura do Estado que o permite fazer isso, no fim das contas. É a arquitetura das leis e a arquitetura da tecnologia assim como a arquitetura dos sistemas financeiros”.

O debate segue apoiado nas possíveis perspectivas para o futuro. Para os Criptopunks, as políticas devem se pautar na sociedade e nas mudanças que seguem com ela, não o contrário.

“Temos a impressão, com a batalha dos direitos autorais, de que os legisladores tentam fazer com que toda a sociedade mude para se adaptar ao esquema que é definido por Hollywood. Esta não é a forma de se fazer boas políticas. Uma boa política observa o mundo e se adapta a ele, de modo a corrigir o que é errado e permitir o que é bom”, diz Jeremie.

Mas a busca por novas políticas e uma nova arquitetura tem seu preço. Jacob, detido várias vezes em aeroportos americanos, conta: “Eles disseram que eu sei por que isso ocorre. Depende de quando, eles sempre me dão respostas diferentes. Mas geralmente dão uma resposta, que é a mesma em todas instâncias: ‘porque nós podemos’”.

E provoca: “A censura e vigilância não são problemas de ‘outros lugares’. As pessoas no Ocidente adoram falar sobre como iranianos e chineses e norte-coreanos precisam de anonimato, de liberdade, de todas essas coisas, mas nós não as temos aqui”.

Assista a entrevista a seguir, ou clique aqui para baixar o texto na íntegra.

 

Republicadores da série O Mundo Amanhã:

Anonymous Brasil * Agora Sustentabilidade * Baixa Cultura * Blog Brasil Acadêmico * Coletivo Catarse * Coletivo Digital * Desculpe a Nossa Falha * Diário de S. Paulo * DVeras em rede * EBCEstadão Online * Estado de Minas * Felipe Cabral * Jornal Informação * Jornal Mercadão *Nota de Rodapé * Opera Mundi * Papo de Homem * Portal Administradores * Portal Desacato *Revista Babel * Revista Fórum * Revista Samuel * Revista Sina * TV Unochapecó * TVT *Yahoo Brasil

Seja aliada da Pública

Faça parte do nosso novo programa de apoio recorrente e promova jornalismo investigativo de qualidade. Doações a partir de R$ 10,00/mês.

Mais recentes

MPF cita “omissão” do Incra por insegurança no assentamento idealizado por Dorothy Stang

20 de setembro de 2019 | por e

Áudio obtido pela Pública traz pedido de ajuda de morador: "Tá uma bagunça, manda o Ibama pelo amor de Deus"; Incra contradiz MPF e diz manter seguranças no assentamento, no Pará

“A indústria teme os millennials”, diz diretor de organização que chamou Greve pelo Clima

20 de setembro de 2019 | por

Diretor de campanhas da 350.org explica o que os organizadores esperam dos protestos que começam hoje e denuncia cerceamento da sociedade civil nos leilões do Pré-Sal

“Não há segurança de que o ouro do seu anel não seja clandestino”, diz procurador do MPF

18 de setembro de 2019 | por e

Luís de Camões Boaventura explicou à Pública o descontrole da cadeia econômica do ouro paraense, que movimenta ilegalmente seis vezes mais recursos que o mercado legal