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Agência de jornalismo investigativo
Da Redação

Microbolsas: Repórteres de Pernambuco, Amapá, São Paulo e Rio vão investigar violência do Estado

Recebemos 55 pautas investigativas e selecionamos quatro de diferentes estados do Brasil

Da Redação
12 de junho de 2018
12:01
Este artigo tem mais de 8 anos

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Bruno Fonseca/Agência Pública

Em maio, a Pública se juntou à Conectas Direitos Humanos para promover a oitava edição das Microbolsas, projeto que distribui bolsas para repórteres independentes irem atrás das pautas que sempre quiseram investigar. Além da bolsa de R$ 7 mil, quatro repórteres recebem a mentoria da Pública para produzir e publicar a reportagem.

Nesta edição, nos juntamos à Conectas, ONG que tem como missão promover os direitos humanos, para fomentar a produção de reportagens sobre as causas e impactos da violência policial e de intervenção militar no Brasil. Para contribuir com o debate e a cobertura desses temas, as direções da Pública e da Conectas escolheram quatro pautas entre as 55 inscritas no projeto.

Repórteres de quatro estados do Brasil farão investigações sobre violência policial e intervenção militar

Foram avaliadas a originalidade e relevância das pautas, segurança e viabilidade da investigação, consistência na pré-apuração, experiência do repórter e recursos e métodos jornalísticos a serem utilizados. Foram selecionados repórteres de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Amapá, que vão investigar os impactos da violência policial e intervenção militar nos diferentes cantos do Brasil.

Conheça abaixo os vencedores:

Julianne Gouveia e Caroline Almeida: Julianne Gouveia é jornalista e fotógrafa, especialista em Jornalismo Cultural pela UERJ. Trabalha nos eixos de cultura, educação e direitos humanos desde 2009 junto a organizações não-governamentais, movimentos sociais e iniciativas culturais, como Central Única das Favelas – Cufa e Cinemateca do MAM. Foi repórter das revistas Vizoo e B4 (Vizoo Editora). Atuou como editora da Agência de Notícias das Favelas e do Jornal A Voz da Favela entre 2016 e 2018. Em 2017, foi tutora / instrutora de alunos da Escola de Comunicação da UFRJ e da Escola Sesc de Ensino Médio na área de Comunicação Popular. Desde 2012, é assessora de comunicação da ONG Spectaculu – Escola de Arte e Tecnologia.

Caroline Almeida é estudante do 6º período de Jornalismo da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ). Estagiou na assessoria de imprensa e na área de jornalismo da Coordenadoria de Comunicação da UFRJ. Também realizou extensão acadêmica com a Agência de Notícias das Favelas, tendo matérias publicadas em seu portal e no Jornal “A Voz da Favela”. Participou durante dois anos, como estudante voluntária, da pesquisa de iniciação científica “Projeto Catástrofe”, sob orientação de Marta Pinheiro. Nela, realizou pesquisa de campo em Teresópolis com os atingidos pela chuva de 2011 que assolou a região serrana do Estado do Rio. Atualmente, é colaboradora do jornal Voz das Comunidades.

Abinoan Santiago e Denise Muniz: Abinoan Santiago é nascido no Amapá, atua no jornalismo desde os 17 anos, com experiências em Copa do Mundo, bastidores do Tribunal de Justiça, da Assembleia Legislativa e poder executivo. Foi de editor/repórter de política, assuntos jurídicos e jornalismo investigativo na filial do G1, no Amapá. Atua como freelancer para jornais do Brasil e o France-Guyane, da Guiana Francesa. Em 2017 ganhou o Prêmio Expocom de melhor livro reportagem, com o “Inquérito 681 – Operação Mãos Limpas: os bastidores da investigação que mudou o cenário político do Amapá”, em fase de publicação.

Denise Muniz é jornalista há 13 anos, com experiência em reportagem, reportagem investigativa, redação, revisão, edição e assessoria de comunicação. Atuou nos principais jornais diários locais, como Diário do Amapá, A Gazeta, Tribuna Amapaense e G! Amapá.

Matheus Moreira e Thiago Picolo: Matheus Moreira é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Trabalha há dois anos em redação. Já foi repórter da Revista Fórum, Nexo Jornal, UOL TAB, Ponte Jornalismo e Revista Brasileiros, além de cobrir a COP23 em Bonn, na Alemenha.

Thiago Picolo é graduado em Psicologia pela PUC-Campinas. Tem formação em Psicanálise Científica, Psicologia do Esporte e especialização em Psicologia Analítica Junguiana pela UNICAMP. Atualmente cursa jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Estagiou como assessor de imprensa na Agência Loures Comunicações, na TV Record e cobriu a COP23 em Bonn, na Alemanha.

Luane Ferraz de Souza, Coletivo Retruco: Luane Ferraz de Souza, Bruno Vinicius, Camila Queiroz, Gabriella Leal, Juliana Aguiar e Thiago Santos formam o Retruco, coletivo audiovisual formado por jovens jornalistas, cineastas e designers de Recife. A partir das passagens dos integrantes por grandes veículos locais como o Diário de Pernambuco, Jornal do Commercio, rádios de comunicação pública, WebTVS, além de projetos como GloboLab/Profissão Repórter, o grupo nasceu com a vontade de fazer produções audiovisuais independentes alinhadas à garantia dos direitos humanos e da cidadania em suas pautas.

Acompanhe a Pública para ler as reportagens que serão produzidas!

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