Agência de Jornalismo Investigativo

Repórteres de todo o país enviaram propostas para investigar as histórias menos conhecidas sobre a Operação Lava Jato

19 de agosto de 2019
15:49
Este texto foi publicado há mais de 3 anos.

A Lava Jato é uma investigação de corrupção sem precedentes no Judiciário Brasileiro. A operação teve mais de 2.400 procedimentos instaurados apenas no estado do Paraná ao longo de 5 anos de existência. É de se imaginar que existam muitas histórias para serem contadas do ponto de vista jornalístico.

É por isso que no começo de julho lançamos a convocação para repórteres do Brasil todo apresentarem suas propostas de reportagens sobre a Lava Jato. Para a escolha, consideramos a originalidade e a viabilidade das pautas.

As reportagens que publicaremos nos próximos meses vão investigar aspectos pouco explorados da Lava Jato, como por exemplo os impactos da operação em estados que quase não apareceram nas investigações.

Conheça abaixo os repórteres que tiveram suas pautas selecionadas:

Aldem Bourscheit – Formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (RS). Dezoito anos de experiência nas áreas Socioambiental, de Ciência e de Agropecuária. Colaborou com jornais, rádios, organizações não governamentais, governos e setor privado. Especializações nas áreas Socioambiental e de Políticas Públicas. Pós-graduado em Meio Ambiente, Economia e Sociedade pela Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais e mestrando em Desenvolvimento Sustentável pelo Fórum Latino Americano de Ciências Ambientais. Membro da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental.

Diogo da Silva – Formado em jornalismo desde 2006. Foi repórter, editor e colunista do site Curitiba Cultura entre 2009 e 2013. Ainda em 2013, por questões financeiras, passou a desenvolver a atividade de assessor de imprensa.

Guilherme Henrique Costa e Silva – Pós-graduado em Estudos Brasileiros pela Fundação Escola de Sociologia e Política. Produtor e repórter do Grupo Bandeirantes de Rádio. Editor do Brasil de Fato e freelancer do Le Monde Diplomatique, Folha de São Paulo, VICE, Deutsche Welle, UOL, entre outros.

Taís Seibt, Naira Hofmeister e Marlus Araújo – Taís Seibt é jornalista e doutora em Comunicação pela UFRGS, professora da Unisinos e lidera a iniciativa Afonte Jornalismo de Dados. Desde 2004, passou por assessorias de imprensa e redações no Rio Grande do Sul, incluindo o jornal Zero Hora, entre 2008 e 2015. Como freelancer, já assinou trabalhos para veículos como O Estado de S. Paulo, O Globo, Canal Rural, BBC Brasil, The Intercept Brasil e Agência Pública. Foi uma das fundadoras do Filtro Fact-checking.

Naira Hofmeister tem 37 anos, é jornalista graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, fez especialização em Madri (Espanha), e é mestra em História da Literatura, também pela Ufrgs. Atua como freelancer desde 2006, sempre baseada em Porto Alegre. No último ano, colaborou com El País, The Intercept Brasil, Agência Pública, Yahoo, Superinteressante e piauí, entre outros meios de comunicação. Em 2018, como cofundadora do Filtro Fact-Checking, foi agraciada com o troféu Antônio Gonzalez de Contribuição à Imprensa, categoria especial do 60º Prêmio ARI de Jornalismo.

Marlus Araújo é formado em Design pela Escola de Belas Artes da UFRJ e pós-graduado em Projetos Digitais pelo IED Rio. Interessado na convergência entre arte, design e tecnologia, adquiriu experiência na concepção e no desenvolvimento de interfaces, sites, games, animações, visualização de dados, instalações interativas e ambientes imersivos. É colaborador do MediaLab UFRJ e atualmente está pesquisando Neural Networks, com Gene Kogan (ITP NYU).

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