Buscar
Agência de jornalismo investigativo
Da Redação

Resposta da Agência Pública à nota da Anajure

Resposta à nota da Associação Nacional de Juristas Evangélicos em relação à entrevista publicada em 28 de abril pela Pública

Da Redação
5 de maio de 2020
15:39
Este artigo tem mais de 6 anos
Não deixe a Publica sumir
Nos adicione como fonte preferencial no Google.

A Agência Pública vem a público responder à nota publicada pela Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure) em relação à entrevista publicada em 28 de abril com a professora Brenda Carranza. Surpreende o teor da nota, uma vez que os repórteres e editores sempre estiveram em contato com a assessoria de imprensa da entidade, que não nos procurou para pedir a retificação de qualquer erro factual. Em reportagens anteriores, quando solicitado pela entidade, foi concedido direito de resposta.

Mais surpreendente ainda, a nota declara “repúdio” à entrevista em face de afirmações que jamais foram feitas – nem na entrevista, nem em nenhuma reportagem da Agência Pública. Por exemplo, a Anajure afirma que “a matéria jornalística que busca vincular a imagem da Anajure a um ‘aparelhamento evangélico no governo’”, ignorando que a entidade foi mencionada pelo seu contexto de proximidade tanto com o antigo ministro da Justiça, Sergio Moro, como com o atual ministro, André Mendonça. Não há em nenhum local na entrevista a afirmação de que a Anajure estaria buscando um “aparelhamento evangélico” no governo.

A Anajure afirma ainda que houve uma “tentativa de induzir a existência de uma troca política que teria culminado na nomeação do Dr. André Mendonça”, novamente uma ilação que não encontra nenhum respaldo no texto publicado e que jamais havia inclusive sido levantada pelos nossos profissionais até a publicação da nota da própria entidade.

Outras observações são críticas da entidade às colocações feitas pela entrevistada Brenda Carranza, doutora em Ciências Sociais e professora da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, embora a Anajure as atribua à Agência Pública, causando mais uma vez a estranheza que uma entidade de juristas não saiba diferenciar uma entrevista de um editorial. De qualquer maneira a Agência Pública reitera a decisão editorial de publicar a entrevista desta pesquisadora pelo inegável interesse público das suas reflexões.

Ataques gratuitos ao jornalismo de qualidade, em um cenário de crescente ameaças à imprensa livre, só colaboram para o enfraquecimento de um pilar fundamental da democracia em um período delicado como o de pandemia de saúde mundial.

Por fim, a Agência Pública, agência de notícias mais premiada do país, compromete-se a seguir cobrindo as atividades da Anajure, que são de amplo interesse público, esperando que se mantenha o profissionalismo e respeito que imperavam até a publicação da açodada nota.

Não é todo mundo que chega até aqui não! Você faz parte do grupo mais fiel da Pública, que costuma vir com a gente até a última palavra do texto. Mas sabia que menos de 1% de nossos leitores apoiam nosso trabalho financeiramente? Estes são Aliados da Pública, que são muito bem recompensados pela ajuda que eles dão. São descontos em livros, streaming de graça, participação nas nossas newsletters e contato direto com a redação em troca de um apoio que custa menos de R$ 1 por dia.

Clica aqui pra saber mais!

Se você chegou até aqui é porque realmente valoriza nosso jornalismo. Conheça e apoie o Programa dos Aliados, onde se reúnem os leitores mais fiéis da Pública, fundamentais para a gente continuar existindo e fazendo o jornalismo valente que você conhece. Se preferir, envie um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.

Vale a pena ouvir

EP 72 Terras raras, soberania e eleições nada normais

Podcast analisa as diferentes visões sobre soberania nacional de Brasil e EUA

0:00

Leia de graça, retribua com uma doação

Na Pública, somos livres para investigar e denunciar o que outros não ousam, porque não somos bancados por anunciantes ou acionistas ricos.

É por isso que seu apoio é essencial. Com ele, podemos continuar enfrentando poderosos e defendendo os direitos humanos. Escolha como contribuir e seja parte dessa mudança.

Junte-se agora a essa luta!

Newsletter

Saiba de tudo que investigamos

Assinar
Fique por dentro

Receba conteúdos exclusivos da Pública de graça no seu email.

Assinar

Artigos mais recentes

Contando com memória curta do brasileiro, candidatos ora cassados voltam às urnas em 2026

|

Políticos cassados no passado tentam reconquistar votos beneficiados por leis, decisões da Justiça ou até pelo tempo

Crise no STF após divulgação de conversas entre Moraes e Vorcaro: como chegamos até aqui?

|

André Mendonça escancara divisões na Corte ao tirar sigilo de investigação citando colega e tema deve impactar eleições

Resgates de pessoas em condição de escravidão caem no Brasil, mas disparam em SP, diz CPT

|

Em 6 meses de 2026, o estado teve mais pessoas resgatadas em condições análogas à escravidão que em todo o ano passado

Fiesp defende modelo inconstitucional de Bukele na segurança e afaga candidatos da direita

|

Candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro promete presídio “El Salvador” durante abertura de evento em São Paulo

Mansões, carros de luxo, viagens: a vida de Eduardo Bolsonaro e Figueiredo nos EUA

|

Levantamento revela que ex-deputado e influenciador mantêm vida de alto padrão nos EUA

Como a caça conservadora ao voto feminino alimenta a violência contra a mulher

|

Fragilidade, hormônios e até intelecto: movimento tenta reduzir papel da mulher em ação violenta que começa no discurso

Com auxílio-reclusão restrito, famílias de encarcerados gastam R$ 4 bi por ano em visitas

|

Enquanto uma visita a presídio chega a custar mais de mil reais, Lei Antifacção diminui o acesso a benefício

Funai revê posição adotada no governo Bolsonaro e pede suspensão da licença de Belo Sun

|

Órgão agora cobra análise de 20 comunidades ignoradas e quer suspender licença retomada na Justiça em fevereiro de 2026

Imagem mostra ícones dos aplicativos de redes sociais da Meta em celular

Meta usa influenciadores para direcionar debate sobre proteção a crianças nas redes

|

No Brasil, empresa promove ideia de que as suas ferramentas são melhor que leis que proíbam o acesso dos mais jovens