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Da Redação

Curso Pública de Jornalismo

Conheça o programa de trainees da Agência Pública; são dez vagas, voltadas para pessoas negras, indígenas e trans

Da Redação
14 de abril de 2026
04:00

Visão geral

O Curso Pública de Jornalismo é um programa de treinamento intensivo, prático e imersivo, com duração de seis meses, voltado para dez jornalistas recém-formados, que inclui aulas online, mentorias profissionais, elaboração de um projeto aprofundado e um período de prática presencial na redação da Agência Pública em São Paulo ou Brasília. O treinamento é voltado exclusivamente para pessoas autodeclaradas negras, indígenas e trans que tenham concluído a graduação de jornalismo nos últimos três anos.

O Curso Pública de Jornalismo é mais uma iniciativa da Pública de fomento ao jornalismo independente, em parceria com a Fundação Itaú e a Imaginable Futures. O programa tem como objetivo formar jornalistas comprometidos com o interesse público e com a defesa dos direitos humanos, bem como contribuir para ampliar a diversidade no jornalismo brasileiro. Ao longo do Curso, trainees terão a oportunidade de participar de uma formação prática e de qualidade para o exercício do jornalismo, com atenção para questões como: inovação, investigação, direitos humanos, dados, meio ambiente, empreendedorismo e redes sociais. O programa busca estimular o desenvolvimento do senso crítico, da capacidade analítica, do compromisso ético e da responsabilidade social dos jornalistas participantes. 

O Curso Pública de Jornalismo também pretende apoiar trainees no momento em que buscam entrar no mercado de trabalho. Por isso, a etapa final do curso inclui mentorias profissionais, sessões de desenvolvimento de carreira, e promove a ampliação da rede de contatos dos participantes, por meio da entrada na Rede de Fellows da Pública e de outras atividades de networking.  

Para mais informações, leia também o regulamento do programa.

Sobre a Agência Pública

Fundada em 2011 por jornalistas mulheres, a Agência Pública é a primeira agência de jornalismo investigativo sem fins lucrativos do Brasil. Todas as nossas matérias são baseadas em rigorosas apurações de fatos e na defesa intransigente dos direitos humanos. Temos uma dupla missão: produzir jornalismo investigativo e fomentar o jornalismo independente no Brasil.

Em 15 anos de existência, a Pública se tornou referência em inovação, credibilidade e rigor no jornalismo. Somos a agência de notícias mais premiada do Brasil e o primeiro veículo de comunicação brasileiro indicado ao Prêmio Liberdade de Imprensa, da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Ao longo de nossa história, conquistamos 90 prêmios. Entre eles, o Gabriel García Márquez, o prêmio Excelencia Periodistica da Sociedad Americana de Prensa (SIP), o prêmio Maria Moors Cabot, da Universidade de Columbia, o Prêmio Comunique-se, o Troféu Mulher Imprensa e Prêmio Vladimir Herzog. Em 2025, fomos selecionados como melhor veículo no Prêmio +Admirados Jornalistas Negros e Negras da Imprensa Brasileira.

Como parte da missão de fomentar o jornalismo independente, a Pública organizou programas de mentoria para jornalistas, microbolsas de reportagens, foi incubadora para outros veículos e apoiou a criação de festivais e de associações de jornalismo. 

Desde 2012, mais de 140 jornalistas já participaram dos programas de formação da Pública, sendo o principal deles o Programa de Microbolsas, que oferece bolsas de reportagem e mentoria editorial para que jornalistas independentes possam desenvolver suas investigações e publicá-las em nosso site. Nesse contexto, vale destacar também o Programa de Formação para Repórteres Indígenas, que já teve três edições desde 2022 e apoiou 16 comunicadores indígenas até hoje. Em 2025, lançamos a Rede de Fellows da Pública, que conta atualmente com mais de cem jornalistas que passaram pelos nossos programas de formação. A Rede é um espaço para divulgação de oportunidades e para a colaboração e networking entre os participantes.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas até 23h59 de 15 de maio de 2026, por meio do formulário online.

Na inscrição, você vai precisar fornecer algumas informações, como:

  • Informações pessoais e de contato;
  • Currículo;
  • Retrato atual para identificação;
  • Carta de apresentação (de até uma página), contando experiências pessoais e profissionais mais relevantes e por que a pessoa deseja participar do Curso Pública de Jornalismo;
  • Descreva o jornalismo da Agência Pública, comparado ao de outros veículos? (Resposta de até 1000 caracteres);
  • Descreva sua experiência profissional em jornalismo ou em outras áreas (Resposta de até 1000 caracteres);
  • Descreva um trabalho que considere relevante, que pode ser uma reportagem, projeto pessoal ou experiência acadêmica em jornalismo. (Resposta de até 1000 caracteres). Há um espaço para incluir links do trabalho mencionado. 

Atenção: As reportagens da Pública primam pela originalidade e humanidade, e valorizam o repórter. Nos textos e cases do processo seletivo, queremos avaliar a capacidade de escrita e criatividade da pessoa candidata, por isso, não é permitido o uso de IA. Quer saber mais? Leia a Política de Uso de Inteligência Artificial da Agência Pública.  

Para mais detalhes sobre documentação, acesse o regulamento do programa.

Quem pode se inscrever

Podem se candidatar pessoas que:

  • Tenham concluído a graduação em Jornalismo há até três anos (com data de formação de dezembro de 2022 em diante);
  • Se autodeclaram pessoas negras, indígenas ou trans;
  • Tenham interesse em atuar como jornalistas;
  • Tenham disponibilidade para participar das atividades previstas no programa.

O curso envolve uma etapa presencial de três meses em São Paulo e Brasília. Participantes que não residem em São Paulo ou Brasília receberão passagens para deslocamento e um adicional de R$ 2 mil mensais durante o período do treinamento presencial, como ajuda de custo para cobrir gastos com hospedagem.

Para mais detalhes sobre documentação no processo seletivo, acesse o regulamento do programa.

Processo seletivo

Em parceria com a consultoria Indique Uma Preta, desenvolvemos um processo seletivo que valoriza a diversidade de trajetórias pessoais e profissionais. A Indique Uma Preta é uma consultoria especializada em diversidade e inclusão no mercado de trabalho.

Etapas do Processo Seletivo

  • Inscrições;
  • Primeira fase: análise de candidaturas + entrevistas;
  • Segunda fase: análise dos cases (entrega de textos jornalísticos, com base em um exercício prático proposto);
  • Terceira fase: entrevistas finais com lideranças da Pública;
  • Comunicação aprovados.

Estrutura do Programa

  • Agosto: Remoto. Quatro semanas de aulas online e exercícios práticos, de segunda a sexta, em período integral (manhã e tarde). Trainees vão aprender sobre jornalismo investigativo, de dados, podcasts, novas narrativas, clima e meio ambiente, direitos humanos e mais. Nesse período, participantes vão pensar em uma proposta de projeto aprofundado, a ser desenvolvido durante o programa. O projeto pode ser uma grande reportagem, um vídeo, um roteiro de podcast, um novo site, uma campanha de impacto, entre outros. A ideia é que cada trainee tenha liberdade de inovar e pensar em novos produtos e formatos.
  • Setembro, outubro e novembro: Presencial. Prática presencial de três meses nas redações da Pública em São Paulo ou em Brasília (horário integral, até 6 horas diárias). Trainees seguem com aulas online às sextas-feiras, mas com carga horária reduzida em relação ao primeiro mês. Participantes terão ainda tempo para desenvolver seus projetos aprofundados, com a ajuda de um mentor. Pessoas alocadas em São Paulo vão participar de um rodízio durante o período presencial na redação, para que tenham a oportunidade de testar diferentes áreas do jornalismo dentro da Agência Pública (Redação, Podcasts e Comunicação). Pessoas alocadas em Brasília vão passar os três meses na Redação, onde não há divisão por editorias, mas, por outro lado, vão estar no centro da cobertura de poder durante o período eleitoral. 
  • Dezembro e janeiro: Remoto. Finalização dos projetos aprofundados, mentorias individuais e sessões online de desenvolvimento de carreira e networking.

Benefícios

  • Bolsa-auxílio para participantes que moram em São Paulo e Brasília: Valor mensal de R$ 2.000,00 por quatro meses (período de aulas online e vivência na redação);
  • Bolsa-auxílio para participantes que venham de fora de São Paulo e de Brasília: Valor de R$ 2.000,00 por quatro meses. Nos três meses presenciais, terão direito a um adicional de R$ 2 mil mensais, como ajuda de custo para cobrir gastos com mudança e moradia (totalizando R$ 4 mil por mês). O Curso também vai cobrir os gastos com passagens para deslocamento até São Paulo ou Brasília;
  • Desenvolvimento de carreira e recolocação profissional: Mentoria individual e sessões coletivas com foco em como se inserir no mercado de trabalho jornalístico;
  • Certificação: Certificado de conclusão do programa emitido pela Agência Pública;
  • Rede de Fellows da Pública: Possibilidade de participar da Rede, junto com jornalistas renomados;
  • Equipamentos: doação de um notebook para cada trainee.

Parcerias  

O curso é uma realização da Agência Pública em parceria com a Fundação Itaú e a Imaginable Futures.

Cronograma

InscriçõesAbril-Maio
SeleçãoAbril, Maio e Junho
ResultadosJulho
Curso onlineAgosto
Etapa presencial em São Paulo e BrasíliaSetembro, Outubro e Novembro
Mentoria e aconselhamento profissionalDezembro e Janeiro
EncerramentoJaneiro

Fica estabelecido que eventuais alterações no cronograma poderão ser realizadas a critério exclusivo da instituição organizadora, por motivos de ordem técnica, administrativa ou de força maior, sendo assegurada a devida comunicação aos participantes.

FAQ

A Pública vai contratar os trainees ao final
do programa?

Não. O programa tem como objetivo formar jornalistas comprometidos com o interesse público e com a defesa dos direitos humanos, bem como contribuir para ampliar a diversidade no jornalismo brasileiro. Trainees podem ser considerados para vagas futuras na Pública, mas não há um compromisso de contratação ao final do programa. 

Por que o trainee é voltado para pessoas negras, indígenas e trans?

Além de formar jornalistas comprometidos com o interesse público e com a defesa dos direitos humanos, um dos principais objetivos do Curso Pública de Jornalismo é contribuir para ampliar a diversidade no jornalismo brasileiro. Por isso, o programa é voltado exclusivamente para pessoas autodeclaradas negras, indígenas e trans – grupos historicamente sub-representados nas redações. Pesquisas mostram que pessoas negras, indígenas e trans ainda enfrentam barreiras importantes de acesso e progressão no jornalismo e no mercado de trabalho brasileiro de forma geral.

Ampliar as oportunidades para esse público é uma forma de ajudar a construir um jornalismo com mais diversidade e qualidade, que possa fortalecer a defesa dos direitos humanos e da democracia. 

Posso me inscrever se ainda não terminei a graduação
em Jornalismo?

Não. Para participar do processo seletivo é necessário já ter concluído o curso de Jornalismo (com data de formação de dezembro de 2022 em diante).

Minha graduação é em outra área, mas trabalho com jornalismo. Posso participar?

Neste programa, a graduação em Jornalismo é um requisito obrigatório. Portanto, candidatos com formação em outras áreas não são elegíveis para esta edição do programa.

Posso me candidatar mesmo morando fora de São Paulo ou Brasília?

Sim. Jornalistas de qualquer região do país podem se inscrever – incentivamos a candidatura de pessoas de todas as regiões do Brasil, especialmente do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Participantes que não residem em São Paulo ou Brasília receberão passagens para deslocamento e um adicional de R$ 2 mil mensais durante o período do treinamento presencial, como ajuda de custo para cobrir gastos com hospedagem.

Posso manter outro trabalho durante o curso?

As atividades do programa exigem dedicação integral, de segunda a sexta, durante as etapas online e presencial, por isso, participantes recebem uma bolsa-auxílio. É importante que os trainees tenham disponibilidade para acompanhar toda a programação prevista. A realização de trabalhos para outras organizações ou empresas durante o programa não deverá prejudicar o fiel cumprimento das atividades no curso. Além disso, todo trabalho para outras organizações ou empresas deverá ser comunicado previamente à coordenação do trainee para avaliação caso a caso, sob pena de desligamento do programa, com o objetivo de evitar eventuais conflitos de interesses com as atividades editoriais exercidas na Agência Pública.

É possível corrigir informações depois de enviar a inscrição?

Caso seja necessário atualizar ou corrigir algum dado relevante após o envio do formulário, recomendamos entrar em contato com a organização do programa pelo email: trainee@apublica.org

Os participantes recebem certificado ao final do curso?

Sim, trainees que concluírem todas as etapas do programa, incluindo entrega de trabalhos e projetos previstos, recebem um certificado.

Participar do curso garante uma vaga de trabalho na Agência Pública?

Não. O curso é uma iniciativa de formação e desenvolvimento profissional. Ele não estabelece vínculo empregatício nem garante contratação ao final do programa.

Participantes vão precisar emitir nota fiscal?

Não. O Curso Pública de Jornalismo é uma iniciativa de formação e desenvolvimento profissional. Por isso, trainees recebem uma bolsa-auxílio e não precisam emitir nota fiscal. 

Contato 

Caso tenha dúvidas ou problemas na inscrição, por favor entre em contato pelo email trainee@apublica.org

José Cícero/Agência Pública
José Cícero/Agência Pública
José Cícero/Agência Pública
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José Cícero/Agência Pública
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