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| De olho | PEC dos gastos chega ao plenário do Senado

Primeira sessão em que a polêmica proposta será discutida ocorre nesta quarta-feira; Congresso tenta concluir votação da LDO

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13 de novembro de 2016
18:00
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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), relator da PEC 55, durante sessão no plenário

Após protagonizar os maiores embates da última semana no Senado, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos, chega ao plenário da Casa. Aprovada por 19 votos a 7 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o texto foi incluído na ordem do dia desta quarta-feira (16), quando será realizada a primeira sessão de discussão da PEC no plenário.

Durante audiência pública e debates na comissão da Casa, senadores contrários ao texto se exaltaram. Enquanto isso, especialistas convidados para explicar o teor das medidas se dividiam sobre a eficácia e os prejuízos que a PEC pode proporcionar ao Brasil. “Não é possível que nós, aqui nessa sala refrigerada, com ar condicionado, vamos votar contra os direitos do povo brasileiro. Como que vocês se sentem fazendo uma coisa dessas? Tenham coragem e decência de colocar essa proposta nas urnas”, ressaltou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao solicitar, mais uma vez, que a PEC seja analisada por meio de referendo autorizado pelo Congresso.

Lindbergh Farias (PT-RJ) também fez críticas. “É um ajuste feito em cima dos mais pobres. Hoje, eles querem cortar despesas primárias mas não falam em cortar os juros. Essa proposta não se sustenta”, afirmou.

Mas, apesar de todas as críticas, o relator do texto, Eunício Oliveira (PMDB-CE), defendeu o controle das contas públicas. De acordo com ele, “a PEC não ofende quaisquer princípios ou regras constitucionais, muito menos as chamadas cláusulas pétreas”. “A proposta em análise se volta à realização de vários objetivos da República, previstos na Constituição: garantir o desenvolvimento nacional, erradicar a pobreza e promover o bem de todos”, escreveu o relator no parecer aprovado pela maioria dos membros do colegiado.

Em outro momento, durante a votação do texto na CCJ, realizada na última quarta-feira (9), estudantes se manifestaram, dentro e fora do Senado, contra as propostas da equipe econômica do governo Michel Temer.

O projeto de lei (PLS) 405/2016 apresentado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) – que reabre o prazo para regularizar ativos enviados ao exterior e não declarados à Receita Federal – deve compor a pauta de votações da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa nesta semana. “A repatriação está sendo apresentada como uma substituição para resolver o problema fiscal sem criar impostos. São soluções criativas como essa que devemos buscar para que o Brasil saia dessa situação”, destacou Renan.

No texto apresentado pelo peemedebista, a tributação da nova fase vai subir. Neste ano, as pessoas que decidiram normalizar a situação pagaram 15% de Imposto de Renda e outros 15% de multa. A partir de 2017 esse percentual sobe para 17,5% sobre o valor a ser regularizado.

Apesar dos desentendimentos entre Executivo e Legislativo sobre as alterações na Lei de Repatriação de Recursos do Exterior na Câmara, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), abaixou a guarda e, agora – depois de afirmar que não colocaria a matéria em votação, disse que o Legislativo trabalha em “harmonia e conjunto”.

Congresso

Para esta quarta-feira (16), está convocada sessão extraordinária do Congresso Nacional. No encontro das Casas do Legislativo, deputados e senadores deverão analisar 25 itens pautados. Entre eles, estão sete vetos presidenciais, 16 projetos de lei e dois projetos de resolução. Além disso, parlamentares tentarão concluir a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2017. Restam ainda três destaques.

O principal veto do presidente Michel Temer é o 38/2016, que atingiu parcialmente a medida provisória (MP 733/2016) que dá descontos e facilita a renegociação de dívidas de produtores rurais do Norte e do Nordeste prejudicados pela seca.

Temer optou por vetar três dispositivos do texto aprovado pelo Congresso. Um dos vetos caiu sobre artigo que autorizava o governo federal a repactuar as dívidas de cooperativas agropecuárias com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) adquiridas até 31 de dezembro de 2010. Conforme o Executivo, o artigo não traz definição precisa da abrangência da repactuação, tornando praticamente inviável a estimativa do impacto financeiro da medida para o Tesouro Nacional.

Já os projetos de lei do Congresso, em sua maioria, destinam recursos a ministérios e outros órgãos. Entretanto, só passarão a ser analisados caso a apreciação dos vetos e dos destaques da LDO sejam concluídos.

Câmara

Na Câmara, deputados foram convocados para sessões na quarta (16), e na quinta-feira (17). Para o dia 16, está pautado o projeto de lei (PL) 7371/2014, que cria o Fundo Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres. A discussão será em turno único.

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