Buscar
Nota

Semana tem reta final do ano no Congresso, Lula de volta a Brasília e orçamento 2025

15 de dezembro de 2024
18:00
Este artigo tem mais de 1 ano
Não deixe a Publica sumir
Nos adicione como fonte preferencial no Google.

O presidente Lula (PT) deve retomar as atividades em Brasília nesta semana após passar, em São Paulo, por cirurgias de emergência e preventiva para controlar uma hemorragia cerebral.

No Congresso, o esforço concentrado será para liberar os projetos de lei mais urgentes antes do recesso de fim de ano, que tem início na próxima semana. Entre os destaques estão a Lei Orçamentária para 2025, a regulamentação da reforma tributária e o pacote de corte de gastos do governo federal. 

Na Câmara dos Deputados, o presidente Arthur Lira (PP-AL) cancelou a agenda de todas as comissões da Casa a fim de priorizar as votações no plenário. Já no Senado, a Comissão de Educação e Cultura analisará na terça-feira (17) se políticas públicas de cultura contemplam recortes étnico-raciais.

No Supremo Tribunal Federal (STF), a última semana antes do recesso será marcada por audiências sobre o marco temporal e a demarcação de terras indígenas. Na segunda-feira (16), antropólogos apresentarão laudos técnicos do processo demarcatório, enquanto, na quarta (18), representantes indígenas expõem temas de interesse das suas etnias.

Também estão na agenda da semana de 16 a 20 de dezembro:

Direitos Humanos

  • Senado
    • Maria da Penha (CDH, 16/12, 9h): A violência após rompimentos e conflitos envolvendo guarda de filhos são alguns dos pontos de aprimoramentos da Lei Maria da Penha em discussão na comissão. A lei já foi aplicada para proteger 572 mil mulheres entre 2020 e 2022, segundo relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
    • Cotas etnicorraciais (CE, 17/12, 10h): A comissão avalia se as políticas públicas culturais, e editais do Ministério da Cultura, incluem recortes étnico-raciais. O debate busca diagnosticar falhas e propor ações ao Executivo para o combate ao racismo.
    • Pessoas desaparecidas (CSP, 17/12, 10h): A comissão analisa o relatório sobre a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, que aponta 82.287 casos em 2023 e desafios na padronização de dados e articulação entre órgãos. O documento sugere ampliar o cadastro nacional e investir na capacitação de agentes.
  • STF
    • Marco temporal (16/12, 14h): Duas sessões temáticas discutirão o marco temporal. Na primeira, antropólogos abordarão laudos de processos demarcatórios. Na segunda, marcada para quarta às 13h, lideranças indígenas terão espaço para expor questões relevantes às suas etnias.

Política

  • Congresso Nacional
    • Lei Orçamentária (CMO, 17/12): A comissão deve apresentar o relatório final do orçamento da União para 2025, estimado em R$ 5,8 trilhões. A proposta, que tramita como PLN 26/2024, ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para viabilizar o encerramento do ano legislativo.
  • STF
    • Responsabilidade das redes (18/12): O julgamento retoma após pedido de vista do ministro Luís Roberto Barroso. Na semana passada, o ministro Luiz Fux, relator de uma das ações, votou contra o regime que só permite responsabilizar e punir plataformas caso descumpram decisão judicial, mantendo o placar em 2×0 a favor da responsabilização das redes.

Agenda da semana da Pública é um serviço apresentado aos leitores aos domingos e segundas, concebido com base nas informações dos portais da Câmara, Senado e STF. 

Notas mais recentes

Fim da Escala 6×1 será votado no Senado em esforço concentrado antes do recesso eleitoral


Departamento de Guerra dos EUA investe 750 milhões de dólares em terras raras brasileiras


Prevenção sem repressão: Fóruns populares levam pauta de segurança pública a candidatos


Facebook não barra anúncios com desinformação sobre eleições brasileiras


Horário eleitoral gratuito começa nesta sexta-feira com apenas 4 candidatos a presidente


Leia de graça, retribua com uma doação

Na Pública, somos livres para investigar e denunciar o que outros não ousam, porque não somos bancados por anunciantes ou acionistas ricos.

É por isso que seu apoio é essencial. Com ele, podemos continuar enfrentando poderosos e defendendo os direitos humanos. Escolha como contribuir e seja parte dessa mudança.

Junte-se agora a essa luta!

Newsletter

Saiba de tudo que investigamos

Assinar
Fique por dentro

Receba conteúdos exclusivos da Pública de graça no seu email.

Assinar

Artigos mais recentes

Crise no STF após divulgação de conversas entre Moraes e Vorcaro: como chegamos até aqui?

|

André Mendonça escancara divisões na Corte ao tirar sigilo de investigação citando colega e tema deve impactar eleições

Resgates de pessoas em condição de escravidão caem no Brasil, mas disparam em SP, diz CPT

|

Em 6 meses de 2026, o estado teve mais pessoas resgatadas em condições análogas à escravidão que em todo o ano passado

Fiesp defende modelo inconstitucional de Bukele na segurança e afaga candidatos da direita

|

Candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro promete presídio “El Salvador” durante abertura de evento em São Paulo

Mansões, carros de luxo, viagens: a vida de Eduardo Bolsonaro e Figueiredo nos EUA

|

Levantamento revela que ex-deputado e influenciador mantêm vida de alto padrão nos EUA

Como a caça conservadora ao voto feminino alimenta a violência contra a mulher

|

Fragilidade, hormônios e até intelecto: movimento tenta reduzir papel da mulher em ação violenta que começa no discurso

Com auxílio-reclusão restrito, famílias de encarcerados gastam R$ 4 bi por ano em visitas

|

Enquanto uma visita a presídio chega a custar mais de mil reais, Lei Antifacção diminui o acesso a benefício

Funai revê posição adotada no governo Bolsonaro e pede suspensão da licença de Belo Sun

|

Órgão agora cobra análise de 20 comunidades ignoradas e quer suspender licença retomada na Justiça em fevereiro de 2026
Imagem mostra ícones dos aplicativos de redes sociais da Meta em celular

Meta usa influenciadores para direcionar debate sobre proteção a crianças nas redes

|

No Brasil, empresa promove ideia de que as suas ferramentas são melhor que leis que proíbam o acesso dos mais jovens

Eleitores gerados por IA fazem campanha no TikTok e põem em xeque regra do TSE

|

Vídeos criados com IA em que eleitores declaram seus votos para presidente têm 7,4 milhões de views no TikTok