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Reconhecimento facial e vigilância racista – Com Pedro Diogo Carvalho

Coordenador de Vigilância e Novas Tecnologias analisa o uso do reconhecimento facial na segurança pública brasileira

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16 de maio de 2025
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EP 168 Reconhecimento facial e vigilância racista – Com Pedro Diogo Carvalho

Coordenador de Vigilância e Novas Tecnologias analisa o uso do reconhecimento facial na segurança pública brasileira

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João Antônio Trindade Bastos, jovem negro de 23 anos, foi detido durante um jogo de futebol de seu time. Francisco Ferreira da Silva, aposentado de 80 anos, foi levado à delegacia enquanto fazia um trabalho voluntário. Ambos foram identificados e confundidos por meio de sistemas de reconhecimento facial de suas cidades. Eles só conseguiram ser liberados após a polícia confirmar o erro. Esses casos são exemplos recentes que refletem um padrão histórico de prisões injustas contra a população negra.

O aumento de programas de vigilância digital, como o Smart Sampa, lançado pelo prefeito Ricardo Nunes, na cidade de São Paulo, expõe os limites e os riscos dessa tecnologia de reconhecimento facial, especialmente quando aplicada à segurança pública. E para analisar como o uso crescente de câmeras e algoritmos têm aprofundado o racismo estrutural no Brasil, o Pauta Pública desta semana recebe Pedro Diogo Carvalho, que é coordenador de Vigilância e Novas Tecnologias no Laboratório de Políticas Públicas e Internet (LAPIN) e integrante da campanha Tire Meu Rosto da Sua Mira. Para ele, mais tecnologia não significa mais segurança, principalmente quando ela reforça desigualdades históricas e viola direitos fundamentais.

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