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Reportagem

O Rio que os cariocas querem

Movimentos populares cariocas fazem caminhada contra alterações causadas por obras da Copa; veja as matérias do Copa Pública sobre remoções e violações ao patrimônio do Rio

Reportagem
15 de março de 2013
08:00
Este artigo tem mais de 13 anos

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“A Cidade é Nossa!” É sob esse lema que o Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas convoca uma caminhada em protesto contra o modelo de cidade que vem se desenhando no Rio de Janeiro.  O ato está previsto para amanhã, dia 16, às 10h. A ideia é sair da Praça Saens Peña, na Tijuca, e caminhar até o estádio do Maracanã.

O estádio emblemático do Rio de Janeiro – destino da caminhada – simboliza agora também o novo modelo de cidade que vem se desenhando nas terras cariocas à revelia de seus habitantes. Desde 1999, os governos investiram cerca de R$ 1,5 bilhão no Maraca, em vias de ser privatizado.

O projeto da SUDERJ (Superintendência de Desportos do Rio de Janeiro) que pretende transferir o estádio à iniciativa privada prevê que o vencedor da concorrência pague R$ 153 milhões em 35 anos pelo direito de administrá-lo. Ou seja, somente ao término do tempo de concessão, cerca de 10% do valor investido no estádio desde 1999 voltará aos cofres públicos.

Caminhada sairá da Praça Saens Peña na Tijuca e irá até o Maracanã (Foto: Reprodução)

E esse não é o único motivo para o texto convocatório no Facebook, que fala em “sucateamento dos serviços públicos, venda de nosso patrimônio” e aponta para os prejuízos para as comunidades e equipamentos públicos dos cariocas nas áreas afetadas pelas obras da Copa, como o fechamento de escolas, hospitais e teatros, as remoções forçadas, o recolhimento compulsório e indiscriminado de moradores de rua, a degradação de áreas de proteção ambiental e “a relação suspeita entre governantes e empresários”, afirma o texto.

Desde o início de suas atividades, o blog Copa Pública vem acompanhando de perto a situação do Rio de Janeiro, a capital mundial de megaeventos e uma das cidades que mais vem sofrendo com as transformações provocadas pelas obras. Até o bondinho de Santa Teresa mudou – para pior segundo os moradores.

Desde dezembro de 2011, foram 18 matérias relacionadas à realização dos megaeventos no Rio, entre entrevistas, reportagens, minidocs, publicações de dossiês, etc.

A informação publicada, que ajuda a entender a mobilização no Rio de Janeiro, você encontra nesses links:

Rappers cariocas denunciam violações nos megaeventos

Luta dos moradores do Morro da Providência contra a remoção por conta do projeto do Porto Maravilha

O caso dos bondes de Santa Teresa

A visão do artista Antônio Máximo sobre as violações trazidas pelos megaeventos

Dossiê publicado pelo Comitê Popular mostra mais violações de direitos

Rappers retratam e comparam a especulação imobiliária do Rio à de Manhattan

Documentário sobre despejos e desocupações no Rio

Especialistas, jogadores e torcedores conhecidos do público dão sua visão sobre o projeto do Maracanã

O protesto da Vila Autódromo na Rio+20

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Reportagem sobre o caso da Aldeia Maracanã

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Entrevista com o advogado Abaeté Mesquita, sobre o Bonde de Santa Teresa

Ex-velocista Nelsinho expõe seu descontentamento com a provável demolição do Célio de Barros em entrevista

As impressões de um fotógrafo que documentou a luta da Vila Autódromo

O blog Copa Pública é uma experiência de jornalismo cidadão que mostra como a população brasileira tem sido afetada pelos preparativos para a Copa de 2014 – e como está se organizando para não ficar de fora.

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