Buscar
Da Redação

Atenção, repórteres: é hora de investigar o Judiciário

O concurso Microbolsas Judiciário vai distribuir cinco bolsas de R$ 5 mil para as melhores propostas de pauta sobre o tema; inscrições vão até 10/3

Da Redação
20 de janeiro de 2016
13:04
Este artigo tem mais de 10 anos
Não deixe a Publica sumir
Nos adicione como fonte preferencial no Google.

ATUALIZAÇÃO: O prazo de envio das pautas foi estendido até 10 de Março.

Num país em que mais de um terço da população carcerária está preso provisoriamente, conseguir uma audiência com o juiz costuma ser um périplo – e demora pelo menos dois meses. O que não significa que os acusados terão, afinal, acesso à Justiça: morosidade no andamento dos processos, ineficiência, parcialidade e corrupção marcam boa parte dos procedimentos judiciais no país. Em 2014, o sistema judiciário consumiu R$ 68,4 bilhões em verbas públicas, o que equivale a 1,2% do PIB e 2,3% do total dos gastos públicos, segundo o relatório Justiça em Números 2015, do Conselho Nacional de Justiça. Mesmo assim, o Judiciário começou aquele ano com 70,8 milhões de processos pendentes, número que cresce todos os anos desde 2009.

São números que mostram que, por trás do parco acesso à Justiça no Brasil, há muitas histórias a investigar. É por isso que a Pública lança hoje a sexta edição do Concurso de Microbolsas, convidando jornalistas a propor reportagens sobre o sistema judiciário. Se você é jornalista independente ou trabalha em uma redação, seja de qualquer lugar do país, inscreva-se: está na hora de investigar o terceiro poder da República.

Com apoio do Instituto Betty e Jacob Lafer, vamos distribuir bolsas no valor de R$ 5 mil para as cinco melhores propostas de pauta sobre o tema. As propostas podem abordar todos os níveis do sistema judiciário, incluindo as repartições federais, estaduais, militares, trabalhistas, eleitorais, ministérios públicos, conselhos, defensorias.

As inscrições vão até o dia 10 de março e devem ser feitas através deste formulário. Vale ler aqui também o regulamento.

As 5 pautas vencedoras receberão orientação e mentoria das diretoras da Pública ao longo da apuração. No final, serão publicadas no nosso site e na nossa rede de republicadores.Divulgacao_judiciario_2.1

O que são as microbolsas

Desde 2011 promovemos concursos de microbolsas para repórteres independentes. O projeto tem como objetivo fomentar o jornalismo independente e investigativo no país, apoiando repórteres que nem sempre encontram espaço nas redações para reportagens aprofundadas. Ao todo, as cinco edições anteriores distribuíram R$ 89 mil em microbolsas e financiaram 20 reportagens.

Os microbolsistas passam por um processo de aprendizagem e orientação no qual a estratégia de apuração e produção é acompanhada e discutida com os editores da Agência Pública, visando a excelência da reportagem proposta.

Três investigações realizadas através do projeto foram premiadas: “Severinas”, minidocumentário de Eliza Capai, foi finalista do Prêmio Gabriel García Márquez 2014; “Cadeias indígenas na ditadura”, reportagem de André Campos, foi finalista do Prêmio Iberoamericano de Periodismo 2014; e “Jovens negros na mira de grupos de extermínio na Bahia”, de Lena Azevedo, recebeu menção honrosa no Prêmio Abdias do Nascimento 2013. Em 2015, reportagens ganhadoras de microbolsas foram publicadas pelos jornais Zero Hora (RS) e O Povo (CE).

Não é todo mundo que chega até aqui não! Você faz parte do grupo mais fiel da Pública, que costuma vir com a gente até a última palavra do texto. Mas sabia que menos de 1% de nossos leitores apoiam nosso trabalho financeiramente? Estes são Aliados da Pública, que são muito bem recompensados pela ajuda que eles dão. São descontos em livros, streaming de graça, participação nas nossas newsletters e contato direto com a redação em troca de um apoio que custa menos de R$ 1 por dia.

Clica aqui pra saber mais!

Se você chegou até aqui é porque realmente valoriza nosso jornalismo. Conheça e apoie o Programa dos Aliados, onde se reúnem os leitores mais fiéis da Pública, fundamentais para a gente continuar existindo e fazendo o jornalismo valente que você conhece. Se preferir, envie um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.

Vale a pena ouvir

EP 74 Datacenters, IA e o tal do apocalipse

Se a IA pode até não nos matar, os datacenters podem nos fazer pagar mais caro na conta de energia

0:00

Leia de graça, retribua com uma doação

Na Pública, somos livres para investigar e denunciar o que outros não ousam, porque não somos bancados por anunciantes ou acionistas ricos.

É por isso que seu apoio é essencial. Com ele, podemos continuar enfrentando poderosos e defendendo os direitos humanos. Escolha como contribuir e seja parte dessa mudança.

Junte-se agora a essa luta!

Newsletter

Saiba de tudo que investigamos

Assinar
Fique por dentro

Receba conteúdos exclusivos da Pública de graça no seu email.

Assinar

Artigos mais recentes

Policiais candidatos fazem autopromoção no YouTube e podem lucrar com violência e machismo

|

Estudo estima monetização de 15 influenciadores; agente eleito não pode se apresentar como policial, diz governo de SP

Bolsonaristas capturam perfis nas redes para inflar apoio religioso a Mendonça

|

Contas no Instagram trocam de nome para enaltecer juiz e simular apoio popular — prática conhecida como ‘astroturfing’

Mãe que perdeu o filho para as bets pede proibição em encontro com Lula

|

Professora mineira foi ouvida pelo presidente após reportagem da Pública motivar projetos de lei e investigação no MPF

Câmeras, IA e repressão unem candidatos dos estados com polícias mais letais do país

|

Esquerda, direita e extrema direita propõem mais tecnologia e inteligência na segurança, mas ignoram violência policial

Ministra Cármen Lúcia dá o tom do dia no STF: “não garantimos o rigor que deveríamos”

|

Sessão do Supremo para avaliar se Alexandre de Moraes seria investigado acaba com pedido de vista e troca de farpas

Na urna com o ex: Rivais históricos se unem por espaço e poder nas eleições 2026

|

Antigos adversários superam críticas, ideologias e até acusações de crimes para disputar voto do eleitor em outubro

Espionado por Mendonça em 2020, professor vê “natureza golpista” em atuação de ministro

|

Luiz Eduardo Soares conta como foi monitorado por ordem do atual ministro do STF e critica instrumentalização da Corte