AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO

Íntegra da resposta de Greenhalgh, enviada por email

Leia a íntegra da resposta de Greenhalgh à Pública

“Em primeiro lugar, repilo absolutamente o título de que sou ‘informante’ da Embaixada dos Estados Unidos, com o sentido de ser colaborador, assessor ou braço norte-americano no Brasil – só faltava essa!

Nunca me reuni com oficiais políticos do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo, nem em 2007 nem em qualquer tempo. E sempre que estive nas cercanias do Consulado ou da Embaixada dos Estados Unidos foi para participar de atos de protestos.

Esse WikiLeaks, na verdade, ao invés de revelar fatos da diplomacia norte-americana, está virando um antro de fofocas e mentiras. Posso assegurar que essa é a hipótese de agora. Em 2007, eu já não era deputado federal, já tinha retornado às minhas atividades como advogado, em São Paulo, e já tinha me afastado de reuniões políticas.

Em segundo lugar, meu nome foi usado indevidamente por esses e-mails, na tentativa de dar mais peso à idéia da direita de criminalizar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e acusar o governo de financiar suas ‘atividades ilícitas’.

Sou um militante permanente no combate às tentativas de criminalização dos movimentos sociais. Portanto, o e-mail diz exatamente o contrário do que eu penso.

Por fim, jamais fui convidado para ocupar cargo na Secretaria de Direitos Humanos. Apoiei o ministro Paulo Vanucchi abertamente, em todas suas propostas, especialmente, àquela de criar a Comissão da Memória e da Verdade.

Jamais fiz críticas ao Ricardo Berzoini, quer como presidente do PT quer como deputado. Muito ao contrário. Fui um dos mais ativos na recondução dele à presidência do PT – ele próprio é testemunha disso.

Portanto, o conteúdo desses e-mails é absolutamente inverídico, só servindo para ser uma tentativa de estabelecer cizânias e desconfianças nas relações políticas entre companheiros. Não passarão!”

Tags: ,

Comentários

Opte por Disqus ou Facebook

  • Joanilson

    Hummmm… sei. Vamo fingir que é verdade, Greenhalgh.

  • Rodrigo

    Vejamos:

    1. “informante com o sentido de ser colaborador, assessor ou braço norte-americano no Brasil”. Bem, o sentido de ser “informante” é claro o suficiente. Ser informante é ser informante.

    2. “Nunca me reuni com oficiais políticos do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo”. Teria sido em outro lugar? Teria sido com outros que não “oficiais políticos”?

    3.”conteúdo inverídico”. Essa é difícil: todo conteúdo inverídico é falso? Parece que no vacabulário de Greenhalgh, não. Existe o conteúdo verdadeiro, o conteúdo inverídico e, então, o conteúdo falso. Muitas vezes, no Brasil, o terceiro está incluído.

Anatomia de um crime 6

, | por | 23 de março de 2017

Repórter da Pública percorre a história do Maracanã, patrimônio cultural destruído com autorização do Iphan e abandonado pelo poder público depois de mais de R$ 1,3 bilhão gasto em obras suspeitas de alimentar a corrupção

Pobre sai, rico fica

Pobre sai, rico fica 2

| por | 16 de março de 2017

A Justiça trata de maneira “diferenciada” os ricaços que têm mansões perto do Jardim Botânico – entre eles, o atual secretário de Habitação do Rio, Índio da Costa