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Agência de Jornalismo Investigativo

Confira o regulamento do concurso que vai distribuir cinco microbolsas para a produção de reportagens sobre Criança e Água. O projeto – parceria entre a Agência Pública e o Instituto Alana – é voltado a jornalistas freelancers e independentes.

15 de abril de 2015
Crianças se banham na bica de água na favela Monte Azul, São Paulo. Foto de Joseh Sillva

Objetivos

A Pública, primeira agência de jornalismo investigativo sem fins lucrativos do Brasil, tem como missão incentivarproduzir e difundir conteúdo jornalístico de qualidade pautado pelo interesse público, resgatando o papel do jornalismo como ferramenta da sociedade.

Buscando qualificar o debate democrático sobre temas importantes para o país, a Pública trabalha para estimular a produção e a cobertura de pautas que contribuam para a transparência pública, a justiça social e a defesa intransigente dos direitos humanos.

O projeto das microbolsas de reportagem investigativa faz parte dos esforços para alcançar esses objetivos gerais, com o foco específico nos repórteres que pretendem produzir jornalismo investigativo independente, inovador e em sintonia com as oportunidades que o momento atual oferece.

Destina-se, portanto, a jornalistas com experiência em reportagem e interesse em trabalhar com temas de interesse público de maneira independente, sem vínculo de exclusividade com veículos de mídia.

O Instituto Alana, organização da sociedade civil e sem fins lucrativos que reúne projetos na busca pela garantia de condições para a vivência da plena infância, é co-organizadora desta edição do Concurso de Microbolsas para Reportagens dentro do tema Criança e Água.

Inscrições

Os projetos apresentados por jornalistas profissionais, diplomados ou não, com comprovada experiência em realização de pautas de maneira independente, são elegíveis a 5 (cinco) microbolsas no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para produção de reportagem investigativa.

As inscrições devem ser feitas até o dia 15 de maio através do formulário http://goo.gl/aMZET4. Os responsáveis pela proposta receberão a confirmação das suas inscrições por e-mail.

As propostas de reportagem inscritas podem ter um ou mais autor, devidamente identificados.

A Agência Pública se compromete a não divulgar os projetos de reportagem.

 Como se inscrever

O projetos inscritos devem, de acordo com os requisitos do formulário, conter todas as seguintes informações:

a) pequena biografia do jornalista proponente focada na experiência profissional, com link de reportagens investigativas realizadas de maneira independente. Se for necessário o proponente pode enviar links para arquivos em PDF;

b) proposta de pauta inédita detalhada: 1. Pesquisa inicial; 2. Contexto, 3: Possíveis fontes.

c) plano de trabalho, incluindo tempo de pesquisa, viagens, métodos jornalísticos a serem empregados e produtos a serem entregues (texto, fotos, vídeo, infográficos);

d) uma referência profissional com telefone de contato;

e) plano de orçamento, incluindo todos custos (passagens, transportes, diárias) e o pagamento do repórter, na proporção que ele escolher.

 Do julgamento

A avaliação final que selecionará os melhores projetos inscritos será realizada por uma Comissão Julgadora, composta pelas Diretoras da Agência Pública, Marina Amaral e Natalia Viana, Carolina Pasquali, diretora de Comunicação do Instituto Alana, e Renato Godoy, pesquisador do Instituto Alana.

A Comissão Julgadora levará em conta os seguintes critérios:

– consistência na pré-apuração;

– originalidade e relevância da pauta;

– experiência do repórter e capacidade de realizar reportagens de forma independente;

– segurança e viabilidade da investigação;

– recursos e métodos jornalisticos a serem utilizados.

Da premiação

Os projetos selecionados serão apresentados no dia 21 de maio de 2015 no site da Pública e do Instituto Alana, e os finalistas receberão também uma comunicação por e-mail acompanhada de um termo de compromisso que deve ser assinado e devolvido à Agência Pública.

O termo de compromisso não constitui vínculo empregatício, nem a Pública e o Instituto Alana se responsabilizam por quaisquer questões de saúde, previdência ou impostos por parte dos vencedores durante a produção do trabalho.

Os vencedores receberão metade da verba total (R$ 2.500) a título de adiantamento e a segunda metade depois da realização da reportagem. O pagamento do repórter fica a seu critério, de acordo com o plano de trabalho.

O prazo de realização da reportagem será definido no momento da assinatura do termo de compromisso com os proponentes das reportagens selecionadas. No caso do projeto não ser concluído o vencedor deverá devolver integralmente o valor recebido.

Os premiados farão reunião de planejamento/acompanhamento das reportagens com as coordenadoras da Agência Pública regularmente, em datas a serem combinadas. As reuniões podem ser realizadas remotamente. Na impossibilidade desse contato – viagens para locais distantes por exemplo – serão fixadas novas datas, sem exceder o prazo máximo de 10 dias.

Caso a pauta apresente risco à segurança do repórter/equipe, serão discutidas soluções em conjunto com as coordenadoras da Agência Pública, podendo, inclusive, levar à suspensão da reportagem.

A Pública se reserva o direito de editar o conteúdo final das reportagens em contato com o repórter, dentro do espírito colaborativo que vigora na organização.

Respeitadas todas as etapas previstas nesse regulamento e no projeto de investigação jornalística, depois da publicação da reportagem, os selecionados receberão um certificado de participação no projeto Microbolsas Pública.

Os recursos das Microbolsas podem ser utilizados para pagamento de salários e gastos com viagens e pesquisas, por exemplo, da maneira que os propositores decidirem.

As reportagens geradas pelas propostas vencedoras serão publicadas ou levadas no site da Agência Pública e seus republicadores.

Os autores cederão à Agência Pública o direito sobre o conteúdo publicado, que pode ser reproduzido em outros produtos (livro, web, cd etc.). As reportagens serão registradas com licença Creative Commons e, portanto, todas as reportagens poderão ser republicadas livremente por outros veículos sem ferir direitos autorais. A divulgação será planejada em parceria com os autores.

Para dúvidas ou mais informações: 11 3661-3887.

 

Jornalismo Investigativo

O objetivo deste Concurso é estimular e facilitar a produção do jornalismo investigativo independente no Brasil. Àqueles que querem saber mais sobre o conceito de jornalismo investigativo, a Pública recomenda a leitura da compilação feita pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo em comemoração aos seus 10 anos. Clique aqui para ler as definições reunidas pela Abraji.

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