Agência de Jornalismo Investigativo
23 de junho de 2017

 

 

 

O porto do Rio de Janeiro tem um passado rico e cheio de histórias que vão além do que está nos livros escolares. Esse é o foco do primeiro aplicativo da Agência Pública para dispositivos móveis, o Museu do Ontem.

O aplicativo é mais um lançamento dos LABs – Laboratórios de Inovação em Jornalismo, realizados na Casa Pública, no Rio de Janeiro. Ele mistura jornalismo, arte, tecnologia e uma pitada de “Pokemon Go” para levar ao púbico uma nova visão sobre a área onde foi instalado o Porto Maravilha, um dos símbolos da Olimpíada no Rio.

Com o app, você pode ser o investigador desse passado secreto, desde a chegada de dom João VI até os escândalos recentes de corrupção da Lava Jato. Com certeza, ninguém vai ver o Porto Maravilha da mesma maneira!

Foi ali que desembarcou a família real portuguesa em 1808; que a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, em 1888, acabando com a escravidão; e onde foi proclamada a República, em 1889. Mas foi ali também que funcionou o maior porto negreiro das Américas, que recebeu mais de 700 mil negros escravizados, e onde o presidente João Goulart fez o comício da Central, usado como desculpa para o golpe militar de 1964.

Esses e outros fatos podem ser descobertos ao explorar o porto a pé com o app, guiado pelo mapa atual e também por um mapa de 1830. Mas atenção! Para viver a experiência do Museu no Ontem você precisa estar na área portuária do Rio.

Diferentemente de outros aplicativos, o Museu do Ontem não permite aumentar, diminuir ou mover o mapa. O aplicativo mostra somente o que está realmente próximo a você. Para descobrir os segredos do porto, você deve ir até o local mais próximo marcado no mapa. Quanto mais você andar, mais partes do mapa serão conquistadas. O aplicativo foi criado pelas jornalistas da agência em parceria com o desenvolvedor holandês Babak Fakhamzadeh e conta com ilustrações da artista Juliana Russo e narrações da cantora Anelis Assumpção.

Para quem não está no Rio de Janeiro, o app permite fazer um “tour virtual”. No menu lateral, o usuário pode clicar em “Tour Virtual”, e então poderá caminhar onde estiver. A cada 50 metros caminhados, o usuário consegue acessar uma nova história. O usuário pode selecionar entre três tours: Tour do Terror, Tour do Samba e Tour da Corrupção.

Baixe aqui o aplicativo no Google PlayE aqui na AppStore

Encontre segredos como

  1. O primeiro e ainda esquecido porto de escravos do Rio de Janeiro
  2. A propina de Eduardo Cunha
  3. O golpe de falsificar cavalos de raça usado por dom Pedro I
  4. O estudante assassinado pela ditadura que foi levado em cortejo pelo centro do Rio
  5. As vigas de aço que sumiram na demolição da Perimetral
  6. O centro de tortura da ditadura que ainda hoje funciona como sede da polícia

 

Mais recentes

Ministério de Direitos Humanos recebe quatro denúncias contra policiais militares por dia

19 de julho de 2018 | por

Nos últimos sete anos, Disque 100 recebeu 7.856 denúncias, com 9.496 vítimas

Condenação dos 23 é recado para impedir novas mobilizações, diz Eloisa Samy

18 de julho de 2018 | por

A advogada condenada a 7 anos de prisão por sua participação nas jornadas de junho de 2013 conversou com a Pública sobre a sentença

Clamor por justiça

17 de julho de 2018 | por

A jornalista britânica Jan Rocha, que foi correspondente da BBC durante o regime militar, traz um trecho inédito do livro recém-lançado sobre grupo de apoio às famílias perseguidas pelas ditaduras latino-americanas

Explore também

Mino Carta conta a Copa de 50: “A Fifa não era esta coisa vergonhosa”

7 de março de 2012 | por

O jornalista e diretor de redação da Carta Capital cobriu o evento quando tinha 15 anos para veículos italianos: “O Brasil era o país ideal”

As pegadas do BNDES na Amazônia

15 de outubro de 2013 | por e

Parceria entre Agência Pública e O Eco vai mapear o aumento dos investimentos do BNDES em projetos de infraestrutura na região. Obras financiadas pelo banco são acusadas de disfarçar impactos ao meio ambiente, populações indígenas e trabalhadores.

O Google e o tráfico de mulheres

21 de maio de 2012 | por

Duas congressistas americanas resolveram fazer perguntas difíceis ao gigante de buscas na internet