Buscar
Nota

Ibama apreendeu antenas Starlink em 3 terras indígenas e garimpos ilegais em 4 estados

30 de julho de 2024
11:00
Este artigo tem mais de 2 anos
Não deixe a Publica sumir
Nos adicione como fonte preferencial no Google.

O Ibama informou ao Ministério Público Federal em Manaus (MPF-AM) que apreendeu 35 antenas da Starlink, a empresa do bilionário sul-africano Elon Musk, em terras indígenas de quatro estados da Amazônia (Amazonas, Mato Grosso, Pará e Roraima).

Houve apreensões em três terras indígenas ocupadas ilegalmente por invasores (Yanomami, Apyterewa e Sararé) e em garimpos “sem licença” em Japurá, São Paulo de Olivença e Tabatinga, três municípios do Amazonas.

O número se refere apenas às apreensões feitas pelo órgão ambientalista de abril de 2023 a 1º de junho de 2024. Conforma a Agência Pública revelou no mês passado, a Casa de Governo, mantida pelo governo federal em Boa Vista (RR) para coordenar a operação de retirada dos garimpeiros invasores da Terra Indígena Yanomami, contabilizou a apreensão de 50 antenas Starlink de março a julho de 2024.

Mapa dos estados da Amazônia legal mostra a quantidade de usuários da Starlink por região e a quantidade de antenas da empresa que foram apreendidas pelo Ibama

A informação sobre as 35 apreensões foi comunicada pelo presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, ao procurador da República André Luiz Porreca Cunha, de Manaus (AM), que em maio passado determinou a abertura de um inquérito civil com o objetivo de investigar o uso das antenas Starlink pelas quadrilhas de garimpeiros e invasores de terras indígenas e unidades de conservação na Amazônia.

Nesta segunda-feira (29), a Pública revelou ainda que a empresa não tem colaborado com o Ibama, órgão responsável pela repressão aos crimes ambientais. 

Consultado pelo MPF, o presidente do Ibama respondeu por ofício que as antenas se tornaram “instrumentos utilizados para a prática das infrações ambientais”, destinadas “a viabilizar e facilitar a comunicação das pessoas que se encontram nas frentes de lavra ilegal com pessoas localizadas nas cidades, o que possibilita a organização da logística, o envio de suprimentos e mantimentos, bem como toda a articulação necessária para viabilizar a continuidade do crime ambiental”.

“Todas as antenas possuem número de série. Contudo o acesso aos dados cadastrais a partir do número de série não está disponível ao Ibama, o que inviabiliza constatar a autoria das infrações. A Dipro/Ibama não tem conhecimento de qualquer tipo de contribuição [da Starlink para as ações do Ibama]”, escreveu Agostinho no ofício enviado ao MPF.

Edição:
Matheus Pigozzi/Agência Pública

Notas mais recentes

Departamento de Guerra dos EUA investe 750 milhões de dólares em terras raras brasileiras


Prevenção sem repressão: Fóruns populares levam pauta de segurança pública a candidatos


Facebook não barra anúncios com desinformação sobre eleições brasileiras


Horário eleitoral gratuito começa nesta sexta-feira com apenas 4 candidatos a presidente


Governos de 4 estados não aderem a esforço nacional de combate a roubos de celulares


Leia de graça, retribua com uma doação

Na Pública, somos livres para investigar e denunciar o que outros não ousam, porque não somos bancados por anunciantes ou acionistas ricos.

É por isso que seu apoio é essencial. Com ele, podemos continuar enfrentando poderosos e defendendo os direitos humanos. Escolha como contribuir e seja parte dessa mudança.

Junte-se agora a essa luta!

Newsletter

Saiba de tudo que investigamos

Assinar
Fique por dentro

Receba conteúdos exclusivos da Pública de graça no seu email.

Assinar

Artigos mais recentes

Como a caça conservadora ao voto feminino alimenta a violência contra a mulher

|

Fragilidade, hormônios e até intelecto: movimento tenta reduzir papel da mulher em ação violenta que começa no discurso

Com auxílio-reclusão restrito, famílias de encarcerados gastam R$ 4 bi por ano em visitas

|

Enquanto uma visita a presídio chega a custar mais de mil reais, Lei Antifacção diminui o acesso a benefício

Funai revê posição adotada no governo Bolsonaro e pede suspensão da licença de Belo Sun

|

Órgão agora cobra análise de 20 comunidades ignoradas e quer suspender licença retomada na Justiça em fevereiro de 2026
Imagem mostra ícones dos aplicativos de redes sociais da Meta em celular

Meta usa influenciadores para direcionar debate sobre proteção a crianças nas redes

|

No Brasil, empresa promove ideia de que as suas ferramentas são melhor que leis que proíbam o acesso dos mais jovens

Eleitores gerados por IA fazem campanha no TikTok e põem em xeque regra do TSE

|

Vídeos criados com IA em que eleitores declaram seus votos para presidente têm 7,4 milhões de views no TikTok

O método: como a extrema direita ataca professores para engajar eleitores

|

Gravações clandestinas e ataques online evidenciam como docentes são explorados politicamente desde 2022

Investigados por desinformação e tentativa de golpe seguem ativos nas redes em 2026

|

Ao menos dez alvos de inquéritos no STF e TSE em eleições passadas continuam publicando sobre o pleito deste ano

Tingir o chão de sangue: propostas de Renan Santos para segurança vão contra Constituição

|

Candidato do MBL defende prisão, mortes e vingança em discurso emocional contra a violência

Partido da farda: número de candidatos policiais ou militares passa de 1,2 mil

|

Bancada de policiais no Legislativo direciona recursos para a Polícia Militar, enquanto resolução de crimes segue baixa