Agência de Jornalismo Investigativo

Leia a íntegra da resposta de Greenhalgh à Pública

5 de agosto de 2011

“Em primeiro lugar, repilo absolutamente o título de que sou ‘informante’ da Embaixada dos Estados Unidos, com o sentido de ser colaborador, assessor ou braço norte-americano no Brasil – só faltava essa!

Nunca me reuni com oficiais políticos do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo, nem em 2007 nem em qualquer tempo. E sempre que estive nas cercanias do Consulado ou da Embaixada dos Estados Unidos foi para participar de atos de protestos.

Esse WikiLeaks, na verdade, ao invés de revelar fatos da diplomacia norte-americana, está virando um antro de fofocas e mentiras. Posso assegurar que essa é a hipótese de agora. Em 2007, eu já não era deputado federal, já tinha retornado às minhas atividades como advogado, em São Paulo, e já tinha me afastado de reuniões políticas.

Em segundo lugar, meu nome foi usado indevidamente por esses e-mails, na tentativa de dar mais peso à idéia da direita de criminalizar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e acusar o governo de financiar suas ‘atividades ilícitas’.

Sou um militante permanente no combate às tentativas de criminalização dos movimentos sociais. Portanto, o e-mail diz exatamente o contrário do que eu penso.

Por fim, jamais fui convidado para ocupar cargo na Secretaria de Direitos Humanos. Apoiei o ministro Paulo Vanucchi abertamente, em todas suas propostas, especialmente, àquela de criar a Comissão da Memória e da Verdade.

Jamais fiz críticas ao Ricardo Berzoini, quer como presidente do PT quer como deputado. Muito ao contrário. Fui um dos mais ativos na recondução dele à presidência do PT – ele próprio é testemunha disso.

Portanto, o conteúdo desses e-mails é absolutamente inverídico, só servindo para ser uma tentativa de estabelecer cizânias e desconfianças nas relações políticas entre companheiros. Não passarão!”

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