Apoie!

Seja aliada da Pública

Seja aliada

Agência de Jornalismo Investigativo

Assista ao bate-papo com Kim Ives e Dan Coughlin, jornalistas especialistas em cobrir o Haiti que foram responsáveis pela publicação dos documentos do WikiLeaks no país.

20 de dezembro de 2011
10:55

Na semana passada mais um escândalo se abateu sobre a missão brasileira no Haiti. Oito soldados brasileiros teriam espancado dois haitianos na capital, Porto Príncipe.

É mais uma escândalo para uma população que já tem mostrado sinais de revolta contra a longa presença da ONU no país. Em setembro diversos protestos aconteceram na capital, pouco depois de um vídeo vazar para a internet mostrando o suposto estupro de um jovem haitiano por soldados uruguaios. Em novembro, uma ONG de direitos humanos processou a ONU por levado a epidemia de cólera para o Haiti. A doença já atingiu 500 mil pessoas e matou mais de 6.600.

Diante de tantas denúncias, a Pública conversou com dois jornalistas que cobrem de perto o Haiti. Eles foram os responsáveis pela publicação dos documentos do WikiLeaks no país.

“Com o tempo o cinismo e desprezo pela ONU viraram hostilidade e raiva”, diz Kim Ives. “O problema da cólera agora está gravíssimo”. Kim Ives cresceu num bairro haitiano em Nova York e cobre o Haiti desde 1983, quando dirigiu o premiado documentário “Bitter Cane”, filmado secretamente durante a ditadura de Baby Doc. Hoje é editor do jornal independente Haiti Liberté.

“Foi uma negligência criminosa por parte da ONU que levou a uma epidemia que afetou 5% de toda a população. Quando isso aconteceu, eles deveriam agir rapidamente para conter o problema. Mas não agiram. Foram irresponsáveis duas vezes”, completa Dan Coughlin, colaborador do jornal americano The Nation.

 

 

Seja aliada da Pública

Faça parte do nosso novo programa de apoio recorrente e promova jornalismo investigativo de qualidade. Doações a partir de R$ 10,00/mês.

Mais recentes

“Não há segurança de que o ouro do seu anel não seja clandestino”, diz procurador do MPF

18 de setembro de 2019 | por e

Luís de Camões Boaventura explicou à Pública o descontrole da cadeia econômica do ouro paraense, que movimenta ilegalmente seis vezes mais recursos que o mercado legal

Exclusivo: as empresas que servem de ‘“barriga de aluguel” dos agrotóxicos

17 de setembro de 2019 | por e

Levantamento inédito revela que 75 empresas transferiram permissões de venda de 326 produtos agrotóxicos; processo é legal mas pode servir para “especulação”

Sínodo da Amazônia revela sagacidade política do papa

16 de setembro de 2019 | por

Essa é a explicação que se ouve dentro dos muros do Vaticano sobre a convocação da reunião no próximo outubro em Roma, que vem fazendo barulho entre os cardeais