Apoie!

Seja aliada da Pública

Seja aliada

Agência de Jornalismo Investigativo

Doze anos após os ataques, o FBI se encarrega de reavivar a memória dos soldados mais jovens

2 de setembro de 2013

Os jovens soldados de Guantánamo estavam na pré-escola quando ocorreu o ataque de 11 de setembro. E o governo americano está fazendo questão de saber se os ataques terroristas estão vivos na memória deles.
O FBI passou a instruir os soldados de Guantánamo sobre os ataques e como eles estão ligados à prisão na ilha cubana onde trabalham. No momento, cinco detentos estão sendo julgados por envolvimento no 11/09 . Há outros 161 prisioneiros que também são mantidos no cárcere, mesmo já estando livres para serem transferidos.

A apresentação inclui detalhes sobre os sequestros de aviões, vídeos do World Trade Center e gravações feitas ao serviço de emergência por pessoas que estavam nas torres gêmeas .

Tivemos acesso, após um pedido via lei de acesso à informação, a oito páginas de slides, das 17 usadas pelo FBI durante as apresentações. Demos entrada com o pedido após uma reportagem do Huffington Post que citava essas aulas, dizendo que elas “levavam muitos participantes às lágrimas”.

A apresentação está qualificada como “sujeita à aplicação da lei” e o FBI disse que reteve nove slides para proteger táticas policiais.

O áudio e os videoclipes usados nas aulas foram originalmente usados como provas na acusação de Zacarias Moussaoui, que atualmente cumpre a pena de prisão perpétua numa cadeia do Colorado por conta da sua participação nos ataques. (Os clipes estão armazenados num site do tribunal que aconselha a discrição do ouvinte)

Porta-vozes do FBI e do Exército não responderam aos pedidos por mais detalhes sobre as aulas, portanto não é claro com qual frequência as aulas acontecem ou quando elas começaram. Os slides liberados não mostram nada sobre os atuais detentos, então não sabemos como o FBI relaciona esses presos com o episódio de 11 de setembro.

Seja aliada da Pública

Faça parte do nosso novo programa de apoio recorrente e promova jornalismo investigativo de qualidade. Doações a partir de R$ 10,00/mês.

Leia a reportagem original , em inglês, no site do ProPublica.

Comentários de nossos aliados

 Ver comentários

Esta é a área de comentários dos nossos aliados, um espaço de debate para boas discussões sobre as reportagens da Pública. Veja nossa política de comentários.

Carregando…
Você precisa ser um aliado para comentar.
Fechar
Só aliados podem denunciar comentários.
Fechar

Explore também

Andrew Jennings: “Agora o Teixeira tem que renunciar à FIFA”

14 de março de 2012 | por

Em entrevista à Pública o jornalista britânico Andrew Jennings, responsável por denúncias de propinas milionárias pagas a Ricardo Teixeira, comemora a renúncia do ex-presidente da CBF

Dentro da floresta, a Vale tem pressa

25 de novembro de 2012 | por

Com a exploração da intocada Serra Sul da Floresta Nacional de Carajás, a Vale expande suas atividades na Amazônia e promete dobrar a produção em quatro anos

Mais recentes

“Tenho acesso direto aos assessores de Mourão”, diz presidente do Clube Militar

25 de maio de 2019 | por

Às vésperas da manifestação pró-governo, general Eduardo Barbosa defende a ditadura militar, a economia liberal de Paulo Guedes e até Flávio Bolsonaro, investigado no caso Queiroz: “Causa estranheza ao se ver tanta relevância no caso”

Manifestações podem definir futuro de Bolsonaro no Congresso

24 de maio de 2019 | por

A Pública conversou com parlamentares sobre a crise entre governo e Congresso; ceticismo predomina, mas o resultado das ruas no dia 26 terá peso decisivo no futuro dessas relações

Dois anos do massacre de Pau D’Arco: mandantes ainda impunes e ameaça de despejo

24 de maio de 2019 | por

Em entrevista à Pública, a advogada Andréia Silvério, da CPT de Marabá, conta que os sobreviventes da chacina que vitimou dez trabalhadores ocupantes da fazenda Santa Lúcia em Pau D’Arco (PA) não receberam nenhum apoio do Estado, e que novos conflitos são iminentes

Login para aliados

Participe e seja aliado.

Fechar