Agência de Jornalismo Investigativo

Foram escolhidas cinco pautas entre 86 inscrições vindas das cinco regiões do Brasil

23 de março de 2016

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A Pública começou o ano convocando repórteres independentes de todo o Brasil a pensar em pautas investigativas sobre o poder judiciário brasileiro. No dia 20 de janeiro abrimos nosso sexto concurso de microbolsas, um projeto que já distribuiu mais de 90 mil reais para jornalistas independentes e financiou 20 reportagens investigativas.

Nesta edição, apoiada pelo Instituto Betty e Jacob Lafer, recebemos 86 inscrições. Dessas, cinco foram escolhidas e receberão 5 mil reais cada uma para realizar a reportagem, além de receber o apoio, mentoria e edição da Pública. As propostas de pauta vieram das cinco regiões do país. Os inscritos estão distribuídos em 31 cidades de 11 estados e Distrito Federal.

Veja abaixo quem são os vencedores e acompanhe a Pública para ler as reportagens sobre o poder judiciário!

Tânia Calliari – Graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (1992). Foi repórter e diretora de programa de divulgação científica da TV Viçosa, da Universidade Federal de Viçosa, entre 1994 e 1997. Trabalhou como redatora na editoria de Internacional do jornal O Tempo, em Belo Horizonte (MG), entre 1997 e 1999. Foi repórter da editora Manifesto entre 2001 e 2014, das revistas Reportagem (2001¬2005) e Retrato do Brasil (2006¬2014). Foi indicada em 2013 por um júri de 60 jornalistas para o Troféu Mulher Imprensa da revista Imprensa. Desde 2015 realiza pesquisas jornalísticas para roteiros de ficção da produtora Acere.

Vinícius Assis – Em 2014 foi um dos palestrantes do Congresso da Abraji, em SP. Falou sobre a série “E aí, vereador?”, que, em 18 meses, investigou 24 Câmaras de vereadores do sul do RJ. O trabalho resultou em cassação e afastamento de vereadores, servidores públicos e foi feito com apoio do Ministério Público Estadual, que abriu pelo menos duas investigações após reportagens da série. Idealizou este projeto assim que voltou da Espanha, onde morou por quase um ano para fazer uma especialização em Jornalismo Investigativo e análise de dados públicos. Trabalhou na Globo News e nas duas afiliadas da TV Globo no interior do RJ (InterTV e TV Rio Sul).

Luiz Guilherme de Almeida – Jornalista formado pela UFMG, decidido a produzir grandes reportagens e a atuar como jornalista investigativo. Escolhido na academia por professores para produzir reportagens de fôlego investigativo e criação de revista eletrônica. Escreveu o livro-reportagem “…que acenda a primeira pedra. Ecos da Cracolândia de BH”, a ser publicado pela Crivo Editorial.

Manuela Andreoni e João Antônio Barros – Manuela Andreoni é formada pela UFRJ em 2012 e trabalha como repórter assistente na sucursal carioca do jornal canadense The Globe and Mail. Seu trabalho já foi publicado em diversos veículos, como O Globo, IG, Agência EFE e Sunday Times, além das revistas eletrônicas Roads & Kingdoms e Risca Faca.

O jornalista João Antônio Barros tem 30 anos de profissão. Seu trabalho é focado na apuração de reportagens sobre direitos humanos, corrupção política e policial. Trabalhou por 24 anos no Jornal O Dia, do Rio de Janeiro. Ao longo da carreira recebeu 28 prêmios jornalísticos nacionais e internacionais, entre eles: Esso, Embratel, Líbero Badaró e Vladimir Herzog. O repórter foi um dos mais jovens a receber o prêmio Maria Moors Cabot Prize, oferecido pela prestigiada Universidade de Columbia, em Nova Iorque.

Fernanda Canofre – Formada em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo (UPF) e Mestre em História pela Universidade de Coimbra (UC). Já trabalhou com telejornalismo (TV Pampa/RedeTV), jornalismo online (G1 RS, globoesporte.com, Sul21) e impresso (VICE; Folha de SP, Estadão, O Globo e World Policy Journal). Depois de dois anos e meio vivendo em Portugal, onde concluiu mestrado e trabalhou como tradutora freelancer, voltou ao jornalismo e ao Brasil para contar histórias que importam.

Parabéns aos vencedores!

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