AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO

Sede de África

Na quarta reportagem do Especial África, o diplomata Celso Amorim conta como e por que o Brasil desembarcou na África nesse século 21

É um Celso Amorim informal o que nos recebe em seu apartamento em Copacabana, iluminado pela tarde de verão. Longe de governos e dos rituais de sua profissão, o ex-chanceler e ex-ministro da Defesa respondeu abertamente às perguntas da Pública com bom humor e pragmatismo. Não assumiu a defensiva nem quando questionado a respeito da relação do país com governos autoritários, como o de Angola.

“O planeta Terra é  um grande condomínio, eu não posso ficar escolhendo meus vizinhos”, brincou. “Todos aqueles que partiram para impor o bem, causaram mais mal do que bem. Exemplos recentes: Iraque, Líbia…”

Orgulhoso de ter participado da aproximação entre Brasil e África no governo Lula, defende a política adotada pelo ex-presidente, de apoiar as empresas brasileiras na África. “Se você está apoiando uma empresa brasileira em relação a uma chinesa ou uma russa ou uma norte-americana é o que todos os países fazem!”. E garante: ganhar dinheiro não era a prioridade do Brasil no continente africano.

“Haviam razões comerciais também, mas eu não diriam que elas predominaram. Elas eram importantes um pouco até para satisfazer o apetite da mídia brasileira”, disse, afirmando que havia um “racismo subconsciente” que apontava como inútil a aproximação entre Brasil e África.

Confira a entrevista concedida em outubro de 2015 a Eliza Capai, Marina Amaral e Natalia Viana.

Entrevista Celso Amorim_Final from Agência Pública on Vimeo.

[relacionados]

Tags: , , , ,

Comentários

Opte por Disqus ou Facebook

A última viagem de Ernesto

A última viagem de Ernesto

| por | 9 de outubro de 2017

Em entrevista feita há seis anos, amigo de infância conta detalhes da personalidade e da viagem que fez pela América Latina com Che Guevara, morto há 50 anos

Dia de tiroteio no Alemão

Dia de tiroteio no Alemão 2

| por , | 29 de setembro de 2017

Uma avó não consegue buscar os netos na escola; duas mães que perderam seus filhos – um era trabalhador, outro traficante. Os repórteres Alejandra S. Inzunza e José Luis Pardo acompanharam as agruras dos moradores do complexo carioca, onde acontece um tiroteio a cada 30 horas

Supremas relações

Supremas relações 8

| por | 18 de setembro de 2017

Processo trabalhista revela acesso à cúpula do Judiciário em troca de patrocínio de eventos de site jurídico. Gilmar Mendes tem conversa exposta em que trata sobre projetos de seu IDP