Hospedada na Casa Pública durante um mês, a diretora de arte colombiana participou dos laboratórios de inovação da Pública

Hospedada na Casa Pública durante um mês, a diretora de arte colombiana participou dos laboratórios de inovação da Pública

31 de maio de 2016
19:31
Este texto foi publicado há mais de 3 anos.

No dia 11 de abril de 2016, às 7:00 horas da manha, Olga Lucía Lozano saltou do táxi que a trouxe do aeroporto internacional do Rio de Janeiro à Rua Dona Mariana, em Botafogo. Apesar de arrastar uma mala pequena para fora do carro, a jornalista e diretora de arte chegou à Casa Pública com uma cabeça cheia de grandes ideias.

Diretora de arte colombiana que participou dos laboratórios de inovação da Casa Pública
Diretora de arte colombiana que participou dos laboratórios de inovação da Casa Pública

Ganhadora do primeiro prêmio Gabriel Garcia Marquez em Jornalismo e Inovação em 2013, a artista colombiana foi, entre outras coisas, co-fundadora do site inovador “La Silla Vacia”, que cobre política no país latinoamericano.

[relacionados]

Em um quarto um tanto escondido nos fundos da casa, Lozano se instalou e montou o escritório onde permaneceu trabalhando até o final de abril.

A convite da Agência Pública, a diretora de arte veio dar início a uma das principais frentes de atuação da Casa Pública: os LABs, laboratórios de inovação.

Esses grupos de trabalho têm como objetivo produzir investigações interativas que usam tecnologia e arte para transformar a maneira como se conta uma história.

A desenvolvedora de sites e designer colombiana Lorena Parra e os repórteres da Agência Pública Jessica Mota e Bruno Fonseca se juntaram a Lozano para dar vida ao projeto. Lozano volta em junho para ficar mais três semanas elaborando o conceito do primeiro laboratório de inovação com o grupo.

Além de fundar um site e atuar como diretora de arte e design, Lozano coordena campanhas artísticas como o “Proyecto Rosa”, uma inciativa multi-platforma sobre uma defensora de direitos humanos que foi ameaçada de morte.

Uma artista multifacetada, Olga não consegue reduzir o seu trabalho a apenas uma frase. “Não sou tão jornalista, não sou tão artista, não sou nada disso! Sou um híbrido de tudo isso. Sou vários pedacinhos pequenos de tudo. E é isso que eu vim fazer aqui, trazer um pouquinho desses pedacinhos de conhecimento que tenho e vamos ver se funciona!”

Em video, Lozano se apresenta aos leitores da Pública:

O resultado desse trabalho sai dia 20 de julho. Aguardem!

Seja aliada da Pública

Que tal participar da luta contra as fake news sobre coronavírus? Apoie a Pública. A sua contribuição se transforma em jornalismo sério e corajoso, com impactos reais.

Mais recentes

Especialistas apontam semelhanças entre os 300 de Sara Winter e grupos fascistas europeus

28 de maio de 2020 | por e

Filme “300”, que inspira acampamento bolsonarista também é referência para grupos racistas e neonazistas; como os europeus, o grupo brasileiro apela à desobediência civil e à violência

“Quanto maior o colapso do governo, maior a virulência da guerra cultural”, diz pesquisador da Uerj

28 de maio de 2020 | por

Para o professor João Cezar de Castro Rocha, uma visão revanchista e revisionista da história brasileira moldou Bolsonaro e os bolsonaristas; é essa narrativa que justifica a criação e eliminação de inimigos em série enquanto, ao mesmo tempo, torna impossível governar

“O Brasil poderá ser conhecido como o país que enraizou o negacionismo científico”, diz Nicolelis

27 de maio de 2020 | por

Para evitar uma catástrofe, o renomado neurocientista Miguel Nicolelis afirma que é o momento de adotar medidas drásticas contra o coronavírus: lockdown em locais onde a ocupação dos hospitais esteja acima de 80%, acompanhado de um auxílio econômico que, de fato, permita às pessoas ficar em casa