AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO

Senador Wilder Morais escorrega ao afirmar que desarmamento não reduz violência

Na justificativa de seu novo projeto de lei, o congressista do PP atribui o aumento dos homicídios à ineficácia da entrega de armas pela população

O senador Wilder Morais (PP-GO), autor do PL 224/2017 (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

“De acordo com dados constantes do Atlas da Violência de 2017, estudo elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o número de homicídios cometidos com armas de fogo saltou de 33.419 em 2005 para 41.817 em 2015, um aumento de mais de 25%, o que denota o fracasso da tese que sustenta ser o desarmamento da população civil uma das soluções para a redução da violência no Brasil.” –Wilder Morais (PP-GO), senador, em texto de justificativa do PL 224/2017, divulgado em 14 de julho

Um projeto de lei que visa a autorizar a aquisição de armas de fogo por residentes de áreas rurais está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado desde 14 de julho. A proposta apresentada pelo senador Wilder Morais (PP) altera a Lei nº 10.826, conhecida como Estatuto do Desarmamento. Na justificativa, Morais afirma que estatísticas do Atlas da Violência comprovariam “o fracasso da tese que sustenta ser o desarmamento da população civil uma das soluções para a redução da violência no Brasil”.

O Truco – projeto de checagem da Agência Pública – entrou em contato com o senador para solicitar a fonte da informação apresentada na justificativa. A assessoria de imprensa do parlamentar apenas reiterou que os dados provêm de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mas não explicou como tais números comprovam a ineficácia do desarmamento da população.

No entanto, um pesquisador do próprio Ipea afirma que tal conclusão é incorreta, já que há outras estatísticas que demonstram justamente a eficiência do estatuto na redução da violência. Portanto, o Truco classifica a frase com o selo “Distorcido”, já que dados corretos foram usados para produzir uma falsa interpretação da realidade.

O senador cita em seu projeto o Atlas da Violência 2017, publicado em junho pelo Ipea. O estudo de fato mostra que 41.817 pessoas sofreram homicídio em decorrência do uso das armas de fogo no ano de 2015. Morais também acerta o número de homicídios por arma de fogo em 2005 e o aumento percentual em dez anos. No entanto, o senador não inclui em sua justificativa outro dado recente: entre 2014 e 2015, último ano que a pesquisa abrange, os homicídios por arma de fogo caíram 2,2% no país.

Além disso, o estudo também atesta que “há uma larga literatura internacional que mostra que a proliferação da arma de fogo acarreta um aumento na taxa de homicídios na sociedade”. Essa argumentação é contrária à apresentada por Morais. O documento destaca que “conforme indicam as pesquisas científicas, a difusão das armas de fogo é um elemento crucial que faz aumentar os homicídios” e, por esse motivo, é necessário “aprimorar o controle de armas no país” e “restringir os canais que permitem que a arma entre ilegalmente no país”. Segundo o Atlas, no período imediatamente posterior à aprovação do Estatuto de Desarmamento, entre 2003 e 2007, houve redução nas mortes por armas de fogo no Brasil.

Em entrevista ao Truco, Daniel Cerqueira, pesquisador do Ipea e um dos responsáveis pela pesquisa, explica que a conclusão é inversa à do senador. Em sua tese de doutorado, vencedora do 33º Prêmio BNDES de Economia, Cerqueira demonstra matematicamente que a proliferação de armas de fogo é um fator crucial para o aumento da criminalidade. “Um aumento de 1% na difusão de armas de fogo nas cidades causa um crescimento muito maior, de cerca de 2%, na taxa de homicídios do município”, diz.

Cerqueira destaca que é indispensável avaliar o efeito das armas nos índices de criminalidade de forma científica. “Existem vários fatores que influenciam na violência, desde taxas de escolaridade até a proliferação do tráfico de drogas. A violência pode aumentar ou diminuir de acordo com esses aspectos, e isso não tem nada a ver com a eficácia do desarmamento”, esclarece. “É necessário isolar esses fatores em estudos sérios para concluir qual é, de fato, o efeito da arma de fogo nas taxas de criminalidade. Nossos legisladores não podem se basear em ilações pueris como essa, mas em métodos científicos.”

O autor da pesquisa do Ipea cita ainda um manifesto assinado por 56 pesquisadores, entre brasileiros e estrangeiros, contra o desmantelamento do Estatuto do Desarmamento, publicado em setembro de 2016. “Estudos científicos que lograram abordar esse problema de forma estatisticamente adequada geraram evidências empíricas robustas sobre a relação entre armas de fogo e violência. Esses estudos, conduzidos em inúmeras instituições de pesquisa domésticas e internacionais, levam à conclusão inequívoca de que uma maior quantidade de armas em circulação está associada a uma maior incidência de homicídios cometidos com armas de fogo”, conclui o manifesto.

Um relatório feito pela Fundação Friedrich Ebert em parceria com o Instituto Sou da Paz, divulgado em 2015, traz outros dados que sugerem os bons resultados das campanhas de desarmamento. O documento atesta que “entre 1993 e 2003 a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, cometidos com armas de fogo, crescia aproximadamente 6,9% ao ano”, mas, a partir de 2004, “houve uma clara reversão de tendência, com o crescimento caindo para 0,3% ao ano”. E conclui: “O Estatuto do Desarmamento foi um fator importante para reverter o crescimento acelerado das mortes por arma de fogo no Brasil.”

Outro relatório, este do Ministério da Saúde, também publicado em 2015, aborda o efeito do estatuto na redução de óbitos por armas de fogo. O ministério conclui que “o primeiro fator apontado nas análises como significativo na redução dos homicídios no Brasil foi o impacto da criação do Estatuto do Desarmamento e das ações de recolhimento de armas nos óbitos por armas de fogo”.

O Truco apurou que a análise de diversos estudos não corrobora a tese apresentada pelo senador na justificativa de seu projeto de lei. Assim, a reportagem classifica o trecho redigido por Wilder Morais como “Distorcido”, já que dados do Ipea mencionados estão corretos mas foram usados para projetar uma falsa interpretação da realidade.

Entenda mais sobre a metodologia e sobre os selos de classificação adotados pelo Truco no site do projeto. Sugestões, críticas e observações sobre esta checagem podem ser enviadas para o e-mail truco@apublica.org ou para o nosso WhatsApp: (11) 96488-5119.

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Comentários

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  • Augusto Sousa

    Os dados são números. As interpretações é que mudam. Nesse caso, em particular, o senador cita uma fonte (ipea). Já os outros entrevistados citam fontes genéricas. È evidente que outros fatores podem contribuir para a diminuição ou aumento dos homicídios, como a efetiva atuação policial, haja visto o aumento de prisões nesse período.
    A campanha pelo armamento consciente da população se fundamenta na ” auto defesa”. De nada adianta esses estudos para um cidadão que perdeu familiar vítima de arma de fogo, em especial em ato criminoso.

    • nataliaviana

      Oi Augusto, a fonte principal é o próprio pesquisador do IPEA que foi responsável pelo estudo, e não “fontes genéricas”. Um abraço,

      • Henrique

        O estudo do doutor Cerqueira utilizou dados de homicídios do estado de São Paulo entre 2001 e 2007. Nesse período a taxa de homicídios manteve-se em queda desde o inicio da serie histórica em 2001, dois anos antes do Estatuto do Desarmamento. Essa informação por si só sugere que a diminuição se deve a uma politica do governo estadual da qual a própria criação da base de dados faz parte. Nesse caso a elasticidade média de 2,0 obtida pelo pesquisador estaria desconsiderando a influência das ações do governo do estado.
        A queda no crescimento dos homicídios por armas de fogo é atribuída ao sucesso do Estatuto, no entanto, o que houve foi uma troca de papeis. Estados do sudeste diminuíram suas taxas enquanto estados do norte e nordeste sofreram um aumento em seus índices. Isso deixa claro que o aclamado declínio no crescimento das taxas de homicídios não é um fenômeno nacional como era de se esperar de uma legislação federal, mas o resultado de fatores regionais em estados de maior peso demográfico. São Paulo teve, entre 2005 e 2015, suas taxas de homicídio por armas de fogo reduzidas em 50%, já Sergipe viu as taxas subirem mais de 200%. Mas são Paulo tem 20 vezes a população do estado nordestino e a variação significou 2699 homicídios a menos em 2015 se comparado com 2005, enquanto em Sergipe o aumento foi de 790. Se Minas Gerais tivesse feito sua parte, o Brasil teria um decréscimo da taxa de homicídios por arma de fogo ainda que diversos estados apresentem crescimento acima de 100%. Uai! Num tem Estatuto do desarmamento por aqui???
        Como o Augusto disse: “Os dados são números. As interpretações é que mudam.” O pesquisador do IPEA valeu-se dos dados para o estado de São Paulo pela qualidade dos mesmos, tais dados mostram valores em queda desde 2001, com uma aparente estabilização a partir de 2008, e então uma nova queda em 2015. Mas os valores apresentados pelo Atlas demonstram que a realidade paulista está bem longe de ser unânime pelo país. O próprio Cerqueira afirma que inúmeros fatores influenciam na violência, some isso ao fato de que o Estatuto veio em paralelo com politicas regionais especificas nos locais onde ocorreu a diminuição das taxas de crimes e o resultado é um estatuto cuja eficácia é bastante questionável.

        • Handerson Gleber

          O_O

          Falou tudo e um pouco mais…..

          depois desse comentário, o selo “distorcido” deveria ser dado a reportagem, afinal, de todos os dados apresentados a única conclusão que se pode chegar é que não há evidencias suficientes tanto para demonstrar que o desarmamento funcionou quanto que fracassou.

          Diante deste vazio científico, eu sou tendente a apoiar a liberação da arma de fogo para população, pois creio que a auto defesa seja um direito de todo ser humano, Inclusive a autodefesa contra um eventual Estado ditador e opressor.

      • OldKnight100

        O selo distorcido deve ser dado para vocês. A população dos EUA tem uma taxa de posse de armas enorme e taxas de crimes bem menores que no Brasil. Não é simplesmente desarmar a população que vai fazer cair a violência. Site lixo esse de vocês.

        • Ataíde

          Pelo pouco que estou vendo, esse site está realmente deixando a desejar. Passa mesmo a impressão de um considerável viés esquerdista na “apuração”. Eu mesmo sou esquerdista, ou centro-esquerdista (não sou pró-Lula e não saio xingando todo mundo de fascista), mas a realidade em si não tem “lado”, e os fatos não vão sempre bater com as soluções idealizadas por um lado ou outro.

          Não é como se o fracasso de uma política associada a um “lado” fosse invalidar todos os valores morais/ideológicos, e não houvesse nada em que contribuir na busca de soluções ou em outras questões.

          Ao mesmo tempo, o viés esquerdista em “ajustes” e maquiagens da realidade só ajuda a reforçar o discurso direita de “fatos alternativos”, de “fake news”. Se a ideia era combater essa tendência de adesão a fontes alternativas altamente enviesadas, estão dando um tiro no próprio pé.

    • Guilherme

      como assim, os estudos não adiantam? concordo com tuas primeiras frases, mas acho que está mais do que na hora de superar o fator emocional para se pensar em possíveis soluções, por mais difícil que pareça. por exemplo: um familiar teu foi morto em ato criminoso, logo, tua solução é armar a população, pois assim ela poderá se defender. é totalmente compreensível que tu esteja inconformado com a situação e tenha sede de justiça, mas com base em que evidências se pode afirmar que essa solução será mais eficaz do que qualquer outra?

  • Marcio Ramos

    Gostaria de ver alguma pesquisa ou reportagem feita em lugares onde a população tem armas eou se arma e o efetivo policial é insuficiente. Conheço alguns lugares assim no Brasil. Por exemplo Tutoia no MA e Baía da Traição na PB, nas ilhas em Cameta no PA e as margens do Rio Tapajos no PA. No mais desarmar a população só pode ser bom se desarmarem os privilegiados que andam armados e impunes, como exemplo políticos e a turminha do Judiciário.

  • Seubem Cucara

    Lendo os comentários vejo que esse povinho não tem jeito mesmo… melhor, tem “jeitinho”. O desarmamento não salvou vida alguma, pelo contrário matou milhares. Essa política de virar a bunda para o bandido coitadinho excluído socialmente é um desastre. As armas estão liberadas! Mais do que nunca, afinal lei de desarmamento é ótima para quem não cumpre lei alguma. Herói é quem reage à violência. Quando a vida for o preço, saibam que ela não tinha garantias, quantos foram assassinados sem esboçar reação? Herói NACIONAL, é quem reage e por infelicidade morre. Algumas poucas vezes bandidos tem sorte, invariável, todos os latrocidas são melhores quando estão enterrados.

  • Aladir Monteiro Junior

    É engraçado como a falta de capacidade que pessoas como vocês os midiotas, massa de manobra que se intitula defensor de políticas de direita que na verdade nem sabem o significado disso, têm de forma obsessiva de falar o termo ” dando o cu” ( que é sem acento), ou fumar maconha, ou que não trabalha,. Das duas, uma. Ou vocês adoram ser ou fazer o que vocês dizem o que os outros fazem, ou vocês tem um sério problema cognitivo, talvez mental devido a incapacidade de raciocinar e ter um bom argumento. Triste é ter pessoas como vocês que são responsáveis por empresas fecharem, e ter 14 milhões de desempregados. Continuem assim, batam panela para tirar os próprios empregos e direitos.

    • William PR

      Bom Aladir, respeito sua posição, vivemos uma democracia e como democracia a alternância de poderes é fundamental, desta forma eu creio e aposto na candidatura e vitória de Jair Bolsonaro, pois se analisar a possibilidade dele conseguir esse feito está maior do que a do Lula, que responde na Justiça e está pela bola 8.
      Maaaaaaaaaaaaaaaas é como já diz aquela famosa frase: ” Discutir com petista é como jogar xadrez com pombo. Ele vai derrubar as peças, cagar no tabuleiro e ainda estufar o peito cantando vitória. ”

      Espero que nosso país saia dessa situação e que saia pela direita, pois se sair pela esquerda, temos um EXEMPLO escancarado ao nosso lado a VENEZUELA com aquele governo bolivariano, de esquerda e estadista o mesmo modelo de governo que o PT e outros partidos e instituições desejam para o nosso país.

      Tudo de bom!

      • Kevin

        O problema na Venezuela não é ser um governo de esquerda, mas sim um governo num país polarizado. Se você pensa que existem apenas pessoas contra o Maduro na Venezuela você ta enganado. Muitos jovens mortos em manifestações são chavistas. Mesmo se o governo fosse de direita, o problema ia ser o mesmo, já que a polarização lá é grande. Mesmo sendo esquerdista, eu acredito que a saída pro Brasil agora é um governo centralista e não um governo polarizado. Se Lula ou Bolsonaro ganharem é capaz de o Brasil se tornar uma Venezuela.

        • dnt

          Mas espera aí! Quem apóia as ações de Maduro é o PTzão e não Jair Bolsonaro. O que acontece na Venezuela não tem nada a ver com a polarização, mas com um ditador que usa desse papo de polarização para justificar seu atos autoritários. Quanto as mortes, quem eu vi atirando nos manifestantes foram as forças de Maduro, quem atirou naqueles que foram votar contra a constituinte de Maduro foram os chavistas. Você pode perceber nas mãos de quem o Brasil poderá se tornar uma Venezuela, quando observa o discurso desse povo da CUT, da maluca da Gleissi Hoffman ou de Benedita da Silva, todos os regimes fascistas buscaram armar os apoiadores e desarmar os contrários, para que não houvesse resistência ao regime atuante

  • Felipe Martins

    O problema básico dessa questão: armamento – redução/aumento de homicídios está nas pessoas que acreditam que liberando geral a questão das armas, as pessoas poderão “se defender”. Esquecem que não são o Charles Bronson em “Desejo de Matar”.

    • Kevin

      São criancinhas que acham que vai ser igual no Counter Strike, que é só puxar a arma no mesmo segundo e dar um tiro na cabeça. Esquecem o fator estresse, o e fator de física. Acham que vai ser fácil dar um tiro certeiro de primeira numa situação de medo kkk

  • Fernando Eduardo Gonçalves

    Arma de fogo mata muito mais aqueles que não tem arma de fogo. Tem que mandar esses “pesquisadores” ir para a rua, principalmente nas grandes cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo.

  • Roberto

    A agência deveria era defender o respeito a decisão dos milhões de brasileiros que optaram por permitir a produção e porte de arma, e não esta fraude que foi o estatuto do desarmamento, que jogou à própria sorte a vida de milhões de brasileiros.

  • Mateus Sartori

    Algumas pessoas querem andar armada? Mas o que elas vão ganhar com isso? Poder matar o assaltante que rouba um celular, ou o algoz em uma briga de transito? As pessoas que querem andar armadas, mas não sabem manusear as armas. Entendo a revolta das pessoas com a violência nas cidades. Vejo alguns argumentos extremamente de baixo nível. Um assunto tão sério como segurança pública e sempre nivelado por baixo, e só reduzido a esse assunto de esquerda e direita. Penso que segurança, educação, saúde são assuntos universais e não só de esquerda ou de direta. Na minha opinião, quem ganha com a população armada é somente a industria armamentista, a rica “bancada da bala” do congresso nacional. Acredito que esse tipo de prática só irá aumentar a violência e o acidente com armas, principalmente com crianças. E o bandido, ao ver que a pessoa está armada, pode matá-la para não morrer primeiro. E os acidentados com armas, muitos vão parar aonde, no SUS, uma coisa leva a outra.A agência truco só faz a análise do discurso dos políticos, por que não aceitar isso. Eles mentem sim. Distorcem sim, mas ” A gente acredita no que quer acreditar”

    • Thiago h

      A ”RICA” bancada da bala está longe de ser tão rica quanto a bancada da mala.

  • Max C.

    Mermão, vocês passaram vergonha.

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