Buscar
Agência de jornalismo investigativo
Checagem

Cunha e derrubada de vetos. Não é bem assim!

“O governo não teve uma vitória apertada, teve uma quase derrota apertada, 251 a 132 é uma derrota”, afirmou Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, em entrevista coletiva na quarta-feira (19)

Checagem
20 de novembro de 2015
09:00
Este artigo tem mais de 10 anos

Nos adicione como fonte preferencial no Google.

Exagerado, distorcido ou discutível
não é bem assim m laranja

O resultado da votação do veto do reajuste do Judiciário foi de fato apertado, mas isso não significa que houve uma “quase derrota” do governo, como afirmou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). No caso do aumento dos servidores do Judiciário, a maior parte dos parlamentares tentou derrubar o veto, mas não conseguiu. Logo, esse grupo foi derrotado na sua intenção de garantir a reposição salarial, não o governo – ainda que a diferença entre os votos necessários tenha sido muito pequena. Foram feitas sucessivas tentativas. ao longo de meses, para que a questão fosse analisada com um resultado favorável para a União. E foi isso que aconteceu.

Há mais de dois meses o Executivo vem tentando desarmar a chamada “pauta-bomba”, um conjunto de medidas aprovadas pelo Congresso que geraria despesas não previstas e provocaria um profundo impacto nas contas públicas. A votação desse e de outros vetos na terça e na quarta-feira só foi possível depois de se fazer uma reforma ministerial e distribuição de cargos, numa tentativa de recompor a esfacelada base de apoio parlamentar. Por isso, os analistas têm opinião diferente da de Eduardo Cunha.

O resultado da votação no Congresso foi a manutenção de 12 vetos e a derrubada de apenas dois: um deles permitirá a impressão dos votos em urnas eletrônicas e vai gerar uma despesa de R$ 1,8 bilhão, enquanto o outro manteve um prazo de 15 dias para os repasses de 70% do valor dos depósitos judiciais, pelos bancos, a estados e municípios e ao Distrito Federal. Como a maioria dos vetos foi mantida, isso foi considerado uma vitória do governo para recompor a sua base de apoio.

Não é todo mundo que chega até aqui não! Você faz parte do grupo mais fiel da Pública, que costuma vir com a gente até a última palavra do texto. Mas sabia que menos de 1% de nossos leitores apoiam nosso trabalho financeiramente? Estes são Aliados da Pública, que são muito bem recompensados pela ajuda que eles dão. São descontos em livros, streaming de graça, participação nas nossas newsletters e contato direto com a redação em troca de um apoio que custa menos de R$ 1 por dia.

Clica aqui pra saber mais!

Truco

Este texto foi produzido pelo Truco, o projeto de fact-checking da Agência Pública. Entenda a nossa metodologia de checagem e conheça os selos de classificação adotados em https://apublica.org/truco. Sugestões, críticas e observações sobre esta checagem podem ser enviadas para o e-mail truco@apublica.org e por WhatsApp ou Telegram: (11) 99816-3949. Acompanhe também no Twitter e no Facebook. Desde o dia 30 de julho de 2018, os selos “Distorcido” e “Contraditório” deixaram de ser usados no Truco. Além disso, adotamos um novo selo, “Subestimado”. Saiba mais sobre a mudança.

Leia de graça, retribua com uma doação

Na Pública, somos livres para investigar e denunciar o que outros não ousam, porque não somos bancados por anunciantes ou acionistas ricos.

É por isso que seu apoio é essencial. Com ele, podemos continuar enfrentando poderosos e defendendo os direitos humanos. Escolha como contribuir e seja parte dessa mudança.

Junte-se agora a essa luta!

Assine nossas newsletters
Fique por dentro

Artigos mais recentes

Pantanal entra oficialmente na rota da aridez, aponta plano do governo

|

Cientistas alertam que é preciso uma mudança na forma como o país produz alimentos e maneja a pecuária

Fuga de Flávio abre caminho para bolsonarismo abraçar políticos para além do sobrenome

|

Para Especialistas derrota eleitoral enfraquece herdeiros do ex-presidente, mas não elimina força política do movimento

‘Primavera Brasileira’: como ato de estudantes virou onda global contra extrema direita

|

Marcha em Niterói iniciou efeito borboleta progressista que contou com fandoms e Janones e hoje inspira outros países
Brasília (DF), 07/12/2025 - O Levante Mulheres Vivas realiza ato na área central de Brasília para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres

‘O sistema do Estado é horrível’: Caraguatatuba é campeã em violência contra a mulher

|

A jornada de duas vítimas de violência doméstica em busca de acolhimento e justiça no litoral norte de São Paulo
Crianças brincam em rua do Complexo da Penha e Alemão

Um ano após chacina, as crianças da Penha precisam voltar a ser crianças

|

Enquanto políticos que apoiaram operação foram eleitos, moradores pedem olhar humano para comunidade

A fuga de Flávio Bolsonaro: a verdadeira rota que levou o senador de Brasília até Miami

|

Muita desinformação sobre o paradeiro do candidato derrotado circulou, mas ele só saiu do Brasil às 22h50 de terça (27)

Bolsonaristas fogem da Justiça e se espalham por ao menos quatro países

|

Só nos EUA, estão Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Allan dos Santos e Alexandre Ramagem

Parlamentares dos EUA cobram Meta por tratamento desigual a Lula

|

Bernie Sanders e 12 deputados questionaram a empresa sobre interferência eleitoral no Brasil

As decisões favoráveis de Mendonça à Hapvida após encontro com executivo na Alemanha

|

Instituto fundado pelo ministro do STF organizou evento que reuniu empresários, lobistas e até advogado de Vorcaro

Com “exército” de Janones, Lula consegue virada inédita e é reeleito presidente

|

Mobilização nas redes sociais ajuda a explicar redução da abstenção e feito sem precedentes