Agência de Jornalismo Investigativo

Pyaegua – o povo Kaiowa e Guarani reage à intolerância religiosa

25 de outubro de 2022

Videorreportagem denuncia ataques de neopentecostais aos rezadores kaiowa e guarani e seus templos

URGENTE 

Nosso repórter Luan Iturve,  indígena Guarani-Nhandeva e autor do video “Pyaegua – o povo Kaiowa e Guarani reage à intolerância religiosa”, recebeu ameaças por parte de membros de uma das igrejas evangélicas exibidas na reportagem. Com a segurança de Luan em risco, decidimos retirar o vídeo do ar enquanto tomamos as providências cabíveis. Lamentamos o episódio tão revelador da intolerância religiosa retratada na reportagem. 

A Agência Pública lança a videorreportagem Pyaegua – o povo Kaiowa e Guarani reage à intolerância religiosa, fruto de projeto proposto pelos comunicadores indígenas Luan Iturve e Valdinéia Jorge.

A reportagem aborda os constantes ataques de neopentecostais aos rezadores kaiowa e guarani nos últimos anos. Uma onda de incêndios contra casas de reza tradicionais tem sido a face mais visível da intolerância religiosa de grupos formados por indígenas convertidos que passam a demonizar as manifestações tradicionais de seu próprio povo. O vídeo também mostra como o movimento das mulheres kaiowa e guarani tem atuado para denunciar e enfrentar o problema.

Conheça os autores

Luan Iturve

Indígena da etnia Guarani-Nhandeva, nasceu na cidade de Juti e atualmente mora em Dourados, no Mato Grosso do Sul. É estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), ator, cineasta, músico, fotógrafo e cineclubista. Desde de 2018 vem se dedicando ao audiovisual.

@luanIturve

Valdinéia Jorge

Yvyraija Nhandesy Valdineia Kunha Poty, conhecida também como Valdinéia Jorge, tem 34 anos, é professora e mãe. Atualmente estuda licenciatura em educação na Universidade Federal da Grande Dourados, na área de ciências da natureza. Mora na TI Panambizinho em Dourados, MS. Desde 2019 acompanha a intolerância religiosa contra os guaranis e kaiowás.

A videorreportagem é o primeiro produto do edital Microbolsas Pública – Repórteres Indígenas, que em 2022 selecionou cinco projetos de comunicadores indígenas relacionados às diversas ameaças que hoje assolam os mais de 300 povos originários existentes no país e seus territórios tradicionais. Os proponentes selecionados receberam apoio financeiro e orientação de jornalistas da Agência Pública para realizarem seus projetos.

Precisamos te contar uma coisa: Investigar uma reportagem como essa dá muito trabalho e custa caro. Temos que contratar repórteres, editores, fotógrafos, ilustradores, profissionais de redes sociais, advogados… e muitas vezes nossa equipe passa meses mergulhada em uma mesma história para documentar crimes ou abusos de poder e te informar sobre eles. 

Agora, pense bem: quanto vale saber as coisas que a Pública revela? Alguma reportagem nossa já te revoltou? É fundamental que a gente continue denunciando o que está errado em nosso país? 

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