Agência de Jornalismo Investigativo

Na sétima entrevista da série, Julian Assange conversa com integrantes do movimento Occupy de Londres e Nova York sobre as origens, as propostas e os resultados das manifestações

14 de novembro de 2012

Em busca de ideias que podem mudar o mundo, Julian Assange convocou alguns ativistas dos movimentos Occupy de Londres e Nova York para conversar sobre estratégias de mobilização, protestos que utilizam práticas de não-violência e o caso específico do Occupy, suas origens e rumos.

Em meados de 2011, uma  organização canadense fez o seguinte desafio aos norte-americanos “Ocupem Wall Street em 17 de setembro. Tragam suas barracas”. Inspirados por movimentos como a Primavera Árabe e o 15M espanhol, centenas de pessoas ocuparam, num primeiro momento, uma praça no coração financeiro do EUA, em Wall Street. A Zucotti Park foi rebatizada de “Liberty Square”.

Auto-intitulado como um movimento de resistência sem líderes, o Occupy Wall Street (OWS)  adotou e dependeu das ferramentas de comunicação online para coordenar suas ações. A intenção original do OWS, assim como do 15M, era diferente da Primavera Árabe: o que se propunha, inicialmente, era uma reflexão profunda sobre o sistema econômico e político. “Nós não só temos uma crise financeira global, mas temos uma crise política global porque nossas instituições não funcionam mais”, defende um dos participantes.

Sua principal estratégia foram as assembleias gerais para tomar decisões – nomes como Slavoj Zizek e Noam Chomsky participaram delas. Há quem acredite foi justamente isso que gerou uma violenta repressão policial em todo o mundo, quando o movimento se esaplhou para mais de cem cidades.  “Acho que por estar lá e exercer de forma direta o processo democrático, representávamos uma ameaça e a polícia teve que responder”, diz, na entrevista, um dos participantes do Occupy de Nova York.

Um ano depois, a pergunta segue sendo essencial: e agora?

Assista a entrevista a seguir, ou clique aqui para baixar o texto na íntegra.

https://youtube.com/watch?v=HoGyDzFl2ZM

 

Republicadores da série O Mundo Amanhã:

Anonymous Brasil * Agora Sustentabilidade * Baixa Cultura * Blog Brasil Acadêmico * Coletivo Catarse * Coletivo Digital * Desculpe a Nossa Falha * Diário de S. Paulo * DVeras em rede * EBCEstadão Online * Estado de Minas * Felipe Cabral * Jornal Informação * Jornal Mercadão *Nota de Rodapé * Opera Mundi * Papo de Homem * Portal Administradores * Portal Desacato *Revista Babel * Revista Fórum * Revista Samuel * Revista Sina * TV Unochapecó * TVT *Yahoo Brasil

Mais recentes

“O tempo do Judiciário é incompatível com qualquer tempo do ser humano”

17 de agosto de 2018 | por

Ex-ministra do STJ Eliana Calmon afirma que faltou a Lava Jato chegar ao Poder Judiciário e que CNJ se transformou em um órgão de controle que não funciona

Truco nos Estados

15 de agosto de 2018 | por

Acompanhe nossa cobertura das eleições governamentais. São 31 jornalistas checando os candidatos a governador em 7 estados!

No Pará, famílias expulsas pela Vale agora brigam contra a Hydro

15 de agosto de 2018 | por

Para apostar na agricultura tradicional, comunidade do Tauá enfrentou a vigilância de drones, destruição das casas e poluição tóxica

Explore também

A retomada do território

20 de março de 2018
Contraditório

Volta da CPMF. Aécio em crise!

18 de setembro de 2015 | por

“Não é aceitável (…) a volta da CPMF, o famoso imposto sobre transações financeiras que a sociedade já tinha se mostrado contra na sua última tentativa de renovação, em 2007.” – Aécio Neves (PSDB-MG), senador, em nota divulgada no site do PSDB na segunda-feira (14)

A era Trump e a negação da verdade

11 de janeiro de 2017 | por

Em entrevista, Simon Romero, correspondente do New York Times no Brasil, revê os erros da imprensa americana e disseca o novo governo: “vai ser um ministério basicamente de bilionários, banqueiros e generais”