Agência de Jornalismo Investigativo

“No último dia 5, segunda-feira, Estados Unidos, Japão e mais dez países, incluindo três da América Latina, assinaram um acordo multilateral extraordinário, o Tratado Trans-Pacífico, abrangendo 40% da economia mundial, e o Brasil ficou fora de novo.” – Darcísio Perondi (PMDB-RS), deputado federal, na quarta-feira (14), no plenário

16 de outubro de 2015
16:48
Este texto foi publicado há mais de 7 anos.

ta certo m laranjaApesar de o Brasil não estar entre os signatários do Tratado Trans-Pacífico (TPP), nada impede que o país entre no acordo posteriormente. Essa possibilidade foi inclusive levantada na quarta-feira (14) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. O TPP, no entanto, tem sido bastante criticado por violar os direitos humanos, ameaçar a liberdade da internet e até mesmo reduzir salários.

Em entrevista a jornalistas depois de participar de um seminário, o ministro Monteiro afirmou que isso dependeria de um consenso com os outros integrantes do Mercosul e os empresários. “O Brasil poderá amanhã aderir a esse acordo, por que não? Mas é preciso que o país construa as bases para poder fazer esse movimento. Essa questão não está colocada em uma perspectiva de curto prazo, mas nós não descartamos”, disse, segundo reportagem da Folha.

De acordo com a organização Public Citizen, apenas cinco dos 29 capítulos do TPP tratam de comércio. Todo o processo foi feito em segredo, sem participação da sociedade civil dos países signatários, e os termos acertados não são públicos. O acordo facilita a migração de corporações para países que pagam salários mais baixos do que os Estados Unidos, por exemplo.

Há também capítulos que aumentam o controle sobre direitos autorais, segundo uma versão do documento vazada pelo WikiLeaks. Isso ocorre porque as empresas passam a ter mais ferramentas para processar pessoas que compartilhem filmes ou músicas. O TPP também dá poder a investidores internacionais em eventuais disputas com os governos.

Precisamos te contar uma coisa: Investigar uma reportagem como essa dá muito trabalho e custa caro. Temos que contratar repórteres, editores, fotógrafos, ilustradores, profissionais de redes sociais, advogados… e muitas vezes nossa equipe passa meses mergulhada em uma mesma história para documentar crimes ou abusos de poder e te informar sobre eles. 

Agora, pense bem: quanto vale saber as coisas que a Pública revela? Alguma reportagem nossa já te revoltou? É fundamental que a gente continue denunciando o que está errado em nosso país? 

Assim como você, milhares de leitores da Pública acreditam no valor do nosso trabalho e, por isso, doam mensalmente para fortalecer nossas investigações.

Apoie a Pública hoje e dê a sua contribuição para o jornalismo valente e independente que fazemos todos os dias!

Truco

Este texto foi produzido pelo Truco, o projeto de fact-checking da Agência Pública. Entenda a nossa metodologia de checagem e conheça os selos de classificação adotados em https://apublica.org/truco. Sugestões, críticas e observações sobre esta checagem podem ser enviadas para o e-mail truco@apublica.org e por WhatsApp ou Telegram: (11) 99816-3949. Acompanhe também no Twitter e no Facebook. Desde o dia 30 de julho de 2018, os selos “Distorcido” e “Contraditório” deixaram de ser usados no Truco. Além disso, adotamos um novo selo, “Subestimado”. Saiba mais sobre a mudança.

Mais recentes

Governo de MG avaliza exploração na Serra do Curral após negativa da AGU

29 de novembro de 2022 | por

Mineradoras Gute Sicht e Fleurs Global são investigadas pela PF e atuam sem licenciamento ambiental

COP27 entrega fundo de perdas e danos mas tem trégua com combustíveis fósseis

22 de novembro de 2022 | por

Analisamos os resultados da conferência que, apesar de decisão histórica, não foi capaz de aumentar ambição climática

Na COP27, Lula inicia retorno do Brasil à agenda global de combate às mudanças climáticas

19 de novembro de 2022 | por

Com perspectiva de nova postura para o Brasil, passagem do presidente eleito se tornou um dos grandes destaques da COP