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De Los Angeles ao Cerrado

Entenda como terras adquiridas ilegalmente viram ativo na bolsas de valores

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EP 2 De Los Angeles ao Cerrado

Entenda como terras adquiridas ilegalmente viram ativo na bolsas de valores

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Este texto foi publicado há mais de 1 ano.

Nos interiores do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia a paisagem mudou rápido nos últimos 20 anos. E a posse da terra também. Empresas estrangeiras e fundos de investimento internacionais financiaram a compra de quilômetros de Cerrado. 

A presença de dinheiro gringo virou uma realidade comum e acendeu alertas: sobre a área pairam suspeitas de irregularidades na aquisição de terras.

O segundo episódio do podcast Amazônia sem Lei mergulha no funcionamento do mercado financeiro para contar a história de uma empresa agrícola que está sob suspeita. Por semanas a Agência Pública se debruçou sobre relatórios do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e registros imobiliários para entender: qual o contexto que envolve as negociações de agentes estrangeiros no Cerrado?

O episódio foi embasado na reportagem de Caio de Freitas Paes e conta também com participação e informações do repórter Ciro Barros. 

Depois de ouvir

Se você quiser saber mais detalhes sobre as terras compradas pela Universidade de Harvard, pode ler uma investigação da Pública sobre o caso. E se quiser entender com mais profundidade o modus operandi por trás das grandes aquisições de terras no Cerrado, confere aqui a reportagem Terra à vista no Matopiba. Para saber mais sobre este bioma e sua relevância indicamos o podcast Cerrados.

Quem faz o podcast

A produção, roteiro e montagem são de Clarissa Levy
A narração é de Clarissa Levy e Ricardo Terto
A finalização de som é de Marianna Romano
As artes são de Caco Bressane
A coordenação de redes sociais é de Ravi Spreizner e Tainah Ramos
A coordenação é de Thiago Domenici

Precisamos te contar uma coisa: Investigar uma reportagem como essa dá muito trabalho e custa caro. Temos que contratar repórteres, editores, fotógrafos, ilustradores, profissionais de redes sociais, advogados… e muitas vezes nossa equipe passa meses mergulhada em uma mesma história para documentar crimes ou abusos de poder e te informar sobre eles. 

Agora, pense bem: quanto vale saber as coisas que a Pública revela? Alguma reportagem nossa já te revoltou? É fundamental que a gente continue denunciando o que está errado em nosso país? 

Assim como você, milhares de leitores da Pública acreditam no valor do nosso trabalho e, por isso, doam mensalmente para fortalecer nossas investigações.

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