Buscar
Checagem

O que checamos no 2º turno da eleição presidencial

Confira as declarações e boatos que checamos sobre os candidatos à presidência Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL)

Checagem
18 de outubro de 2018
17:07
Este artigo tem mais de 7 anos
Não deixe a Publica sumir
Nos adicione como fonte preferencial no Google.

Fernando Haddad (PT)

“Você sabe que o Maluf aqui em São Paulo quase ganhou duas eleições com mais de 45% dos votos no 1º turno, depois perdeu no 2º [turno].” – Falso

“Você sabia que tem 300 mil mandados de prisão expedidos que não são cumpridos por falta de lugar?” – Exagerado

“Um preso hoje custa R$ 40 mil por ano para o Estado.” – Exagerado

“Quando eu cheguei no Ministério da Educação, o investimento por aluno na educação superior era dez vezes superior ao investimento por aluno na educação básica.” – Exagerado

“Eu levei universidades federais para 126 cidades brasileiras.” – Exagerado

“Eu estou pegando um item [gás de cozinha], que representa 4% do faturamento da Petrobras.” – Subestimado

“Hoje a classificação do Brasil é superior à da época [de Fernando Henrique Cardoso].” – Verdadeiro

Jair Bolsonaro (PSL)

“[Fernando Haddad] criou o ‘kit gay’.” – Falso

“Um policial hoje precisa esperar o bandido atirar para reagir.” – Falso

“Vários estados americanos têm a lei dos crimes. O elemento furtou um celular, roubou a bicicleta e bateu a carteira, 25 anos de cadeia sem proporção.” – Exagerado

“[Os governos do PT] acabaram com o curso técnico no ensino médio.” – Falso

“Você vai tomar uma tabuada de uma criança de 9 anos de idade, 70% não sabe. Quem disse isso são as provas, como o Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Estudantes].” – Falso

“O Brasil priorizou seu comércio com viés ideológico [no governo PT]. Priorizou o Mercosul.” – Falso

“Tem aí uma questão de metodologia [do IBGE, sobre o número de desempregados]. Quem não procura emprego, é tido como empregado. Quem no ano passado trabalhou dois, três dias, é tido como empregado. Quem recebe o auxílio-desemprego é tido como empregado.” – Falso

Boatos sobre Fernando Haddad

“Que tal estimular relação sexual entre pai e filha? Espanto? Esta é a leitura que foi disponibilizada pelo ministro de Educação [Fernando] Haddad enquanto esteve à frente deste ministério. O governo comprou e distribuiu para escolas e entre criancinhas um livro em que o pai castiga a filha por ‘não querer ser dele’. Você pensa que já tinha visto de tudo? Engana-se!!! Veja a reportagem.” – Falso

“[Haddad é] réu por improbidade em ação que apura prejuízo milionário em construção de ciclovias.” – Verdadeiro

“Acusado de enriquecimento ilícito por caixa 2 em esquema com empreiteiras.” – Verdadeiro

“Acusado de improbidade em ação que investiga desvio de R$ 130 milhões do Theatro Municipal.” – Verdadeiro

“Deixou 130 mil crianças sem creche em São Paulo.” – Exagerado

“Deixou 340 mil pessoas sem atendimento médico em São Paulo.” – Falso

“Deixou a prefeitura de São Paulo avaliado como um dos piores prefeitos da história.” – Verdadeiro

“Deixou um rombo de R$ 7,5 bilhões em São Paulo.” – Falso

“Ex-ministro da Educação, hoje mais de 70% dos estudantes têm desempenho insuficiente em português e matemática.” – Falso

“[Há 22] processos na Justiça de São Paulo contra o candidato do PT, Fernando Nami Haddad, tramitando no Foro Central – Fazenda Pública.” – Falso

Boatos sobre Jair Bolsonaro

“Ele [Bolsonaro] contratou ilegalmente a esposa atual no seu gabinete […].” – Falso

“[…] e triplicou seu salário [de Michelle, esposa de Bolsonaro].” – Verdadeiro

“Contratou uma funcionária fantasma com a verba do seu gabinete. Ela vende açaí em Angra dos Reis, onde ele tem uma mansão.” – Verdadeiro

“Embolsou a verba de auxílio-moradia que recebeu em todos os seus mandatos sem precisar. Ele já tem uma casa em Brasília.” – Exagerado

“Roubou um cofre com valores de cerca de R$ 1,6 milhão da agência do Banco do Brasil da Rua Senador Dantas, no centro do Rio.” – Impossível Provar

“Bolsonaro ocultou patrimônio pessoal da Justiça Eleitoral em 2006.” – Verdadeiro

“É acusado de sonegação de impostos.” – Falso

“É acusado de enriquecimento ilícito através da máquina pública.” – Falso

“Está apontado em suspeita de lavagem de dinheiro.” – Falso

“Envolvido em caixa 2 de campanha.” – Falso

Boatos sobre pesquisas

“Tracking BTG que acabou de sair para o mercado financeiro: Bolsonaro, 52%; Haddad, 48%. P.S.: Votos válidos.”  – Falso

“Paraná Pesquisas registrado no TSE: o mito Bolsonaro vence em todos os estados, porque o povo quer renovação!” – Falso

Confira as checagens do 1º turno

Não é todo mundo que chega até aqui não! Você faz parte do grupo mais fiel da Pública, que costuma vir com a gente até a última palavra do texto. Mas sabia que menos de 1% de nossos leitores apoiam nosso trabalho financeiramente? Estes são Aliados da Pública, que são muito bem recompensados pela ajuda que eles dão. São descontos em livros, streaming de graça, participação nas nossas newsletters e contato direto com a redação em troca de um apoio que custa menos de R$ 1 por dia.

Clica aqui pra saber mais!

Se você chegou até aqui é porque realmente valoriza nosso jornalismo. Conheça e apoie o Programa dos Aliados, onde se reúnem os leitores mais fiéis da Pública, fundamentais para a gente continuar existindo e fazendo o jornalismo valente que você conhece. Se preferir, envie um pix de qualquer valor para contato@apublica.org.

Vale a pena ouvir

EP 230 O que é o Partido Digital Bolsonarista? – com Marcos Nobre

Professor e pesquisador, Marcos Nobre, fala sobre as mudanças estruturais na forma de fazer política no Brasil

0:00

Truco

Este texto foi produzido pelo Truco, o projeto de fact-checking da Agência Pública. Entenda a nossa metodologia de checagem e conheça os selos de classificação adotados em https://apublica.org/truco. Sugestões, críticas e observações sobre esta checagem podem ser enviadas para o e-mail truco@apublica.org e por WhatsApp ou Telegram: (11) 99816-3949. Acompanhe também no Twitter e no Facebook. Desde o dia 30 de julho de 2018, os selos “Distorcido” e “Contraditório” deixaram de ser usados no Truco. Além disso, adotamos um novo selo, “Subestimado”. Saiba mais sobre a mudança.

Leia de graça, retribua com uma doação

Na Pública, somos livres para investigar e denunciar o que outros não ousam, porque não somos bancados por anunciantes ou acionistas ricos.

É por isso que seu apoio é essencial. Com ele, podemos continuar enfrentando poderosos e defendendo os direitos humanos. Escolha como contribuir e seja parte dessa mudança.

Junte-se agora a essa luta!

Newsletter

Saiba de tudo que investigamos

Assinar
Fique por dentro

Receba conteúdos exclusivos da Pública de graça no seu email.

Assinar

Artigos mais recentes

Eleitores gerados por IA fazem campanha no TikTok e põem em xeque regra do TSE

|

Vídeos criados com IA em que eleitores declaram seus votos para presidente têm 7,4 milhões de views no TikTok

O método: como a extrema-direita ataca professores para engajar eleitores

|

Gravações clandestinas e ataques online evidenciam como docentes são explorados politicamente desde 2022

Investigados por desinformação e tentativa de golpe seguem ativos nas redes em 2026

|

Ao menos dez alvos de inquéritos no STF e TSE em eleições passadas continuam publicando sobre o pleito deste ano

Tingir o chão de sangue: propostas de Renan Santos para segurança vão contra Constituição

|

Candidato do MBL defende prisão, mortes e vingança em discurso emocional contra a violência

Partido da farda: número de candidatos policiais ou militares passa de 1,2 mil

|

Bancada de policiais no Legislativo direciona recursos para a Polícia Militar, enquanto resolução de crimes segue baixa

Quase quatro a cada dez indígenas em terras na Amazônia não têm acesso adequado a água

|

Ao todo, 38% não tem água tratada ou fontes como poços e nascentes, dependendo de rios e lagos, muitos contaminados

Sob Lula, assassinatos de indígenas sobem 22% em 2025 e superam média da era Bolsonaro

|

Após queda em 2023, número de mortos volta a subir e chega a 258; Marco Temporal é parte do problema, diz Cimi

Corrida por Data Centers gera denúncias de violações trabalhistas em São Paulo

|

Trabalhadores relatam assédio, acidentes e adoecimento. Empresas alegam cumprir lei trabalhista e normas de segurança

Fazer falar os ossos: a rotina de quem procura os desaparecidos da ditadura

|

Mostra no Centro MariAntonia (USP), em São Paulo, expõe o trabalho de peritos na identificação dos mortos na ditadura

“Onde tem malária, tem garimpo”: cinta larga aguardam decisão do STF sobre mineração

|

Julgamento nesta quinta-feira, 13, pode abrir caminho para mineração em terras indígenas entre Rondônia e Mato Grosso