AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO

Vídeo sobre remoções da Copa é exibido na ONU

Comitês Populares da Copa denunciam violações ao Conselho de Direitos Humanos da ONU; assista e compartilhe aqui

Às oito horas da manhã de hoje (meio-dia em Genebra), Larissa Araújo, da Articulação Nacional dos Comitês Populares (ANCOP) participa da 23ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU para falar das violações cometidas nas remoções de famílias em todo o país nos preparativos para a Copa do Mundo. Em um evento paralelo à sessão do Conselho, o vídeo “Who wins this match?” (Quem ganha esse jogo?), produzido em parceria com a Conectas e disponibilizado aqui traz os números e os depoimentos dos moradores removidos ou em risco de remoção – cerca de 250 mil, segundo o cálculo dos movimentos.

Para chegar a esses números somamos famílias que foram atingidas por obras – que em algum momento foram vinculadas à Copa e às Olimpíadas – (algumas obras foram retiradas da Matriz de Responsabilidade da Copa e assumidas por governos estaduais e/ou prefeituras), com famílias que em algum momento foram ameaçadas de remoção”, explica Francisco de Felippo, também da Ancop, sobre os cálculos, contestados pelo poder público. “Em Natal, por exemplo, o prefeito assinou um documento se comprometendo a não remover ninguém. Mas isso veio depois de muita luta das comunidades. Se a gente colocasse que as remoções em Natal foram zero, dá a impressão de que não teve problema lá. Mas teve e a gente, junto com as comunidades, reverteu”, exemplifica.

Além dos números, saltam aos olhos o desespero, a indignação e o desalento dos moradores diante dos métodos e da falta de diálogo do poder público transmitidos pelos depoimentos dos atingidos, agora ouvidos na ONU.

O blog Copa Pública é uma experiência de jornalismo cidadão que mostra como a população brasileira tem sido afetada pelos preparativos para a Copa de 2014 – e como está se organizando para não ficar de fora.

Tags: , , , , ,

Comentários

Opte por Disqus ou Facebook

  • Ramos Sobrinho

    Vivemos a ditadura do grande capital, dinheiro sujo, seitas e narcotráfico: tudo “em nome do Senhor”, com “louvor” e manipulação de multidões, lavagens cerebrais, infantilização dos verdadeiros inocentes inúteis ou não. Vide o baixo proselitismo do vice-governador prof. José Melo, no Amazonas. Oportunismo barato. Escola Republicana, nada!

  • Nicolle Andri Pagliari

    O vídeo dramatiza bastante, porém não deixar de mostrar a crueldade e injustiça que existe e ainda vai existir muito nos preparativos do megaevento. É triste. Mas e aí, o que podemos com tudo isso? Qual o poder e quais os ‘direitos’ que realmente temos, batendo de frente com o governo? … Pois é.

O Porto Maravilha é negro

O Porto Maravilha é negro 2

| por | 19 de julho de 2016

Construído na região que abrigou o maior porto negreiro das Américas, projeto da prefeitura “lembra pra esquecer” essa herança; debaixo da atração turística há milhares de ossos de escravos traficados, dizem especialistas

O relatório silenciado

| por | 12 de julho de 2016

Informe parlamentar sobre os desdobramentos da Lava Jato no Peru revela como as empreiteiras brasileiras enviavam dinheiro para subornar políticos no país. Mas o Congresso peruano quer esquecê-lo