Agência de Jornalismo Investigativo

Quatro pautas foram selecionadas entre 149 inscritos; bom nível das propostas apresentadas desafiou os jurados

15 de abril de 2013

Os jurados Jan Rocha, Leonardo Sakamoto, Eliane Brum, Carlos Azevedo e Ivana Moreira suaram para escolher os vencedores do II Concurso de Microbolsas da Pública. “Foi muito, muito difícil selecionar quatro. A qualidade das pautas é excelente, dá muita pena mesmo não poder aprovar todas”, resume a jurada e experiente repórter, Eliane Brum.

Foram 149 pautas inscritas por estudantes, jornalistas experientes e profissionais de outras áreas, que vivem nas cinco regiões do Brasil. Como diz a premiada jornalista Ivana Moreira,  ex-diretora da Abraji, atualmente é editora-chefe da Veja BH: “É muito bom ver que há tanta gente boa espalhada pelo país, com disposição para cutucar, denunciar e provocar mudanças”.

Quatro deles foram escolhidos para trabalhar com a Pública pelos próximos meses, confira aqui:

Coletivo Nigéria: formado por 4 jornalistas, o Coletivo trabalha há mais de 2 anos com foco em produções audiovisuais e assessoria de comunicação de movimentos civis organizados;
André Campos: já colaborou com veículos como Brasil de Fato, ONG Repórter Brasil e Carta Capital e foi finalista do Prêmio Esso de Reportagem em 2009 pela investigação jornalística “Amazônia S/A: quem se beneficia com a devastação da Amazônia?”, publicada na edição nº 15 do Observatório Social em Revista;
– Eliza Capai: atua como repórter e videomaker independente e tem preferência por temas ligados a cultura, gênero e sociedade. Foi vencedora do Prêmio CNT de Jornalismo na categoria meio ambiente pelo documentário Cicloativistas. Atualmente finaliza seu primeiro longa, o documentário Tão Longe  Aqui, uma reflexão sobre a situação feminina a partir de uma viagem pela Africa;
Maria Elena da Luz: jornalista há 32 anos, já passou por diversos veículos e editorias, como segurança pública, economia, cultura e turismo. Já trabalhou com vídeo e fotografia e atualmente desenvolve pesquisas em projetos relacionados a direitos humanos.

A alta qualidade das pautas acabou resultando em empate entre votos dos conselheiros. Para garantir a isenção no desempate, Natalia Viana, que é amiga de Eliza Capai, se absteve da votação final, deixando a escolha a cargo de Marina Amaral, diretora de jornalismo da Pública.

Como destaca Carlos Azevedo, premiado repórter e fundador da revista Realidade, o nível das pautas subiu muito em relação à edição anterior do concurso, no ano passado, e todas as pautas eram viáveis. Isso demonstra que, ao contrário do que se discute, a reportagem ainda desperta interesse tanto dos repórteres como do leitor e há uma infinidade de histórias que merecem – e devem – ser contadas com entusiasmo e responsabilidade.

Para todos aqueles que acreditam na reportagem e no poder transformador de uma história bem contada, muito obrigada! Vamos juntos apreciar as realizações desses talentos que participaram do concurso, buscando contribuir para o acesso à informação e o prazer da leitura em nosso país.

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