Agência de Jornalismo Investigativo

A Agência Pública Pública vai financiar dez reportagens investigativas através de doações no Catarse. E todos os doadores vão decidir o que os repórteres devem investigar

7 de agosto de 2013

Hoje, dia 8 de agosto, a agência Pública lança seu primeiro projeto de crowdfunding, o Reportagem Pública, com o duplo objetivo de ampliar as bolsas concedidas aos repórteres e a participação do público, que vai poder votar nos projetos que serão selecionados para o financiamento. O prazo para contribuir com a “vaquinha” vai até o dia 20 de setembro. Para doar, acesse o site http://catarse.me/pt/reportagempublica.

Inspirado nos concursos Microbolsas realizados em 2012 e 2013, o Reportagem Pública vai oferecer dez bolsas de R$ 6 mil reais para os projetos de investigação eleitos pelo público, e pretende arrecadar R$ 47.500,00 através de doação pelo Catarse – o restante será obtido através de um match funding com a Fundação Omidyar que vai doar um real para cada real arrecadado  via crowdfunding. Todos os que doarem para o projeto terão direito a votar nas pautas inscritas pelos repórteres (veja abaixo como inscrever seu projeto), que serão publicadas em um site próprio ao final da arrecadação.

“O maior ganho do projeto de crowdfunding é a possibilidade de realizar dez reportagens autorais e de fôlego sobre temas publicamente relevantes, com a seleção de pautas feita pelo público, e não apenas pelo nosso conselho editorial, como no projeto Microbolsas”, explica Marina Amaral, uma das diretoras da Pública.

As pautas eleitas pelo público serão realizadas com curadoria da Pública, como no concurso Microbolsas, da apuração à edição final, a cargo da agência. Depois serão publicadas no site e oferecidas à rede de republicadores, sempre no sistema Creative Commons, adotado pela Pública desde sua fundação, em 2011.

“O trabalho vai no sentido inverso dos portais de notícia convencionais: eles negam a informação para o público liberando-a apenas para quem pagar por ela; nós pedimos dinheiro a algumas pessoas para espalhar a informação independente para todas as outras. O sonho dos jornalistas”, diz Natalia Viana, também diretora da Pública.

Os repórteres interessados em inscrever pautas no Reportagem Pública, devem preencher este formulário. Todas as propostas serão pré-selecionadas pela equipe da Pública com base na viabilidade e relevância dos projetos e em seguida apresentadas para a votação do público. Todos os que participarem do crowdfunding – que prevê doações de R$20,00 a R$ 2.000,00 – terão direito a voto. Como é praxe nos projetos do Catarse, outras recompensas são oferecidas conforme o valor da doação – livros de jornalistas, e-book com todas as reportagens do projeto, e até um workshop sobre jornalismo em rede.

Comentários

Mais recentes

Militares não gostam de fazer papel de polícia, diz pesquisador

22 de Fevereiro de 2018 | por

Uso político, falta de liberdade de ação e risco de corrupção estão entre os motivos apontados por militares entrevistados para doutorado

Nove meses de luto

20 de Fevereiro de 2018 | por

Impedidas de escolher, grávidas de fetos com órgãos vitais comprometidos se preparam para o luto durante o pré-natal

Celso Amorim: “Para quem viveu os tempos da ditadura, essa prioridade absoluta da segurança interna é preocupante”

19 de Fevereiro de 2018 | por

Em entrevista, ex-ministro da Defesa critica tratamento a imigrantes venezuelanos e diz que intervenção no Rio é política e não militar

Explore também

O braço forte da União

12 de julho de 2014 | por

Para garantir tranquilidade na Copa, AGU conseguiu na Justiça a proibição de greves, piquetes e bloqueio de aeroportos, rodovias e entornos de estádios; ação é criticada por defensores da liberdade de expressão

Gravuras rupestres somem de sítios arqueológicos da Amazônia

6 de agosto de 2013 | por

Pesquisadores e índios denunciam a retirada de camadas de rochas, com pinturas com mais de 3 mil anos, segundo estimativas de cientista; o objetivo seria vendê-las

Alerta! Perigo!

Movimentos sociais e terrorismo. Que medo, Damous!

7 de agosto de 2015 | por

“Não adianta, como esforçadamente faz o relator, dizer que movimentos sociais estão fora porque esse enquadramento será feito por delegados, membros do Ministério Público, Justiça e já sabemos quais vão ser as consequências.” – Wadih Damous (PT-RJ), deputado federal, sobre o projeto de lei 2016/15, que tipifica o crime de terrorismo