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Soldados de Guantánamo têm aulas sobre 11 de setembro

Doze anos após os ataques, o FBI se encarrega de reavivar a memória dos soldados mais jovens

Reportagem
2 de setembro de 2013
16:18
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Os jovens soldados de Guantánamo estavam na pré-escola quando ocorreu o ataque de 11 de setembro. E o governo americano está fazendo questão de saber se os ataques terroristas estão vivos na memória deles.
O FBI passou a instruir os soldados de Guantánamo sobre os ataques e como eles estão ligados à prisão na ilha cubana onde trabalham. No momento, cinco detentos estão sendo julgados por envolvimento no 11/09 . Há outros 161 prisioneiros que também são mantidos no cárcere, mesmo já estando livres para serem transferidos.

A apresentação inclui detalhes sobre os sequestros de aviões, vídeos do World Trade Center e gravações feitas ao serviço de emergência por pessoas que estavam nas torres gêmeas .

Tivemos acesso, após um pedido via lei de acesso à informação, a oito páginas de slides, das 17 usadas pelo FBI durante as apresentações. Demos entrada com o pedido após uma reportagem do Huffington Post que citava essas aulas, dizendo que elas “levavam muitos participantes às lágrimas”.

A apresentação está qualificada como “sujeita à aplicação da lei” e o FBI disse que reteve nove slides para proteger táticas policiais.

O áudio e os videoclipes usados nas aulas foram originalmente usados como provas na acusação de Zacarias Moussaoui, que atualmente cumpre a pena de prisão perpétua numa cadeia do Colorado por conta da sua participação nos ataques. (Os clipes estão armazenados num site do tribunal que aconselha a discrição do ouvinte)

Porta-vozes do FBI e do Exército não responderam aos pedidos por mais detalhes sobre as aulas, portanto não é claro com qual frequência as aulas acontecem ou quando elas começaram. Os slides liberados não mostram nada sobre os atuais detentos, então não sabemos como o FBI relaciona esses presos com o episódio de 11 de setembro.

Leia a reportagem original , em inglês, no site do ProPublica.

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