Agência de Jornalismo Investigativo

Revelações de 2015, promessas de 2016
No ano em que a direita tomou as ruas, os evangélicos ocuparam o Congresso e a violência policial se acirrou, do outro lado da força, mulheres e jovens mostraram seu poder e o jornalismo independente provou o seu valor. Descubra o que a Pública preparou para 2016

24 de dezembro de 2015

Março de 2015. Quase um milhão de pessoas vai às ruas protestar contra o governo Dilma Rousseff. Entre os manifestantes vestidos de verde e amarelo as falas e faixas vão do “Fora, Dilma” ao louvor à ditadura militar. Líderes de movimentos até então desconhecidos despontam na mídia, sem que se possa compreender como mobilizam tanta gente. Nas redes sociais, a batalha de ódio parece não ter fim.

Foi esse clima que elegeu a pauta sobre a nova Direita na primeira votação do projeto Reportagem Pública, financiado pelos leitores/colaboradores da agência Pública. Depois de três meses de investigação, as reportagens divididas em dois blocos – a “Nova Roupa da Direita” e “A Direita abraça a Rede” – jogaram luz sobre o aparecimento de uma juventude conservadora politicamente que emergiu nesse período de polarização política e denúncias de corrupção do governo. Descobrimos as relações internacionais, os vínculos ideológicos, as armas e o poder de influência nas redes sociais.

Na segunda Reportagem Pública, fomos atrás de outro fenômeno social, esse infelizmente já bem conhecido, que é a violência policial. Buscamos as raízes do problema investigando a formação dos policiais militares que, no ano passado, mataram 396 pessoas em São Paulo como revelou nossa última matéria sobre o tema, publicada há pouco. O interesse pelo tema foi tão grande, que a entrevista em que um ex-PM, preso em Bangu, conta como se tornou um “monstro” na polícia, foi a mais acessada de todas as nossas matérias em 2015.

A participação dos evangélicos na política foi o terceiro tema eleito em um ano que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, permitiu cultos no plenário enquanto aprovava projetos contra os direitos das mulheres e dos adolescentes. Investigamos como os evangélicos escolhem e preparam seus candidatos, como se estruturam na defesa de suas pautas no Congresso, quem eles são. E nos debruçamos sobre os projetos conservadores como a redução da maioridade penal (na reportagem “Jogados aos leões”).

As denúncias de violações de direitos humanos, foco do projeto editorial da Agência Pública, também resultaram em mais duas reportagens eleitas pelo público: “Infância interditada” – sobre as famílias que vivem em situação de risco nas encostas de Salvador – e “Um tapa na Cara”, sobre a violência contra a população trans. E continuaram sendo alvo de nossas grandes investigações como o “Especial Tapajós” – uma série de reportagens sobre o rio e a população indígena ameaçados por um complexo de hidrelétricas, “São Gabriel e seus demônios”, sobre o suicídio de jovens indígenas no Amazonas e “Os jagunços cercam os guaranis”, reportagem investigativa sobre a violência no Mato Grosso do Sul, focada nos fazendeiros e pistoleiros que atacam e matam os indígenas com a cumplicidade do Estado.

A transparência das empresas, especialmente daquelas com participação do Estado, como a Sabesp, foi cobrada em uma série de reportagens que trouxe dados inéditos, obtidos pela lei de acesso à informação, sobre os contratos de abastecimento de água em uma São Paulo que enfrenta a seca desde o ano passado.

Investigação internacional

2015 também foi um ano de grandes parcerias, a começar pelo Reportagem Pública, em que celebramos nossa união com os leitores no financiamento, escolha e troca de ideias sobre as reportagens. Até agora foram 5 reportagens publicadas e a sexta – sobre as grandes catástrofes como a lama de Mariana – já está em andamento. Ao todo serão 14 publicadas até junho do ano que vem.

No campo internacional, participamos de uma reportagem com jornalistas de 20 países para falar das violações de direitos em projetos financiados pelo Banco Mundial. E fomos para a África: publicamos uma reportagem em vídeo e texto sobre a repressão de artistas e ativistas em Angola e preparamos um especial sobre Brasil-Moçambique-Angola que será lançado em 2016.

Do ponto de vista das parcerias, também ampliamos nossos laços com organizações da sociedade civil em nosso projeto de mentoria para jovens jornalistas, o Concurso de Microbolsas. Greenpeace e  Projeto Prioridade Absoluta, do Instituto Alana, foram os parceiros dos dois concursos do ano, o primeiro para a produção de reportagens sobre Energia, e o Alana no tema Criança e Água.

Outra parceria importante, essa estabelecida com outra organização de jornalismo independente, o “Congresso em Foco”, possibilitou trazer de volta um dos projetos mais importantes do ano passado: o “Truco”,  focado na checagem do discurso público sobre temas relevantes e apresentado em forma divertida, inspirada no jogo de cartas.

Consagrado pelos leitores durante as eleições de 2014, quando checou o discurso dos candidatos às eleições presidenciais, o “Truco” dessa vez se voltou para os discursos e projetos parlamentares, com o nome “Truco no Congresso”. Nesse ano, em que o parlamento teve papel preponderante, o “Truco” foi além das cartas, com reportagens e infográficos sobre projetos de lei de interesse público, personagens relevantes nos debates, informações para compreender o delicado momento que vive o país. O projeto continua com fôlego renovado em 2016, quando a temperatura política promete permanecer nas alturas.

Casa Pública: o espaço do jornalismo independente

Por fim, nesse ano que vimos surgir mais e mais organizações de mídia independente, celebramos outros passos fundamentais em nossa missão como promotoras do jornalismo de interesse público. Estamos confeccionando um guia do jornalismo independente, para apoiar e incentivar novas iniciativas no país, que será lançado em 2016 e estamos preparando um espaço inteiramente dedicado a experiências nesse campo, a Casa Pública, que também será inaugurada no ano que vem.

É esse o nosso presente de Natal para todos os jornalistas que amam sua profissão e para todos os que acreditam no jornalismo como ferramenta de uma democracia real. Nesse período pré-olímpico em que se discute o direito à cidade e a liberdade de protestar – ameaçada pelos excessos policiais, pela vigilância e por dispositivos legais como a chamada lei antiterrorismo –, a Pública decidiu montar no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, o primeiro centro cultural do jornalismo investigativo e independente do país.

Nesse espaço de experimentação e troca de figurinhas entre profissionais e estudantes, brasileiros e estrangeiros, programadores e jornalistas, a tecnologia aplicada ao jornalismo é o foco. A Casa Pública vai realizar laboratórios de investigação de dados e de jornalismo multimídia com convidados nacionais e internacionais, promover workshops, eventos, mostras de fotografias e documentários.

A intenção é discutir, inovar e impulsionar o jornalismo independente que, acreditamos, será uma das principais armas dos cidadãos do mundo todo nos próximos anos. E é nesse jornalismo tecnicamente bem realizado e eticamente responsável que apostamos para criar uma nova sociedade com mais igualdade, liberdade, fraternidade, criatividade e alegria.

Um bom 2016 para todos nós!

Reportagem Pública 2015

O projeto Reportagem Pública 2015, financiado coletivamente, arrecadou mais de 70 mil reais de 945 doadores. As reportagens abaixo tiveram suas pautas escolhidas pelos doadores.

 

Na primeira pauta financiada e escolhida coletivamente em 2015, a Pública investigou os novos movimentos de direita da América Latina. Eles são financiados por think tanks norte americanos para combater governos de esquerda e defender velhas bandeiras com uma nova linguagem.

Por Marina Amaral

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Parte da pauta vencedora da primeira votação do Reportagem Pública 2015, “A direita  abraça a rede” investiga a ascensão dos grupos conservadores nas redes sociais e a guerra dos perfis falsos e robôs importados das campanhas eleitorais.

Por Natalia Viana

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A segunda pauta financiada coletivamente pela Pública em 2015 aborda a formação dos Policiais Militares no Brasil. Praças da PM  criticam a rotina repleta de abusos físicos e psicológicos.

Por Ciro Barros

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Entrevista com o ex-soldado da PMERJ Rodrigo Nogueira Batista, preso em Bangu, que fala sobre cultura violenta da corporação, corrupção dos oficiais e o revanchismo entre policiais e criminosos.

Por Ciro Barros

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Como as igrejas evangélicas escolhem seus políticos? Qual o segredo da força da bancada para barrar os avanços sociais e garantir privilégios como a isenção fiscal e a concessão de rádios e TV? Foi o que investigamos na terceira pauta do Reportagem Pública 2015.

Por Andrea Dip

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Para a reportagem sobre os políticos evangélicos, a Pública entrevistou a pesquisadora Bruna Suruagy, que explica  como acontece a seleção dos candidatos dentro das igrejas, o esquema político das principais denominações pentecostais e o que querem os políticos evangélicos.

Por Andrea Dip

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Em parceria com a Pública, repórteres da ÉNóis foram até as igrejas evangélicas investigar o que os jovens pensam sobre política.

Por Ariane Assunção e Tiago Tuiuiú

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A pauta eleita na quarta votação do Reportagem Pública 2015 retrata a situação das famílias que vivem nas encostas da cidade de Salvador, vulneráveis a enchentes e deslizamentos.

Por Donminique Azevedo

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O Brasil é o país que mais mata transexuais e travestis. A quinta pauta financiada e escolhida pelos doadores do Reportagem Pública investiga a violência contra a população trans. Estima-se que hoje 90% das travestis e mulheres transexuais estejam inseridas na prostituição.

Por Jéssica Mota 

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Grandes Investigações

A Sabesp passou seis meses negando à Pública o acesso aos mais de 500 contratos com grandes consumidores. Nesses seis meses, juntamos dados e fizemos algumas reportagens. No mês de maio, finalmente tivemos acesso aos contratos, que divulgamos em parceria com a Artigo 19.

Por Natalia Viana e Mauricio Moraes 

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Entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2015, publicamos uma série de reportagens sobre o Rio Tapajós, no Pará. A construção da Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós alagaria a terra indígena Sawré Muybu, assentada em solo sagrado para o povo Munduruku. Mais de 2500 ribeirinhos que dependem do rio podem ser desalojados pela construção da usina, sem serem consultados pelo governo.

Por Ana Aranha, Jessica Mota e Marcio Isensee e Sá

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Investigamos o machismo na publicidade. Nesta reportagem, publicitárias denunciam abusos de que são vítimas no trabalho e afirmam: os anúncios que indignam as mulheres nascem da cultura interna das próprias agências

Por Andrea Dip

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Publicamos neste ano um especial sobre as violações de direitos humanos causadas por projetos financiados pelo Banco Mundial. Estima-se que na última década, pelo menos 3,4 milhões de pessoas tenham sido afetadas. A investigação foi coordenada pelo ICIJ e teve a participação da Pública e de outras 20 organizações do mundo todo.

Por Ciro Barros, Giulia Afiune, ICIJ e parceiros

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Nossa repórter foi até o alto rio Negro, no noroeste do Amazonas, em busca de entender por que São Gabriel da Cachoeira, o município mais indígena do Brasil é também o que tem o maior índice de suicídios.

Por Natalia Viana

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Interesses e crenças pessoais estão por trás do apoio de deputados à redução da maioridade penal; estatísticas e fatos desmentem mito de impunidade e periculosidade de adolescentes, principais vítimas de homicídio no país.

Por Andrea Dip

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Dados inéditos obtidos pela Pública com o Ministério da Previdência Social por meio da Lei de Acesso à Informação mostram que a JBS, dona da marca Friboi, é a campeã em acidentes de trabalho em frigoríficos no Brasil.

Por Maurício Moraes

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O projeto de despoluição do Rio Tietê já dura 23 anos e 3,6 bilhões de dólares já foram gastos nas obras. Nesta investigação, descobrimos que a Sabesp, responsável pela despoluição, joga esgoto no Tietê.

Por Jessica Mota, José Cícero da Silva e Giulia Afiune

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Em junho deste ano, 17 jovens ativistas foram acusados pelo governo angolano de tramar um golpe de estado. A reportagem da Pública esteve no país e entrevistou amigos, familiares e uma das acusadas, Laurinda Gouveia. A série “É proibido falar em Angola” trata da repressão no país.

Por Eliza Capai e Natalia Viana

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Quem está matando os índios no Mato Grosso do Sul? Por que essas mortes se repetem? Para responder a essas perguntas a Pública escalou um repórter experiente que conta suas descobertas. Entre elas, revela que jagunços são contratados por empresas de segurança para matar os guarani-kaiowá.

Por Renan Antunes de Oliveira

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A Pública analisou todos os boletins de ocorrência das mortes cometidas por policiais militares em 2014: roubos motivaram 86% das operações letais; nesses casos, 17 PMs ficaram feridos e nenhum morreu.

Por Ciro Barros, Iuri Barcelos e José Cícero da Silva

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Concurso de Microbolsas

Neste ano, publicamos nove reportagens que são resultado de dois Concursos de Microbolsas da Pública. O Concurso de Microbolsas para Reportagens sobre Energia, feito em parceria com o Greenpeace Brasil, financiou quatro reportagens: uma com o tema pré-sal e três sobre hidrelétricas.

Também realizamos neste ano o Concurso de Microbolsas sobre Criança e Água, em parceria com o Projeto Prioridade Absoluta do Instituto Alana. Cinco pautas foram contempladas.

 

Microbolsas Energia – Parceria com Greenpeace Brasil

Exploração do pré-sal no Espírito Santo ameaça áreas preservadas de litoral e coloca em risco a cultura e sobrevivência das comunidades tradicionais, especialmente no norte capixaba.

Por Renata Bessi

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A cidade de Ilha Solteira, erguida em torno da maior hidrelétrica do estado de São Paulo, passa por conflitos pelo uso da água em tempo de estiagem.

Por José Eduardo Bernardes e Thaís Aleixo

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No oeste do Paraná, índios Guarani querem retomar as terras de onde foram expulsos para a construção da hidrelétrica de Itaipu durante o regime militar.

Por Stefano Wrobleski e Isabel Harari

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As empresas Engevix, Leme e CNEC-WorleyParsons se revezam na elaboração de estudos de impacto ambiental das maiores usinas hidrelétricas do país.

Por Alice Martins da Costa Maciel

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Microbolsas Criança e Água – Parceria com Projeto Prioridade Absoluta, do Instituto Alana

As crianças que vivem em palafitas na Ilha dos Marinheiros, parte do bairro Arquipélago, em Porto Alegre, vivem cercadas de água, mas não têm saneamento básico. Reportagem republicada com exclusividade pelo jornal Zero Hora.

Por Gabrielle de Paula, Luis Felipe Abreu e Yamini Benites

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No Ceará, moradores reclamam da água distribuída na operação de combate emergencial à seca que se arrasta há quatro anos. Crianças e idosos adoeceram por causa da contaminação. Testes feitos pela reportagem – publicada com exclusividade pelo jornal O Povo – comprovam que a água do maior reservatório do estado não é potável.

Por Thays Lavor

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Desde 2013, as escolas paulistas sofrem com a crise de abastecimento de água, reconhecida este ano pelo governo do estado. Para pais, professores e diretores, a falta de orientação aos gestores escolares agrava o prejuízo dos alunos.

Por Camila Neves Camilo

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No sudeste do Pará, a concessão do abastecimento para a Odebrecht Ambiental veio acompanhada de tarifas altas; moradores de baixa renda têm de decidir entre pagar a conta ou garantir a alimentação das crianças.

Por Sarah Oliveira

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Crianças de comunidades vazanteiras, que vivem de acordo com o ciclo natural do São Francisco, sofrem com a crise do rio.

Por Cibelih Hespanhol, Helen Santa Rosa, João Roberto Ripper

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Em agosto de 2015 lançamos o Truco no Congresso, projeto da Agência Pública em parceria com o Congresso em Foco. O Truco no Congresso é um projeto de fact-checking permanente sobre o dia a dia parlamentar inspirado no jogo de cartas “Truco”. Checamos as frases mais relevantes apresentadas pelos congressistas dentro e fora do plenário, cruzamos dados referentes ao que foi dito e verificamos os projetos de lei apoiados pelas bancadas. Distribuímos as cartas correspondentes, deixando claro para o leitor até que ponto o que os parlamentares dizem é verdadeiro, se o contexto correto muda a informação ou se o que falam é simplesmente um blefe. Também produzimos reportagens sobre os projetos que estão em votação e infográficos que explicam melhor os processos que ocorrem na Câmara e no Senado.

Checamos o balanço de 2015 de Renan Calheiros

Presidente do Congresso afirmou que Legislativo foi protagonista, transparente e colaborou para não agravar a crise. Analisamos quatro frases do discurso do peemedebista.

Checamos a entrevista de Cunha sobre o impeachment

Verificamos o que o presidente da Câmara afirmou na entrevista coletiva dada para justificar a aceitação do pedido contra a presidente Dilma Rousseff

Reportagens

Publicamos reportagens sobre projetos de lei em votação, como esta, que explica as manobras que foram feitas na tentativa de aprovar o novo código da mineração.

 

 

Entrevistas

Também fizemos algumas entrevistas sobre temas relevantes no Congresso Nacional. Esta, com o jurista Fábio Comparato, é sobre impeachment.

 

Infográficos

Para publicar dados e explicar processos que ocorrem no Congresso, o Truco fez alguns infográficos como este, sobre quem financia os deputados que participam da CPI da Funai.

Finalista do Prêmio Gabriel Garcia Marquez 2015 na categoria Inovação

Em 2014, para cobrir as eleições presidenciais no Brasil, lançamos o Truco!, projeto de checagem dos dados apresentados pelos candidatos durante o programa eleitoral. Durante as eleições, publicamos 129 checagens.

Finalista do Prêmio Gabriel Garcia Márquez na categoria Imagem

Durante três meses, nossa equipe de repórter e quadrinista percorreu estradas do Ceará em busca da teia da exploração sexual de meninas para a Copa. O resultado foi a primeira reportagem em quadrinhos da Pública.

Por Andrea Dip e Alexandre De Maio

Vencedora do Prêmio Roche de Jornalismo e Saúde

Cerca de 7% dos casos de estupro resultam em gravidez; pela legislação brasileira a vítima dessa violência tem direito a abortar, mas 67,4% das mulheres que passaram por esse sofrimento não tiveram acesso ao serviço de aborto legal na rede pública de saúde.

Por Anna Beatriz Pouza, Gabriela Sá Pessoa e Natacha Cortêz

Vencedora do Prêmio Petrobrás de Jornalismo – Categoria Reportagem Responsabilidades Socioambientais – Portal de Notícias

A primeira matéria publicada pela primeira edição do Reportagem Pública mostra como a população está sendo afetada pela transposição do Rio São Francisco.

Por Marcia Dementshuk

Vencedora do 32º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo – categoria online

Negligência nas investigações, omissão do Ministério Público, relutância de testemunhas em depor contra policiais e a persistência da mentalidade de que “bandido bom é bandido morto” compõem o processo de construção da impunidade dos policiais que matam.

Por João Peres, Moriti Neto e Thiago Domenici

Vencedora do Online Journalism Awards, da Online News Association

A Pública participou neste ano da investigação liderada pelo International Consortium for Investigative Journalism (ICIJ) sobre as violações de direitos humanos cometidas pelo Banco Mundial. Outras 19 organizações de jornalismo do mundo todo participaram das investigações.

Vencedor do Prêmio Cineeco 2015, categoria Lusofonia.

O minidocumentário “Tapajós, um rio em disputa”, faz parte da série da Pública sobre o rio Tapajós e mostra como a população que vive na beira de um dos rios mais preservados do país se prepara para defender sua terra da construção de megausinas hidrelétricas.

Por Marcio Isensee e Sá

 

O ano da Pública em números

  • Em 2015, publicamos 96 reportagens
  • Conquistamos novos republicadores, como El País Brasil, Revista Brasileiros e Exame.com. Também fizemos parcerias de republicação impressa com os jornais Folha de S. Paulo, Zero Hora e O Povo.
  • As reportagens da Pública somaram mais de 1600 republicações em 2015
  • No Facebook, passamos dos 100 mil fãs!

As 10 reportagens mais lidas

1. “A perversão começa na formação”, diz ex-PM condenado
2. Machismo é a regra da casa
3. A nova roupa da direita
4. A direita abraça a rede
5. Afinal, o que os evangélicos querem da política?
6. Quanto mais presos, maior o lucro
7. Por que mataram meu pai
8. Na hora de fazer não gritou
9. Qual o papel do chefão da CBF no assassinato de Vladimir Herzog?
10. Os pastores do Congresso

As 10 reportagens mais republicadas

1. A nova roupa da direita
2. Os pastores do Congresso
3. Friboi, a campeã nacional em acidentes
4. Treinados pra rinha de rua
5. Machismo é a regra da casa
6. Hoje não tem água nem aula
7. Obras do Banco Mundial deixam comunidades do sertão do Ceará sem água potável
8. Finalmente, os contratos de demanda firme
9. O preço da água
10. A arte de ignorar a natureza

Quem apoiou a Pública em 2015

Fundação Ford

Apoio institucional

Greenpeace Brasil

Apoio ao Concurso de Microbolsas para Reportagens sobre Energia

945 doadores

Financiaram o projeto Reportagem Pública 2015 pelo Catarse

Projeto Prioridade Absoluta, do Instituto Alana

Apoio ao Concurso de Microbolsas para Reportagens sobre Criança e Água

Open Society Foundation

Apoio às reportagens sobre segurança pública

Mongabay

Apoio ao Especial Tapajós

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