AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO

Afinal, o que os evangélicos querem da política?

A pesquisadora Bruna Suruagy conta o que descobriu sobre a bancada da bíblia, alvo de sua tese de doutorado

Bruna_José Cícero da Silva-3

A professora de psicologia Bruna Suruagy, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, fez 42 entrevistas para sua tese de doutorado Religião e política: ideologia e ação da ‘Bancada Evangélica’ na Câmara Federal”. Ouviu parlamentares da bancada evangélica (de 2007 a 2011), assessores e jornalistas. Continuou acompanhando o movimento dos políticos evangélicos e o crescimento da bancada no Congresso. Em entrevista à Pública, Bruna explica como acontece a seleção dos candidatos dentro das igrejas, o esquema político das principais denominações pentecostais e o que querem os políticos evangélicos.

Leia a reportagem: Os pastores do Congresso

Como começou sua pesquisa sobre a bancada evangélica?

Meu objetivo era entender como se processava a articulação entre os discursos religiosos e políticos. Foi na legislatura de 2007 a 2011, que aconteceu logo após a CPI das Sanguessugas que apresentou alguns nomes de parlamentares evangélicos. Na ocasião, a Igreja Universal retirou a candidatura de muitos parlamentares e o início da legislatura de 2007 foi bastante tenso por conta desse processo. Teve uma redução significativa da bancada. Na época eles estavam com 45 membros.

Quando os evangélicos passaram a se organizar politicamente?

Antes da década de 1990, já existiam vários parlamentares evangélicos, mesmo antes da Constituinte – muitos protestantes históricos e alguns pentecostais, mas não existia uma organização institucional da campanha desse grupo específico. Eram evangélicos que decidiam se candidatar e eventualmente recebiam o apoio de suas igrejas. Claro que, embora independentes, havia na Câmara uma certa articulação em nome sobretudo da manutenção dos interesses e valores morais próprios desse grupo. Mas no início da década de 1990 a Universal passou a protagonizar a participação política entre os evangélicos e já começou atuando com um plano político. Ela criou uma forma de fazer política no sentido de quase atuar como partido.

Funciona assim: A cúpula da igreja, formada por um conselho de bispos da confiança de Edir Macedo, indica candidatos em um procedimento absolutamente verticalizado, sem a participação da comunidade. Os critérios para a escolha desses candidatos geralmente têm base em um certo recenseamento que se faz do número de eleitores em cada igreja ou em cada distrito. E cada templo, cada região, tem apenas dois candidatos, que seriam o candidato federal e o estadual. Ela desenvolve uma racionalidade eleitoral a partir de uma distribuição geográfica dos candidatos e a partir de uma distribuição partidária dos candidatos. Isso mudou um pouco agora porque existe um partido que é da Universal, o PRB, que fica cada vez mais forte no Congresso. Na época, havia uma distribuição por vários partidos para garantir a eleição. E são escolhidos bispos com um carisma midiático, que conduziram programas, radialistas e mesmo não bispos, mas figuras que se destacavam como comunicadores. Porque existe uma interface da mídia religiosa com a igreja e a política.

Não são parlamentares que se destacam na questão litúrgica como grandes estudiosos da Bíblia – até porque a tradição pentecostal está mais na produção de emoções e de momentos afetivos do que de fato na liturgia. Então os bispos e líderes religiosos que promovem essas catarses coletivas e demonstram esse carisma institucional são normalmente os escolhidos para candidatos. A Universal se tornou um modelo para outras igrejas porque a cada novo mandato havia um aumento significativo dos parlamentares da Universal. A Assembleia de Deus, que hoje tem a maioria dos deputados, mas que não funcionava assim, passou a ter a Universal como modelo. Não atuando da mesma forma porque o funcionamento institucional é outro. A Assembleia é uma igreja com muitas dissidências e muitas divisões internas, por isso não é possível estabelecer hierarquicamente os candidatos oficiais. As igrejas têm fortes lideranças regionais e uma fragilidade do ponto de vista nacional. A sede não tem tanta força e, por isso, eles criam prévias eleitorais. As pessoas se apresentam voluntariamente ou são levadas pela própria igreja e ainda há a ideia de que alguns são indicados por Deus porque mobilizam grandes multidões, ou contagiam, como dizia Freud, também termina sendo um critério.

ainda há a ideia de que alguns são indicados por Deus porque mobilizam grandes multidões

Então tem uma lista, depois uma pré-seleção que passa por um conselho de pastores – isso em cada ministério [a Assembleia de Deus é uma igreja com muitas ramificações]. É interessante que os que pretendem se candidatar assinam um documento se comprometendo a apoiar o candidato oficial caso ele não seja escolhido. Na Universal, como o poder é nacional, tem uma sede hierarquizada que consegue controlar a instituição, candidaturas independentes não acontecem. Até porque os parlamentares que foram eleitos com esse apoio institucional e que na segunda legislatura tentaram se candidatar de forma independente não ganharam as eleições. A vitória está totalmente atrelada à instituição. Existe uma estratégia bem construída porque eles preveem uma fidelidade de 20%, que não é alta. A Assembleia de Deus está tentando construir essa fidelidade e essa unidade política que são extremamente difíceis devido a essa fragmentação interna. E faz as prévias nacionais com a participação de pastores e obreiros, novamente sem a participação da comunidade – não é um processo transparente. No Congresso então você tem essas lideranças religiosas que demonstram uma maior habilidade na interlocução com o sujeito, um carisma que gera catarse, contágio, impacto afetivo e as lideranças que foram identificadas e constituídas pela igreja como nomes importantes para ocupar o cenário nacional.

A bancada evangélica é homogênea?

Na bancada evangélica no Congresso e também nas bancadas estaduais e municipais, você tem uma diversidade tão grande de integrantes que não dá pra pensar esse grupo como um bloco coeso, homogêneo. Muitos vêm representando a Assembleia de Deus e a Universal e algumas neopentecostais que tentam imitar essa estratégia, como, por exemplo, Sara Nossa Terra, de onde saiu o Cunha. Você tem muitos parlamentares das chamadas protestantes históricas [batistas, presbiterianas, luteranas, metodistas] que têm uma candidatura totalmente independente porque não há um plano político já estabelecido dentro das igrejas. Eles simplesmente são evangélicos, mas a trajetória política geralmente não se dá dentro da igreja e não há uma vinculação direta ao exercício da fé. Esses parlamentares gostam de dizer que separam bem a fé no âmbito privado da política na esfera pública. Mas é uma distinção contraditória porque eles tomam, sim, como referência algumas crenças e valores para orientar suas práticas parlamentares e votações como quando se discute aborto e homofobia,a por exemplo.

a Universal passou a protagonizar a participação política entre os evangélicos e já começou atuando com um plano político

Lembro que um parlamentar me disse na época em que fiz as entrevistas que não há como fazer uma separação absoluta porque um marxista, por exemplo, vai acabar se submetendo a essa orientação de consciência na hora de atuar. E que ele, como cristão, se submete a essa orientação de consciência. Mas que vota orientado pela consciência, e não por uma filiação religiosa ou institucional específica. Então, nas protestantes históricas, não há essa presença ostensiva da instituição. A pentecostal, que traz consigo a teologia da prosperidade, que tem a presença do neoliberalismo, do conservadorismo institucional e moral, já tem essa coisa de práticas políticas fisiológicas e clientelistas. É um grupo heterogêneo, mas os parlamentares pentecostais têm uma posição mais orientada pelas instituições religiosas. O mandato não é do parlamentar; é pouco do partido, é mais da instituição.

Isso já é combinado com relação aos temas que eles vão defender? “Te ponho lá mas você me garante que o aborto não sai!”

No começo, a gente tem a impressão de que a igreja interfere totalmente em tudo. Mas o Edir Macedo, por exemplo, é um líder muito complexo. Alguns parlamentares me contaram que ele determinou que eles precisavam ter uma formação política. Então eles frequentam cursos de formação política na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Alguns outros cursos são dirigidos para bispos e parlamentares da Igreja Universal. Eles disseram isso explicando que não iam totalmente despreparados. “A gente tem uma formação, antes de vir tenta entender e conhecer.” O grande paradoxo da Universal é que no período eleitoral há uma mistura entre religião e política que é clara, não é velada. Ela se dá dentro do templo, o templo vira palco, o púlpito vira palanque político e as discussões pragmáticas sobre as eleições acontecem no púlpito. Tem toda uma pedagogia eleitoral que acontece dentro do templo. E no Parlamento eles tentam separar o discurso político do discurso religioso. Na verdade, isso começou a ser exigido pela cúpula da Universal depois de aparecerem escândalos e irregularidades envolvendo parlamentares evangélicos. Na época, quem era o grande líder político era o Bispo Rodrigues, que era o braço-direito do Edir Macedo. Depois dos escândalos do caso Waldomiro e do mensalão [que o levou à condenação a seis anos e três meses de prisão por lavagem de dinheiro], ele renunciou em 2005, perdeu o título de bispo e retiraram todas as candidaturas dos parlamentares justamente para não arranhar a imagem da igreja. Dizem que o Edir Macedo tem o privilégio de não participar desses momentos.

O templo vira palco, o púlpito vira palanque político e as discussões pragmáticas sobre as eleições acontecem no púlpito

Tem até um líder de outra igreja, o Robson Rodovalho, que é da Sara Nossa Terra, que se candidatou e se elegeu, que dizia que era muito difícil para ele como líder estar ali. Que para o Edir Macedo era muito mais fácil porque, se algum parlamentar fosse citado ou cometesse alguma irregularidade, ele simplesmente diria que não sabia de nada. No caso dele, a igreja correria o risco de se enfraquecer. O que me chamou atenção quando fiz as entrevistas foi que nenhum tinha mais o título de bispo. Com os outros, eu começava sem perguntar nada sobre a religião, e eles mesmos em algum momento entravam nessa parte da fé. Já os parlamentares da Universal não falavam de Deus, era um discurso totalmente parlamentar. Não mais progressista, mas eles queriam separar os processos. E, segundo um deles, o próprio Edir Macedo orienta os parlamentares a seguir as orientações do partido nas votações exatamente para que eles não tenham divergências e eventualmente percam as verbas públicas destinadas às emendas parlamentares.

Então qual é o grande interesse da Universal?

Quando as temáticas são institucionais, relacionadas a isenção fiscal, alvará de funcionamentos das igrejas, doações de terrenos, distribuição de concessão de rádios e TV, a transformação de eventos evangélicos em eventos culturais pra receber financiamento da Lei Rouanet, questões relacionadas à lei do silêncio. Aí eles atuam de forma articulada, como um bloco, convergem em nome desses interesses, como em relação a questões morais. Com algumas diferenças, mas muitas aproximações. Alguns cargos dos gabinetes têm que ficar à disposição da igreja, que indica quem vai ocupar. É uma igreja pragmática, tem muito mais interesses institucionais do que morais. Se for analisar do ponto de vista moral, é muito mais flexível e aberta do que igrejas como a Assembleia de Deus. Essa, sim, tem um discurso de natureza moral além do institucional, de manutenção da ordem. Quando há convergência nesses temas institucionais e morais, a bancada se articula. É importante salientar que poucas vezes você verifica a articulação desse bloco de forma totalmente coesa. Eles excluem a política nessa discussão de pauta dos parlamentares evangélicos para criar uma falsa aparência de unidade. Muitas vezes a imprensa anuncia a bancada evangélica como um ser único, e para a bancada é muito interessante aparecer assim como um corpo único, um bloco suprapartidário…

E dizer “a bancada” convenientemente não dá nomes, né?

Exatamente, uma entidade com um poder e as divisões não aparecem. Mas no discurso desses parlamentares que estão à frente e que normalmente são os das igrejas pentecostais apresentam a bancada dessa forma. “A bancada decidiu”.

Eles se reúnem?

A mídia faz parecer que sim, mas não. Porque eles estão filiados a partidos e a movimentação na Câmara se dá por partidos. Eles ficam muito indignados com a falta de poder que têm, porque têm poder na igreja, mas a divisão por partido privilegia o alto clero. Você tem alguns líderes partidários que definem as orientações e eles tem que seguir ou são punidos de alguma forma, principalmente não tendo as verbas públicas para realização das emendas parlamentares. “Estou aqui mas não tenho muito poder de decisão, tenho sempre que obedecer partido, não tenho autonomia” eram reclamações constantes. Estou falando principalmente desse grupo pentecostal, que é o mais barulhento e que fala pela bancada, principalmente os assembleianos [da Assembleia de Deus]. Eles têm o Feliciano, o Cunha, o João Campos, que é o líder da Frente. Engraçado que na época em que eu fiz a pesquisa o Eduardo Cunha era superinexpressivo como integrante da bancada evangélica. Mas eles se reúnem muito pouco, às vezes no dia do culto, quarta de manhã, fazem o ritual religioso e têm alguma discussão sobre projetos de lei e discussão de pauta.

O interessante é a atuação dos assessores. Eles acompanham os projetos diariamente, em uma tentativa de mapeamento dos projetos em tramitação e seleção dos mais importantes, projetos “anticristãos”. Você também tem uma distribuição dos parlamentares pelas comissões que eles consideram mais importantes como a de Seguridade Social, de Direitos Humanos, de Constituição Justiça e Cidadania. Aí eles vão tentando barrar a tramitação dos projetos. Alguns mais ativos tentam conseguir posto de presidente ou relator. Você tem uma estratégia bem elaborada, mas não conta com uma participação tão ativa quanto parece. É uma bancada barulhenta, intempestiva, aguerrida, beligerante, e esse barulho cria a impressão de volume, de quantidade de poder, de coesão. Acho que também é uma estratégia de parecer maior do que é pelo grito. Que é o que acontece nas próprias igrejas. As igrejas têm esse discurso de guerra, de combate. O exército da Universal que deixou todo mundo perplexo, mas isso sempre aconteceu, é o discurso de todas as igrejas. A convocação nas igrejas tem todo esse ritual bélico mesmo. E o soldado é aquele que está ali para obedecer e para combater. A bancada usa isso também. Você valoriza o tamanho do adversário para convocar os integrantes. Mas eu ouvi muitos relatos de parlamentares que estavam acompanhando votações e que tinham poucos para impedir a continuação da votação. Aí o assessor ligava para a lista da FPE: “Esse é pró-vida, vou chamar”. Aí liga: “Deputado, vem aqui, pede vista”. Eles têm uma assessoria que conhece os procedimentos regimentais e que orienta os parlamentares que muitas vezes não sabem nem o que está acontecendo ali. Tem uma disponibilidade em participar quando convocados e uma entrega total de alguns pela causa.

É uma bancada barulhenta, intempestiva, aguerrida, beligerante, e esse barulho cria a impressão de volume, de quantidade de poder, de coesão

Qual é a missão da bancada evangélica nesse sentido? Ao meu ver, é de preservação, não de criação. Eles não querem criar projetos, querem manter tudo intacto. É uma atuação ideológica, se posicionar contra projetos inovadores, transformadores. Agora que houve algumas críticas, eles estão tentando elaborar projetos mais numa perspectiva de manutenção de uma ordem do que de transformação. É uma ação mais combativa, defender uma ordem social hegemônica. Os projetos que estão surgindo são pra fazer frente a projetos que estão em andamento, por exemplo, com relação a projetos do grupo LGBT. Criminalização da homofobia – criminalização da heterofobia. São projetos estapafúrdios. Aborto, drogas, criminalização da homofobia, casamento entre pessoas do mesmo sexo, são contra a discussão de gênero, a favor do ensino religioso, contra todos os projetos pedagógicos e educativos que combatem qualquer tipo de discriminação de gênero, sexual…

Você acha que é uma causa legítima? Eles acreditam mesmo nisso?

Antes do Eduardo Cunha, eles estavam caminhando para um discurso mais coerente com aquele espaço. No fim de 1980, os discursos condenavam o aborto e justificavam trazendo passagens bíblicas, dizendo que Deus não permite. Depois a bancada amadureceu um pouco nesse sentido, entendeu que não dava pra usar esse discurso porque não tinha coerência e começaram a argumentar de forma mais legislativa, aderir a um discurso que tinha mais ressonância naquele contexto. Toda moral é um sistema de controle. A sexualidade é um tema central na igreja com um discurso muito forte constante porque a sexualidade de alguma forma expressa liberdade. Então, você tem um sistema normativo de controle. É genuíno no sentido de que eles acreditam nessas coisas, mas virou, sim, um jogo de poder com os movimentos LGBT, por exemplo. O aborto é um tema controverso. Alguns acham que o aborto deveria ser crime hediondo, que é um assassinato. Mas outros, como os da Universal, acham que o aborto é uma possibilidade. É uma defesa genuína de posições morais que eles querem transferir para a realidade social. É legítimo que um grupo pense assim. O que não é legítimo é trazer esse discurso para a esfera pública de um Estado laico.

[relacionados]

Tags: , , , , ,

Comentários

Opte por Disqus ou Facebook

  • Robson william

    Dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus!
    Politica e cristianismo não podem se misturar!!!! Estão usando a fé alheia em benefício próprio! Judas traiu Jesus achando que ele usaria o poder de Deus para livrar o povo dos romanos. Quem diz que é evangélico e se mete com politica é mentiroso. Não se pode servir a dois deuses.
    Deus não habita na podridão.

    • Só que você for com esse discurso, você é discriminado de maneira não muito legal.

  • Darlã Fagundes

    Se o Brasil continuar permitindo esse tipo de coisa em breve teremos apedrejamento de mulheres adulteras e execução pública de homossexuais…A bancada evangélica é insana!

    • Eduardo

      Sim claro, foi da bancada evangélica que partiu a afirmação”…estamos dispostos a pegar em armas se preciso for…”. São os evangélicos que adoram Che Guevara , Stalin, Fidel Castro entre outros.

      • Antonio Veras

        Mas criaram a cristofobia e heterofobia. É muita comédia.
        Daqui a pouco vão criar a ContaNaSuiçaFobia.

      • Darlã Fagundes

        Esse é dos que colocaram essa corja no poder…

      • Maurício Rio Claro

        mas adoram coisa bem pior, como por exemplo, o pior delinquente da história do parlamento brasileiro, chamado Eduardo Cunha.

        • Nós brasileiros merecemos isso, porque ainda não descobrimos o nosso verdadeiro destino, vamos fazer de tudo para mudar tudo isso.

    • Красная Aрмия

      Não sei o que é pior, isto o que você disse ou o quadro que se arrasta há mais de 500 anos em que tudo é perdoado, tudo é tolerado, tudo é permitido, tudo é relativizado, tudo é “aliviado”. Só te digo uma coisa: qualidade só vem, meu nobre Fagundes, com extremo rigor e o Brasil, como diria Nelson Rodrigues, não teve, não tem, nem terá qualidade em nada com essa permissividade. Já se perguntou porque TODOS os países protestantes deram certo ?

      • PSSilva

        Mas as colônias de países protestantes anglo-saxãs “deram certo”? A Jamaica “deu certo”? As ex-colônias de exploração da Holanda, da Inglaterra e da França na Africa são, atualmente, nações onde as coisas “dao certo”? Esse debate Weberiano entre catolicismo e protestantismo teve la seu apelo, e funciona apenas nas matrizes. Nas colônias, os fatores que levam a precariedade das nações passam muito longe das religiões. As diferenças correlacionam-se muito mais com a forma de colonização do que com a religião. E sua afirmação que ha 500 anos tudo é “aliviado” é incorreta: o Brasil é um pais extremamente punitivo, tivemos uma escravidão brutal, que punia os escravos. Nossa policia atual massacra a juventude periférica, e nada disso resolve nossos problemas. Finalmente: não ha como comparar os movimentos neo-pentecostais com o que você deixou a entender como protestantismo anglo-saxão. Quem dera nossos evangélicos fossem de matiz protestante tradicional: não é o caso. Eles trazem o atraso.

        • Cidadão

          Confundiu colônia de povoamento (todas, repito, TODAS deram certo) com colônias de exploração.

          • PSSilva

            Exato: isso nos aprendemos na quinta-séria como dogma. Eu não confundi absolutamente nada: você é que aplicou o dogmatismo weberiano na discussão, sem levar em conta que somos uma colônia de exploração (quinta-série), e que não ha qualquer evidência que a nação seria melhor ou pior, seja la o que isso signifique, se fôssemos protestantes ou católicos. Independente da religião do colonizador, a forma de colonização (que não é tao simples quanto a dualidade exploraçao-povoamente, a Africa do Sul é o que?), não explica nosso destino. Não é adotando “maior rigor religioso”, especialmente neo-pentecostal, que o Brasil tera melhores indices de IDH por exemplo.

          • Cidadão

            Bláblábláblá inútil, primário o seu. Repito pra entrar na sua cabeça tonta: TODOS, TODOS os países de povoamento protestante são desenvolvidos (retiro colônias de saque e exploração). Em qualquer lugar as colônias protestantes são mais prósperas que as outras. País católico vige o perdão, não o cumprimento à risca da lei (reflexo dos caras se aterem à letra fria da Bíblia, não a dogmas). Cara, eu li tudo, desde Vianna Moog, até Norbert Elias, de Max Weber às Institutas de Calvino, não preciso de você. A África do Sul, Suriname, Jamaica, Nigéria, India NUNCA, nunca foram áreas de povoamento, mas sim de exploração.

          • PSSilva

            Essa é a sua resposta: “blablabla” e me xingar? Bastam comparações triviais para ver exceções a esse dogma weberiano. Além do equivoco de enxergar no neo-pentecostalismo brasileiro, qualquer semelhança com o protestantismo anglo-saxão: é um erro grave, e um anacronismo sem sentido. Não tem como comparar o desenvolvimento através de séculos do que hoje se entende por mundo protestante, com os movimentos neo-pentecostais brasileiros. Ninguém sabe onde isso vai dar. E porque o foco no protestantismo? As pessoas que mais contribuíram para o desenvolvimento das nações não foram mais influenciadas pelo iluminismo, por movimentos seculares, muito mais do que pautados por religiões? Esse conceito é defasado, explica muito pouco sobre as sociedades atuais.

            E qual é o seu ponto afinal? Veja o seu comentário inicial: você afirmou, de forma difusa, ser melhor trazer certo “rigor” para o Brasil. Eu respondi que as colonizações não são tao simples assim, e que seu argumento é weberiano, e não explica tudo. Você mudou o assunto, me atacando de não saber a diferença de um conceito que todos nos aprendemos na quinta-série, e que não explica a complexidade da forma como as sociedades se desenvolveram, apenas oferece uma aproximação.

            Sem xingar, sem ficar bravo: qual é o seu ponto? Seu comentário inicial não tinha nada a ver com a sua afirmação final ” TODOS, TODOS os países de povoamento protestante são desenvolvidos (retiro colônias de saque e exploração).” Você não disse isso inicialmente: mudou muito o assunto.

            Vamos fazer duas observações. (1) Essa observação é verossímil sob qual métrica? (2) As nações colonizadas podem todas serem classificadas como um ou outro tipo?

            Podemos definir como “desenvolvidos”, os países que gozam de bom IDH: Australia, Canada e EUA, sendo o ultimo o mais injusto e onde ha pobreza e sofrimento. Mas dos três, foi o único pais fora da Europa, onde o desenvolvimento tecnológico explodiu, e guiou o mundo no século 20, em oposição a outra maluquice que acontecia em outras paragens. Não tem como simplesmente colocar todos no mesmo pacote: nem dentro desses países as sociedades são homogêneas. A dicotomia da “forma de colonização” não explica o desenvolvimento tecnológico nesses países. Eh preciso levar em conta a complexidade da historia: regras simples não funcionam. Se você quiser desconsiderar a importância do desenvolvimento tecnológico, é outra historia.

            (2) Nao é correto classificar, por exemplo, a Africa do Sul como “colônia de exploração”. Os europeu que se instalaram la, que criaram uma nação, não povoaram? Não criaram suas instituições e igrejas protestantes com objetivo de povoamento? O sul do Brasil, a partir do século 19 sofreu uma colonização de povoamento ou de exploração? Onde exatamente se traça o limite entre uma e outra? Na forma de explorar a terra, na forma de explorar o trabalho, como? A Argentina sofreu qual tipo de colonização? Ou nesses casos, caem na “caixinha” do catolicismo, portanto são “piores”?

            Nao se pode esquecer que estamos falando dos últimos 200 anos. A historia humana é muito mais longa do que isso, e o que se define como prosperidade oscilou em diversas culturas e sociedades que não tinham nada a ver com os conceitos que estamos debatendo. Porque o Japao, para os padrões atuais, é mais desenvolvido do que o resto da Asia? Qual o papel do colonialismo nesse fenômeno?

            Eu discordo de você que exista uma linha simples, cristalina que divida essas formas de colonização. O que se entende por uma e outra foram simultaneamente aplicadas em diferentes regiões do planeta, em épocas diferentes (e isso é muito importante). Os casos extremos, comparar a Nova Inglaterra com a Jamaica oferecem exemplos simples, tentadores para efetuar a generalização, mas que não se sustenta nos casos mais complexos. Concordo que exista “exploração e povoação”, mas esses fenômenos ocorreram simultaneamente em graus diferentes. Criar um “quadrinomio” de “forma de colonização e religião” não explica a heterogeneidade do mundo atual.

            Enfim, nao parta para a ofensa tao rapidamente. No fim das contas, existem nações onde as pessoas sofrem muito: Haitis, Jamaicas, toda uma India: afirmar que a receita é “protestantismo anglo-saxão” não vai trazer qualquer avanço nessas sociedades. O tempo ja passou, o estrago esta feito: por sinal, os habitantes originais das “boas colônias”, sequer existem mais. O caminho é encontrar soluções que permitam vidas dignas, não visões deturpadas de um passado que não pode ser alterado. As visões do passado podem ser discutidas, mas se o objetivo é se aproximar da realidade, os dois dogmas que você empregou não ajudam.

          • Mary Lucy Dal Bosco Carletto

            Que interessante! Como vocês tentam ser teóricos. Que tal serem mais históricos e menos religiosos?
            Podem colocar a religião que quiserem e terão a mesma conclusão (não lembro agora de nenhuma exceção): Os enclaves ou colonias de exploração ficaram com a pobreza ao proclamarem sua independência, apesar da religião. As colonias de povoamento progrediram, a despeito da religião. O Brasil foi um enclave triplo, de Portugal, Espanha e Inglaterra. E católico. A Argentina, colonia de povoamento da Espanha. E católica. Percebam que o desenvolvimento argentino foi muito superior ao nosso (rivalidades a parte), muito embora tenha sucumbido a crises políticas e econômicas. Porém, Espanha e Portugal também viveram ditaduras após a I e II Guerras.
            Não vejo como comparar as raízes religiosas com o que vivemos hoje. Hoje e sempre o que temos no Brasil é o fruto do subdesenvolvimento com desigualdade (abismo) social e quase nenhum investimento na educação.

          • PSSilva

            Você tem razão: “Não vejo como comparar as raízes religiosas com o que vivemos hoje. Hoje e sempre o que temos no Brasil é o fruto do subdesenvolvimento com desigualdade (abismo) social e quase nenhum investimento na educação.”.

            No entanto, do ponto de vista puramente acadêmico, como eu tentei explicar no meu (longo) comentário, a dicotomia “exploração-povoamento” não responde tudo. Quais parâmetros você quer comparar? Alguma variável do IDH, desenvolvimento tecnológico, o que? Conforme se entra no detalhe da historia, e nos parâmetros de diferentes povos, esse modelo não serve para explicar muita coisa. A historia de cada pais é muito mais elucidativa. Apenas disse isso.

          • PSSilva

            Mary, apenas um ponto adicional. O Brasil, assim como outros países, passou por outros processos de colonização. Relações verticais entre nações se configuram como “coloniais”. Eh perfeitamente possível descrever a historia do Brasil, e da América Latina do século XX como de colônia do poder norte-americano. Sob essa visão, as forças que moldaram nossa sociedade atual, no caso, a influência norte-americana, são muito mais importantes e presentes do que, digamos, os esforços coloniais clássicos de Holandeses, Franceses ou mesmo o papel da Espanha no caso brasileiro.

          • Mary Dal Bosco

            Concordo em relação ao Seculo XX. Nosso absurdo desenvolvimento dependente.

          • Então quer dizer, nunca vamos deixar de ser colônia? Os americanos querem todas as américas sobre o seu comando? E a nossa independência como fica? Temos que ser filiados a eles, por sermos latinos? Que situação a nossa, mas tudo bem, vamos vê a que ponto vamos chegar.

          • É verdade, no entanto as religiões tem muita influencia no campo político e nós brasileiros em decorrência as divisões existentes levamos a pior, se foi por motivo religioso, até que podemos pensar assim.

          • O que nós sabemos é que o Brasil está dividido nestas questões e isso muito ruim para o povo brasileiro.

          • PSSilva

            Meu comentario tinha muitas questões. Sobre algumas, não ha divisão, sobre outras, passíveis de subjetividade, sim.

          • Cicero Matheus S. Moraes

            Amigo, as colônias de povoamento diferentemente das colônias de exploração “deram certo” não por conta de serem protestantes. Vc precisa ler sobre essa história, precisa mesmo. As colônias de povoamento eram locais que os europeus iam para ter uma nova oportunidade de vida, seja fugindo das guerras napoleônicas, seja para escapar da fome que assolava a europa seja como condenação por crimes naquele continete. As colônias de exploração “deram errado” porque o regime predominatemente escravocrata reuniu um amontoado de pessoas principalmente africanos (escravos) que, após o fim desse regime foram jogados à própria sorte e acabaram por formar bolsões de pobreza. Não fale do que você não sabe em nome do deus que você acredita, seja qual for o seu folclore.

  • Alisson Vrai

    Evangélicos? Que nojo!

    • Eduardo

      “O passatempo do tolo é criticar o sábio.”
      Alisson Vrai

      • Alisson Vrai

        Ok tolo!

        • Eduardo

          Alisson, quanto ao seu comentário acima (Evangélicos? Que nojo!), não atribua a uma pessoa ou a um grupo os males de alguns casos isolados. Uma vez que você julga uma pessoa por sua religião, você prontamente estará julgando todos daquele grupo.

          Em outras palavras, em qual grupo de crença ou índole não existe pessoas boas e más? Mostre-me apenas um grupo.

          Existe sim evangélicos bons e ruins, o mesmo vale pra ateístas, pra budistas etc.

          Caráter não está associado a credo ou filosofia de vida, caráter é parte de cada um, independente de onde esteja ou no que acredite! Então não menospreze pessoas por conta de suas crenças porque você pode vir a precisar delas, diretamente ou não!

          • Tem razão, não discordamos do seu ponto de vista, porém o sentir na pele é diferente, você sabe que aquela pessoa é altamente firmada na sua crença e é corrupto, o que você pode pensar dela? Pincipalmente sabendo que ela ocupa um cargo importante na Nação, você pode querer generalizar, que todos padecem desses erros.

    • áttila gomes

      É provável que você também seja evangélico. O texto fala dos protestantes. Todo cristão é evangélico, pelo menos deveria ser.

      • Alisson Vrai

        engano seu… eu sou livre… não preciso de religião pra porra nenhuma!

        • Existem ainda essas pessoas que pensam assim, essas pessoas tem suas razões, pois estamos convivendo hoje no Brasil um cristianismo-político contrário as leis de Deus, porque falam assim, por que a maioria são corruptos e ser corrupto é ser contrário a Deus.

  • Fabrícia Negreiros

    obrigada, minha religião se chama AMOR

    • Está certa Fabricia, mas convém não misturar, porque muitos amam e no entanto trai o seu irmão, com apenas uma caneta.

  • geovanne

    É uma pena que as pessoas generalizem tanto. Asim com existem bons e maus médicos, bons e maus professores, bons e maus políticos.. existem bons e maus pastores. Que a bíblia é um livro maravilhoso sobre preceitos morais, só não admite quem é burro. Diante da tamanha distorção de valores que vivemos nas ultimas décadas, a religião é a principal combatente dessas insanidades que uma minoria defende, por isso é constantemente atacada. O mal do ser humano é acreditar em coisas e pessoas erradas e ainda pagar pra ver. Depois vem o arrependimento e querem recomeçar.

    • Antonio Veras

      Só que os poucos que estão lá no congresso, fazem merda para todos, até os não evangélicos.

      Agora vão, ataquem os amalequitas e consagrem ao SENHOR para destruição tudo o que lhes pertence.
      Não os poupem; matem homens, mulheres, crianças, recém-nascidos, bois, ovelhas, camelos e jumentos.
      1 Samuael 15:3

      Nossa cara, como a bíblia é maravilhosa. Cheia de preceitos morais. #SQN

      • geovanne

        Você pegou um texto fora do contexto e usou pra me questionar. Tudo bem, de repente lendo o que vou escrever você pode pensar um pouco diferente. “Amarás a teu próximo como a ti mesmo”. A partir de você, quem você conhece no mundo que age dessa maneira? Esse é o tamanho do amor de Deus. Amor que excede todo entendimento. Deus te abençoe.

        • Antonio Veras

          Sempre a desculpa do “fora de contexto”.
          Arrume outra porque essa não cola mais.

          Não tem nada fora de contexto, isso aí que eu postei está escrito na “maravilhosa” bíblia.

          No dia que você ler a bíblia, mas ler mesmo e não ficar repetindo verso que o pastor vomita para você, talvez você veja a razão.

          E você reclama de generalização, mas chama de burro todos os que não acreditam nesse livro de fábulas.

          • Geovanne Mazolli

            O que você postou está sim na Bíblia, mas você pegou apenas uma parte do texto pra ilustrar sua opinião, por isso está fora do contexto. O que postei também está na Bíblia, só que está dentro do contexto e serve para ilustrar uma opinião contrária a sua. Quando “você” ler realmente a bíblia, vai entender entender melhor as coisas de Deus e não vai mais falar besteiras. Fica na paz.

          • Antonio Veras

            Uma ordem de matança nunca estará fora de contexto.
            Não importa o que venha antes ou depois. Ordenar um assassinato não vai ficar diferente se você incluir alguma coisa no texto para tentar amenizar.

            Dispenso essa sua paz proveniente do preconceito, da misoginia, da homofobia e intransigência.

            Estude e você verá o mundo como realmente ele é.

          • Antonio Veras

            Uma ordem de matança nunca estará fora de contexto.
            Não importa o que venha antes ou depois. Ordenar um assassinato não vai ficar diferente se você incluir alguma coisa no texto para tentar amenizar.

            Dispenso essa sua paz proveniente do preconceito, da misoginia, da homofobia e intransigência.

            Estude e você verá o mundo como realmente ele é.

        • Isso mesmo Giovane, ninguém pode se expressar assim, em todo canto existe pessoas erradas.

    • Regis

      Não é nem perto de ser maravilhoso sobre preceitos morais. Coloque sua fé de lado e Leia o velho testamento e diga sinceramente se podemos seguir tais preceitos ao pé sa letra? Então evoluímos e algumas passagens não correspondem mais a nossa realidade ok? Pois bem, é assinar embaixo que se evoluímos mais um pouco, nada mais fará sentido na bíblia. É a evolução, meu caro!

      • Regis

        A maioria das insanidade que acontecem hoje e acontecem há seis mil anos, são provenientes da religião meu caro. Só pra citar um caso atual, o estado islâmico. Pare, reflita tudo o que escreveu. O caráter de uma pessoa não está na bíblia ou na religião, pelo. Contrário. A religião não ensina ética e sim uma moral de acordo com seus dogmas e seus interesses.

        • Geovanne Mazolli

          Aí vamos entrar num contexto histórico. Nós Cr

          • Antonio Veras

            A divisão cronológica da história, tal como conhecemos hoje, foi desenvolvida a partir do século XIX.

            Visava
            facilitar o estudo das ações do homem através dos tempos, sendo baseada
            então no calendário cristão, uma vez que foi criada a partir da cultura
            europeia Ocidental grego-romana.

            Se a cultura europeia fosse muçulmana, hoje você estaria rezando para Ala. Jesus não tem nada haver com isso. Ele só foi pego como um marco por ser importante para a cultura daquela época.

          • Rodrigo Oliveira

            Desafio da biblia, cada um le 2 paginas aleatoria da biblia por vez e faz tudo ao pé da letra. O ultimo a ser preso vence… Que comecem os jogos!!!

          • É verdade Geovane, é por aí que podemos compreender muito mais AC e DC

        • Concordo Regis, é por aí que se chega realmente ao livre arbítrio, ninguém pode obrigar alguém a crê naquilo que não é o certo ou que não traga verdadeiros ensinamentos da parte de Deus.

      • Geovanne Mazolli

        Caro Regis, é uma pena que você pense desse jeito. Quem não conhece a palavra de Deus, toma como base o antigo testamento para falar em genocídio e outras coisas mais. Se não fosse a autoridade de Deus e as correções que se fizeram necessárias, o mundo estaria mais caótico.

        Se você fosse conhecedor da palavra de Deus saberia que Jesus Cristo trouxe o renovo para nossas vidas. Fica na paz.

  • Marcelo Barbosa

    qdo frequentava a IURD em meados dos anos 90, fazia parte do corpo de obreiros de uma determinada região, e dentro do templo, eles nos apresentavam os candidatos, dizendo que eram os homens que deus escolhera pra votarmos, e que iriam ajudar a igreja, como nas multas por volume, no alugueis de alguns templos! Eles procuravam dividir o povo, qdo havia + de 1 candidato, como pedir pra uma região votar em A, enqto a outra votava em B! Os pastores eram safados, pois, uam certa vez, trabalhei na eleição de um vereador em sp, como cabo e tal, e o pastor líder da região pegava tds os tickets, o $$, e material, e obrigava os obreiros e grupo jovem “trabalhar” na boca de urna, c/ um lanchinho sem vergonha, enqto eles compravam pizzas c/ os tickets!

    • masc2001

      Infelizmente isso é verdade!

    • Esses registros existem muitos, contudo, uns outros as pessoas preferem silenciar.

  • Maria Lucia Cardoso

    Sinceramente? Tô tomando birra desse povo.

    • Leandro Daros Gama

      Qual? A bancada? Dela nós (evangélicos) já temos muita birra.

      Mas, se for dos evangélicos, cuidado! Eles não são dos nossos, não nos representam e temos repúdio por essa corja!

  • Fabiana Alvarenga

    Leitura obrigatória…

  • Wagner Rodrigues

    Dinheiro…

  • Jose Dias

    Sou evangélico e não voto em políticos da igreja. Esse meio é muito sujo e não comporta um cristão de verdade. Se a politica brasileira fosse igual a Sueca aí sim eu votaria com certeza.

    • Pois é, cada um que pense a sua maneira, porém existem milhões que pensam porque os outros pensam, não tem sua formação positiva assim, que muitos dizem ser egoístas.

  • Maria Lucia Daflon

    Ela não descobriu a ligação das neopentecostais com a CIA? Não viu relação do que acontece aqui com um movimento semelhante em outros países latino-americanos que tem evangelicos no poder, tambem defendendo uma agenda conservadora e neoliberal que interessa aos EUA?

  • Paulo Cezar Paz

    “Bispos” que não estudaram a religião, “pastores” que não sabem ler (principalmente a Bíblia), fiéis ingênuos que levam seu suado din-din para Valdemiro Santiago, Edir Macedo, Silas Malafaia, e outros espertinhos?! O que um ex-pedreiro (Valdemiro) diz com coerência para alguém?! E ele afirma fazer milagres! Perguntem a qualquer um deles se ele sabe o que é Apologética; se ele estudou a história da religião; se fez curso de Direto Canônico! Enfim, a Palavra Divina virou um tipo de falsa mercadoria para enganar trouxas!

    • Isso é forte demais. Você dá se quiser a Igreja, ela não lhe obriga, porém está na palavra de Deus que o dizimo é prudente dá ou seja os 10%, se não poder, mesmo assim deixe a Igreja, mas deixe Jesus.

  • Leandro Daros Gama

    De evangélicos eles têm tanto quanto o cantor Belo tem de bonito, o partido nazista tem de socialista e o FHC tem de esquerda.

    Reparem que:

    1. Não há sequer UM membro dessas bancadas que seja de alguma denominação evangélica tradicional, somente pentecostal? (Ah, não sabem a diferença entre essas duas coisas? Então vale a pena ler a respeito antes de afirmar algo sobre o público evangélico, não?). Não há um membro de igreja luterana, presbiteriana, anglicana, batista tradicional etc. etc. etc.

    2. Vários evangélicos e igrejas declaram publicamente que eles não os representam, não são cristãos de verdade e que repudiam essa bancada.

    Então, vamos com calma que estereótipos e preconceitos precisam ser combatidos!

  • Sidney Pires

    Sou Evangelico Mas continuo achando que politica e religiao nao deveria se misturar. Nao vejo uma razao logica. Muito porque os dois nao se mistura. Como a salvacao e individual ninguem vai pagar pelo pecado do outro. Entao nao vejo porque usar a politica para impedir um soltar o forebes, e outro de abortar. Precisamos pregar e se a pessoa aceitar bom para ele, e se noa aceitar, ele ira responder por seus atos diante de Deus. Agora, usar o estado para impedir a pessoa de pecar! Nao tem base Biblica. O aborto e uma questao de educacao, assim como a prostituicao. isso porque os riscos e as consequencias sao sociais, afeta a saude da mulher coloca em risco a vida dela e da familia. Sou a favor de investimentos em educacao para combater essas coisas. Mas nao vejo base na Biblia porque os ensinamentos Biblicos sao para aqueles que aceitam o evagelho de Cristo, e sao convencidos pelo Espirito Santo. Se o individuo nao aceitar o Evangelho de Cristo segundo evangelho no livro de Marcos, 16:15 ele ja esta condenado. usar politica para impedi-lo de pecar nao vai ajudar em nada.

  • Silas Silva Ferreira

    – Realmente e algo muito triste eu reconheço a Assembléia De Deus Ministério do Madureira e do Belém atualmente fazem isso trazem candidatos Políticos para apoiar, e algo muito triste, bom Igreja não é Palanque Eleitoral, e nem ´´curral eleitoral´´ o Pastor Presidente da CGABD Pastor José Wellington Bezerra da Costa, tem filhos na Política e ele apoia outros parentes, essa cultura de ser Burguesia faz muitos Pastores quererem o poder seja Econômico ou Políticos, a única coisa que posso dizer é saia desse ´´sistema´´, antes as Assembléia de Deus criticam a IURD hoje imitam muitas técnica e estrategias, a tendencia e piorar.

Quem julga o juiz?

Quem julga o juiz?

| por | 21 de setembro de 2016

Uma exame da lista de juízes e desembargadores investigados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que, mesmo quando a acusação é de venda de sentença, o caso nem sempre segue para a Justiça criminal e a pena se reduz à aposentadoria

Adeus, Guyraroká

Adeus, Guyraroká 2

| por | 8 de setembro de 2016

Como o STF decidiu que uma terra em demarcação no Mato Grosso do Sul não era dos Kaiowá – e abriu as portas para outras decisões que podem impedir o direito territorial dos índios

Adeus, Guyraroká 2

| por | 8 de setembro de 2016

Como o STF decidiu que uma terra em demarcação no Mato Grosso do Sul não era dos Kaiowá – e abriu as portas para outras decisões que podem impedir o direito territorial dos índios

Quem julga o juiz?

Quem julga o juiz?

| por | 21 de setembro de 2016

Uma exame da lista de juízes e desembargadores investigados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que, mesmo quando a acusação é de venda de sentença, o caso nem sempre segue para a Justiça criminal e a pena se reduz à aposentadoria