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Na ditadura, a terra tremeu

Episódio detalha como a resistência indígena no Javari contra explosões da Petrobrás forçou recuo militar na Amazônia

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12 de junho de 2024
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EP 2 Na ditadura, a terra tremeu

Episódio detalha como a resistência indígena no Javari contra explosões da Petrobrás forçou recuo militar na Amazônia

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Nos anos 1970, durante o período de chumbo da ditadura militar, o que aconteceu no Vale do Javari, que sofreu em nome da integração nacional?

No segundo episódio do podcast “Morte e Vida Javari”, o trabalho de campo realizado pelo jornalista Rubens Valente e o documentarista José Medeiros revela como ocorreram as explosões de dinamite da Petrobras na região e as invasões de território que resultaram em massacres que marcaram para sempre a história do Javari.

Enquanto os militares estabeleciam o poder em Brasília, após o golpe que resultou na ditadura militar, no Vale do Javari a extração da seringa já havia se esgotado como atrativo econômico. À época, a região vivia um novo surto de ocupação não indígena com o ciclo de exploração de madeira. Em paralelo, uma nova ameaça chegou à região com o Plano de Integração Nacional desenvolvido para a Amazônia. A execução do plano dos militares incluía construções de novas estradas, como a Transamazônica, e a pesquisa de petróleo no solo a partir de explosões. Os planos da ditadura só não contavam com a resistência dos povos originários.

Neste episódio, você vai embarcar nos principais acontecimentos desse período e entender as estratégias desenvolvidas pelos indígenas da região, que forçaram os representantes da ditadura e os trabalhadores envolvidos nas explosões a recuar e abrir mão desses novos planos de invasão – o que resultou na demarcação da terra indígena que hoje é a segunda maior do Brasil.

Conheça a série de reportagens Vale do Javari — terra de conflitos e crime organizado

Equipe

Reportagem: Rubens Valente
Captação de som: José Medeiros
Roteiro: Rubens Valente
Produção e apoio de roteiro: Clarissa Levy e Stela Diogo
Narração: Rubens Valente
Trilha, edição de som e finalização: Ricardo Terto
Artes: Auá Mendes
Coordenação geral e ideia original: Thiago Domenici

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